Wannabe: Jane Birkin
Jane Birkin é uma atriz e cantora inglesa que, segundo a Wikipédia, nasceu em 1946. Ela começou a carreira bem cedinho, fez pontas em uns filmes, casou com um cara, separou, casou com o Serge Gainsbourg, teve a Charlotte Gainsbourg com ele, separou, casou de novo, etc e tal.
Eu sei que esse é um blog de maioria masculina, mas preciso contar que a famosa bolsa Birkin (dã), da grife francesa Hermès, foi inspirada nela. E que atire o primeiro Snob a mulher que não sabe identificar uma. Diz a história que Jane andava por Londres carregando todos os seus pertences em uma cesta de piquenique de palha. Aí, um dia, enquanto tentava acomodar o trambolho no compartimento superior de uma aeronave, ela foi questionada pelo passageiro ao lado sobre a razão de não usar uma bolsa Kelly (a.k.a bolsa de mocinha, inspirada na princesa Grace Kelly, também da Hermès), como todas as mulheres da época. Jane explicou que a bolsa era muito pequena e não comportava todos os cacarecos que ela gostava de levar pra cima e pra baixo. E que, caso o sr. Hermès criasse uma bolsa maior, que pudesse ficar aberta o tempo todo (Jane Birkin não andava de ônibus, fato), usaria as bolsas da marca numa boa. O senhorzinho não era o Hermès, como vocês pensaram, mas o filho dele. No fim da história, a tal bolsa foi criada e hoje tem muita perua esperando de salto alto em uma fila de quase dois anos só pra desembolsar até 30 mil realezas por uma Birkin.
Mas não é por isso que eu acho essa mulher o máximo. Só pra começar fazendo escândalo, foi ela que protagonizou a primeira cena de nu frontal da história do cinema britânico em Blow-Up ― aquele do cartaz que tem a modelo Veruschka (thanks again, Wikipedia!) esparramada no chão do estúdio com o ator David Hemmings por cima dela. Além de Jane, foi a única coisa que me marcou no filme porque, olha, não vou esconder que cochilei umas 288 vezes.
Em 1976, já casada com o lindo do Serge Gainsbourg, lançou com o maridón uma canção chamada “Je t’aime… moi non plus”. Foi proibida em vários países, inclusive no Brasil da caretice militar por conta de seus versinhos sugestivos do tipo “tu vas e tu viens”. Nem precisa de Google Translate, né?
Aí, você me pergunta: mas só porque a mulher é uma despudorada, tu queria ser feito ela? Claro que não, minha gente. O negócio é que Jane Birkin tirou a roupa, provocou meio mundo de gente e saía por aí carregando uma cesta de palha com uma naturalidade que a testa da Madonna não vê faz tempo. A mulher é linda de morrer e ainda conseguiu ser sex symbol, ícone fashion e cultural por várias décadas sem, depois de tudo, se plastificar inteirinha. Hoje, aos 64 anos e com 17 álbuns, 74 filmes e 3 indicações ao Oscar no currículo, vovó Jane leva a vida ― e a carreira ― numa boa, como sempre foi. Em 2009, ela veio ao Brasil pra participar de um show da Orquestra Imperial em homenagem ao Serge. Disseram que foi lindo.
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Gabriela tem 23 anos e, ela jura, nenhum transtorno de personalidade. Acha que hoje em dia todo mundo wannabe alguma coisa: cult, hipster ou apresentadora de televisão. E é por isso que de vez em quando ela vai postar aqui sobre gente que realmente vale a pena perder tempo invejando.

















