Cultbox

Playlist

Playlist #8 – Andréa Oliveira

Incubus – Echo

Quem me conhece, sabe que eu não poderia deixar de escolher uma música de Incubus pra começar essa playlist. Banda californiana, formada nos anos 90, Incubus tem seu estilo classificado por uns como new metal, por outros como rock alternativo e por mim, como incrivelmente bom. “Echo” é a track 9 das 13 do Morning View, quarto álbum da banda.

Keith richards – Take it so hard

Keith Richards em 88 lançou o EP “Talk Cheap”, projeto solo, onde ele comprovou, tocando,cantando e compondo, aquilo que todo mundo já sabia: sua genialidade vai sim além das pedras.

Weezer – Say it Ain’t So

Weezer tem clipes dirigidos pelo spike jonze e seu último álbum, entitulado “Hurley”,  tem na capa a foto do meu personagem preferido de Lost.  Então, se “ Everybody loves Hugo”,  todo mundo deve amar essa banda também.

Llittle Toys – Frida y Diego viveron en esta casa

“Little Toys” é um projeto de Pablo Maqueda,  cineasta espanhol,  que gravou  em casa seu primeiro LP ,  “Frida y Diego viveron en esta casa”. Escolhi a faixa-título pra playlist,  mas as outras nove músicas que fazem parte do LP são igualmente doces e cheias de referências, com direito a uma faixa instrumental linda, chamada “I love you in 35 mm”.

The Raconteurs – Together

Um dos milhões de projetos musicais do Jack White,  mas o meu preferido.  O primeiro album, “Broken Boy Soldiers”, entrou na minha vida e The Raconteurs nunca mais saiu das minhas playlists.

Ray LaMontagne – Trouble

Ray LaMontagne é daqueles que você não cansa de ouvir nunca. Com uma voz inconfudivel e viciante, esse americano tem três albuns gravados e vem se destacando cada vez mais no cenário do folk rock, onde também ficou conhecido por ser um artista reservado que realiza os seus shows fechados sempre no escuro.

The Strokes – Someday

Strokes é Strokes, né? Tá em toda playlist boa que se preze e dispensa apresentações.

WolfMother – White Unicorn

Wolfmother é uma banda australiana de hard rock. A voz do Andrew Stockdale é  íncrivel e marcante, como poucas que eu já ouvi por aí. A banda tem influências do Black Sabbath e, talvez por isso, a voz do Andrew em “White Unicorn” me lembre muito a do Ozzy em alguns momentos.

Mumford and sons- the cave

Essa banda inglesa foi uma das melhores descobertas de 2010. Do primeiro album, “Sigh No More”,  a música “The cave” é minha preferida. Tem uma harmonia linda, e desperta na gente uma sensação de liberdade, dessas que dá vontade de cantar alto e de pé.

Noah and The whale – 5 years time

Noah and The Whale também é uma dessas bandinhas britishes que eu gosto tanto. Quando lançou o primeiro albúm, “ Peaceful, the World Lays Me Down”, Laura Marling ainda era integrante da banda. Hoje, ela segue carreira solo, mas Noah and The Whale continua e tem mais um album lançado, o “The First Days of Spring”  de 2009.

 

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Playlist #7 – DJ Justino Passos

Miike Snow – Animal (Mark Ronson Remix)

Uma banda sueca criada em 2007 que lançou o primeiro álbum em 2009, com nome homólogo ao da banda. O primeiro single é Animal. Bom, muito bom. Um musical de Andrew Wyatt e dos produtores Christian Karlsson e Pontus Winnberg (responsáveis por “Toxic”, de Britney Spears), lançou um elogiado álbum de indie pop em 2009, sendo que algumas músicas do CD viraram hits nas rádios e pistas de dança, como “Animal” e “Silvia”. Essa remix de Animal é do Produtor de Amy Winehouse, Mark Ronson. Um dub com os melhores timbres jamaicano.

Calvin Harris – Acceptable In The 80′s

Um produtor, músico, letrista e DJ escocês. Começou a trabalhar com música aos 15 anos, quando aos 18, lançou os singles “Da Bongos” e “Brighter Days” pela gravadora Prima Facie com o codinome de “Stoufler”. Após algum tempo, o músico assinou com a gravadora EMI, após chamar a atenção no MySpace.Para divulgar o disco, Calvin saiu em turnê pela Inglaterra com o Faithless e o Groove Armada. Além disso, a carreira de produtor do músico cresceu, trabalhando com músicos como Dizzie Rascal, Kylie Minogue, Róisín Murphy, Sophie Ellis-Bextor e a dupla britânica The Mitchell Brothers. Acceptable In The 80’s está sempre presente no meu set.

Boy Crisis – Fountain Of Youth (Louis La Roche ‘In The Discoteque’ Remix)

Se eu pudesse dar uma tapinha no traseiro de cada menina atraente e safadinha, esses seriam ao som do Boy Crisis – um quinteto nova-iorquino bem interessante que tive o prazer de ouvir após baixar o Fountain Of Youth. É uma mistura inteligente de soul pop e electrofunk, com toques de space age roller disco. Um som sexy e que injeta ondas de felicidade. Essa faixa permanente no meu set com o remix de Louis La Roche Aos 20 anos, é uma promessa da cena britânica. O boy tem influências dos lendários The Prodigy, The Chemical Brothers, Basemet Jaxx, juntamente com o inconfundível house francês da década de 1990 onde o Daft Punk é a moior referência.

Chromeo – Night by Night
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Um projeto canadense dos músicos e produtores P-Thugg e Dave 1 Com uma mistura infalível de electro, pop e funk, a música do Chromeo agradou ao mesmo tempo o público indie com tendências para as pistas de dança, os aficionados da eletrônica em geral e os entusiastas do pop dançante, principalmente aquele com um pezão nos 80´s e praticado com maestria em faixas como “You´re So Gangsta”, “Fancy Footwork”, “Tenderoni” e “Night by Night.

Groove Armada – Drop The Tough (The Twelves Remix)
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Considerados um dos maiores nomes da música eletrônica mundial, A dupla inglesa Yorkshireman Andy Cato e Tom Findlay de dance music Groove Armada. Aqui a faixa Drop The Tough tem remix da dupla carioca The Twelves.

The Twelves – When You Talk
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Do Rio de Janeiro, “The Twelves” foi formado pela dupla João Miguel e Luciano Oliveira em 2005. O nome escolhido foi inspirado na estranha coincidência da data de nascimento de ambos: 12 de julho de 1980. A história do Twelves mudou quando eles tiveram a idéia de fazer um remix de ”Boyz”, canção que está no recém-lançado disco da anglo-cingalesa M.I.A. Os dois arrumaram uma versão a capela (apenas os vocais) da música, retiraram algumas gorduras, fizeram todo o instrumental e deram à faixa um clima de pista que resultou em um dos remixes mais bem recebidos do ano. Aqui a faixa é um dos melhores hits When You Talk música autoral da dupla.

Dayton – The sound of music
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Clássico da música negra que animou muitas pistas no início da década de 80. Dayton é um dos melhores grupos americanos de música negra popular. Em nossa indicação a faixa The sound of music em sua versão inteirinha disco music de primeira. Esse arranjo e os vocais fazem a gente viajar para o mundo mais saudável: o da música, com certeza muitos grupos foram influenciados por eles como a dupla francesa Daft Punk.

Massive Attack – Babel (feat. Martina Topley-Bird)
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O duo britânico de trip hop, Massive Attack fundado em 1988 em Bristol, o Massive Attack é um dos pioneiros do gênero trip hop, que mistura batidas de hip hop com efeitos de música eletrônica e vocais climáticos. O primeiro álbum do grupo, “Blue lines”, de 1991, entrou nas listas de melhores discos de todos os tempos de publicações como “Roling Stone” e “Q”. Este ano, a dupla lançou seu quinto álbum de estúdio, com o título de “Heligoland”, que recebeu críticas positivas da imprensa especializada. A faixa Babel tem a participação da cantora Martina Topley-Bird mulher de Tricky ex-integrante do Massive.

Mombojó – Casa Caiada
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Sem apresentações para o mombojó, que para mim é o que tem de melhor na cena brasileira o seu disco novo Inteiramente independente. Amigo do Tempo, o terceiro do grupo, segue a trilha intimista e introspectiva aberta por seus dois antecedores e Casa Caiada é minha faixa predileta.

Method Man and Redman – How High Pt. 2 (Radio Edit)
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Desde que o grupo Wu-Tang Clan ascendeu ao estrelato, Method Man tem sido um de seus membros mais conhecidos posso dizer que Method é o que tem de mais underground do hip hop essa faixa How High Pt. 2 divide com seu maior parceiro o rapper Redman não podia terminar esse playlist sem colocar alguma coisa de hip hop nasci como DJ nessa cena que até hoje atuo com frequência.

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Contato: 81 85033597 | www.myspace.com/justinopassosdj


Playlist #6 – Nika

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AC/DC – Let me put my love into you
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Uma das maiores bandas de Hard Rock que o mundo já teve o prazer de escutar. Apesar das confusas saídas e entradas de seus membros na banda, considero essa música uma das melhores do clássico disco dos caras “Back in Black”.

The Jimi Hendrix Experience – Love or Confusion
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Não tem como fazer uma playlist e não botar Jimi Hendrix. A The Jimi Hendrix Experience gravou a maioria das músicas mais famosas de Hendrix. Pra mim, “Love or Confusion” é uma das melhores faixas do disco “Are you experienced” da banda. 


Iron Maiden – The Trooper
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O Iron Maiden influenciou muitos músicos bons por aí. Gosto tanto desse clássico dos caras, que botei como ringtone do meu celular.

Them Crooked Vultures – No one loves me neither do I
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Uma das maiores surpresas do rock mundial de 2009. A banda é formada por Dave Grohl (Foo Fighters e Nirvana), Josh Homme (Queens Of The Stone Age e Kyuss) e John Paul Jones (Led Zeppelin). O disco de estréia dos caras é tão bom quanto a minha faixa favorita.

Silverchair – The Closing
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Sou suspeita pra falar do Silverchair, pois é uma das minhas bandas favoritas. Escolhi esta faixa do meu disco favorito dos meninos, o Freak Show porque eles ainda estavam na fase grunge (a melhor fase da banda). 


Sublime – What I got
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Sublime é uma das melhores bandas de ska que já existiu e tenho dito! 


Chico Buarque – Jorge Maravilha
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Chico é um gênio. Escreve e compõe como ninguém. Pra mim, ele é o melhor compositor do Brasil. Não tem como não gostar do cara.

Norah Jones – Lonestar
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Uma das melhores descobertas musicais que fiz nos últimos tempos. Norah sabe misturar como ninguém um piano, soul, folk e jazz. Acalma e o seu The Greatest Hits de 2008 não sai da minha playlist por nada.

Led Zeppelin – Black Dog
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Clássicão dos Zeppelin, mas sempre ouço como se fosse a primeira vez.

Interpol – Roland
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A Interpol é uma das poucas bandas atuais que fazem um post-punk competente. Chegaram a ser comparados com Joy Division, Echo & The Bunnymen e The Chameleons pela sonoridade da banda e suas letras dúbias.

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Playlist #5 – Lus

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Massilia Sound System – Jovent

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Massilia Sound System é uma banda francesa de Marselha que toca algo parecido com um reggae-dub jamaicano cantado em occitano e francês. Eles tiveram um trabalho cultural importante de resgate cultural das línguas regionais na Europa e fizeram algo parecido com o Mangue beat em Recife. Tiveram uma aproximação com Pernambuco há um tempo atrás que rendeu a homenagem feita nessa música a Chico Science.


Camille – Au port

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Camille é uma cantora parisiense que já trabalhou com o Nouvelle Vague mas que teve seu trabalho reconhecido quando lançou seu Segundo album: Le Fil. Chamou muita atenção pelos arranjos vocais. Não consigo parar de escutar e foi díficil escolher apenas uma música pra colocar na playlist.


John Frusciante – Going Inside

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John Frusciante é mais conhecido como ex-guitarrista do Red Hot Chili Peppers (banda que passou duas vezes). Mas tem uma extensa obra na sua carreira solo. Cheio de experimentações nos seus albúns, acho “Going Inside” uma música mais simples pra conhecer seu estilo.


Menahan Street Band – The Contender

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Menahan Street Band é um grupo de jazz/soul do Brooklyn, NY que é, na verdade, uma reunião de músicos de outras bandas. Convocados por Thomas Brenneck quando ele morava na rua que dá nome ao grupo.

Noir Désir – Le Vent Nous Portera

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Os franceses do Noir Désir foram uma das maiores influências para as bandas de French Rock que viriam em seguida como Louise Attaque e Cali. A banda continua ativa desde a década de 80. Essa música é do ultimo album deles, de 2001.

The Evens – Cut From The Cloth
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Ian MacKaye foi uma das principais figuras da cena punk americana quando fundou o Fugazi. Desde a parada da antiga banda ele partiu para novos experimentos musicais e criou esse duo que já fez uma turnê no Brasil alguns anos atrás.


Romulo Fróes – Se Eu For
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Eu conheci Romulo Fróes quando uma amiga me chamou pra assitir o show do lançamento do CD dele no qual ela cantava uma música. Ótima surpresa descobrir que se trata de um ótimo músico e letrista e que a música que ela canta é a melhor do disco.
Charlotte Gainsbour and Beck – Heaven Can Wait
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Essa música é a velha história: “dois coelhos numa cajadada só”. Consegui colocar duas figuras que adoro. A linda Charlotte Gainsbourg, filha do célebre Serge Gainsbourg e grande atriz e Beck Hansen, músico de mão cheia que dispensa apresentações.

Lulina – Balada do Paulista

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Ah… Lulina num podia faltar, né? Eu me divirto muito com essa música. Acredito que eles também se divertiram. Só vou dizer mais uma coisa: Beijo, Lu!

Bob Dylan – I Want You
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Num conhece Bob Dylan? Ah… Vai assistir “I’m not there” depois volta, tá? Coloquei essa mas poderia colocar: The man in me, Hurricane, Subterranean Homesick Blues, Like a Rolling Stone…

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Playlist #4 – Lulina

Lulina, vulgo “Luciana Lins”, cresceu em Olinda e hoje mora em São Paulo. Escreve poemas desde adolescente e quando aprendeu a tocar violão decidiu transformá-los em música (escrevo essa linha escutando a música Poesia). Como ela mesma disse ao responder meu email com a sua playlist, “Tem 13 músicas, faz mal? Curto o 13. ;) ”.
Eu queria escrever mais mil linhas sobre Lulina. Queria mesmo. Mas prefiro deixar isso pra outro post só falando dela. Agora é hora de saber quem não sai da sua playlist.

Di Melo – KilarioVibe hippie limpo, adoro.

Edy Star – ClaustrofobiaÓtima música para se cantar (ou gritar) bem alto no meio do expediente.

Beach House – ZebraEsse último disco do Beach House é todo muito bom. Realmente, é como estar numa rede na varanda de uma casa de praia, sentindo o ventinho bater nos cabelos, embalar o balanço e enferrujar os eletrodomésticos com a maresia.

Atlas Sound – LogosBradford Cox é o cara.

Avey Tare & Kría Brekkan – Sis Around The SandmillAvey e Kría estavam com o disco pronto, quando assistiram ao último filme do David Lynch e decidiram, depois disso, lançar o álbum com todas as músicas ao contrário. Tomei a liberdade de reinverter uma das faixas e encontrar uma das canções mais deliciosamente bizarras do mundo. Adoro a letra, é uma coisa tão “salve a sálvia!”.

Broadcast – Corporeal
A melhor música para se dançar com a mente.

Some Community – Young and Fresh
Banda indie paulistana de amigos talentosos e queridos. O show é a maior descarga elétrica do bem que você pode tomar. Recomendo. O primeiro disco deles pode ser baixado aqui.

You la tengo – You Can Have It AllO disco é antigo mas para mim ainda é o melhor do Yo La Tengo.

Of Montreal – Wraith Pinned To The Mist (And Other Games)Rebolante demais. Adoro discotecar essa por aí.

Velvet Underground – Candy says Porque eu não vivo sem Velvet na minha vida.

Tom Zé – Frevo
Porque eu não vivo sem Tom Zé na minha vida.

Duke Ellington – Blue Pepper (Far East Of The Blues)Ah, um Duke Ellingtonzinho… Sempre uma felicidade no juízo.


Fagner – Canteiros Do Manera Fru Fru Manera, um clássico de encher os olhos de lágrimas em momentos de embriaguez.

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Playlist #3 – Guto Campello

Música é o oxigênio que eu respiro. Um bom rock and roll, um reggae, um xote ou uma bossa nova. Não importa o estilo, desde que seja bom eu ouço de tudo. A prova é essa playlist que eu preparei: uma salada de tudo o que eu to ouvindo ultimamente. Baixem, ouçam e curtam, porque esse som é o pipoco.

The Beatles – The Continuing Story of Bungalow BillNão é nada original, eu sei. Mas qualquer playlist que eu fizesse começaria com uma música desses caras. Então escolhi The Continuing Story of Bungalow Bill pra representar a minha banda preferida nesse. Presente no delicioso álbum branco, essa música se encaixaria perfeitamente na trilha sonora de um desses clássicos western com John Wayne. Embalada por um violão que tem um quê latino, ela tem o vocal de uma criança em um dos trechos e mostra porque Beatles é, ainda hoje, uma das bandas mais originais de todos os tempos.

Pixies – Bone MachineBone Machine é a faixa de abertura do Surfer Rosa, discaço produzido por Steve Albini, que também produziu o In Utero do Nirvana, que por sua vez tinha um vocalista fã inveterado do Pixies. E o Steve Albini sabe das coisas: um disco como o Surfer Rosa precisava começar com uma porrada. Com uma bateria inspiradíssima de David Lovering e os gritos insanos de Black Francis esse som sacode e faz a cabeça de quem gosta de boa música. Mas só vale se ouvir bem alto.

Miles Davis – Milestones
Lenda, gênio, mito e qualquer outro adjetivo exagerado é o jeito certo de definir Miles Davis. E essa música prova isso. Com uma pegada rápida e intensa, Milestones é uma das parcerias entre Davis e John Coltrane. Parceria que foi desfeita devido ao excessivo uso de heroína por parte de Coltrane e encerrou, ao menos para mim, a melhor fase da carreira do gênio do jazz. Pena para Miles Davis, que perdeu um grande saxofonista. Pena pra quem curte Jazz, que perdeu uma junção quase perfeita de mentes musicais. Mas aqui no meu playlist, felizmente, elas estão juntas.

Dinosaur Jr – The LungDinosaur Jr pode ser taxada, sem medo nenhum, como uma autêntica banda rock and roll. Baixo, guitarra, bateria e vocal em um som cru e bem sujo. Essa é a fórmula que esses caras seguiram. E deu certo. O Dinosaur Jr é um dos pais do grunge e influenciou uma porrada de bandas. Aqui no meu playlist eles entram com The Lung. Faixa 4 do You’re Living All Over Me. Um disco que todo amante do rock and roll deveria ouvir. A música é marcada por uma guitarra divertida e uma batida simples, mas muito legal. Dica: ouça esse som no começo de um daqueles dias que você sabe que não vai ser fácil.

Jorge Ben Jor – DomingasAchei essa versão um dia desses no Youtube. Em um teatro, em 70, Jorge Ben, sentado em um banquinho com um violão e acompanhado pelos originais do samba, executou essa que é uma das inúmeras homenagens à esposa dele. É tão visceral, que dá pra imaginar a reação da Senhora Domingas à singela declaração em que até o violão parece querer gritar o amor do poeta pela amada.

Totonho & Os Cabra – Segura A Cabra Romualdo E Zé Resteu – MedleyXaxado, grooves, batidas eletrônicas e letras irreverentes, tudo liquidificado. Ainda não é isso, mas é o mais próximo que eu cheguei, em palavras, do som de Totonho & Os Cabras. E essa é a faixa 4 do primeiro disco da banda, cheia de efeitos e com algum vocal metalizado. A música é uma viagem pelo Nordeste, com um pulo numa rave em Berlin e um pouso de emergência em uma boate, talvez na Tailândia.
Só sei que esses paraibanos conseguiram universalizar a música nordestina e mostrar que o Nordeste é mais do que um vaqueiro trajando Gibão.

The Blackbyrds – The BabyCom uma guitarra alucinante, essa música é daquelas que você não consegue ouvir sem bater a perna. The Baby é um fusion instigadíssimo tocado pelo Blackbyrds, banda liderada por Donald Byrd, um trompetista endiabrado. Ouça com alguém quente do seu lado, porque esse som é do capeta.

Fela Kuti – Sorrow Tears and BloodMúsica pra ouvir naquela sexta que você chegou cansado do trampo e tá afim de curtir um som astral, acompanhado de uma cerveja bem gelada. Sorrow Tears and Blood é um atestado musical de que a África não é o lugar mais triste do mundo. Os metais inspirados, a batida das mais dançantes e os backing vocal´s espirituais são a prova disso.

Novos Baianos – GuriaA voz de baby do Brasil deveria ser tombada como patrimônio. E foi ela a escolhida para cantar essa poesia de Galvão e Morais Moreira, que saiu no Vamos pro Mundo, compacto lançado em 74, direto para a minha playlist. Acompanhada por um violão delicioso, essa música tem o mesmo efeito de um tranquilizante e o melhor: sem nenhuma contra-indicação.

The Propositions – AfricanaMais um fusion que é o pipoco. E esse é capaz de transformar cabelo liso em Black Power e calça apertada em boca de sino.

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PLAYLIST #2 – Anderson Lima

No meu iTunes você encontra fácil, playlists como “som pra ir à praia logo cedo”, “músicas pra tomar uma com amigos doidos” ou “músicas cafonas mesmo”. Devo ter uma música pra cada ocasião, até as mais improváveis. Quando estou sem iPod, ouço música mentalmente. E sem viadagem, juro que choro às vezes, quando ouço um som muito foda.

Eu bem que tentei convencer a turma do CULTBOX a fazer uma playlist com minhas 100 preferidas, mas aí ia ter espaço pra incluir na lista as tosqueiras de quem é viciado em música. Sábia decisão, ficar nas 10 mesmo. Por enquanto, deixo vocês com uma playlist que é o veneno.

The volcano song, The Budos Band
Esse som é realmente de primeira. Faz qualquer judeu ortodoxo querer acender um base do tamanho do Empire State. A mistura de Afro-beat/Funk/Jazz/Soul (valeu Wikipedia!) rendeu 21 músicas de gente grande, nos 2 primeiros álbuns da banda.

Things fall apart, Stanton Moore
Sai faísca dessa música, do ótimo “Flyin’ the koop”. Minha descrição pra esse som: trilha ideal pra montar num Maverick (um Opalão já serve) e sair pela rua à 180Km/h, dirigindo sem parar até o penhasco mais próximo.

Sabotage, Beastie Boys
Qualquer idiotinha com o mínimo de imaginação já pensou em si mesmo, andando em câmera lenta, metido num terno preto e equipado com Wayfarer e trabuco com silenciador. Trilha ideal pra matar seu inimigo do colegial e fugir naquele mesmo Maverick.

Sweet Charity, Mr. Bungle
Quem lambe Dave Grohl por ele ter feito sucesso com o Nirvana e Foo Fighters, não conhece Mike Patton. No Wikipedia você vai ler que Mike foi “lead singer of the rock band Faith No More. He has also handled lead vocals for Mr. Bungle, Tomahawk, Lovage, Fantômas, The Dillinger Escape Plan, Zu and Peeping Tom.” Com Mr. Bungle, Lovage e Fantômas eu fazia outra playlist.

Within you without you, Easy Star All Stars
Quem já conhece a original vai pirar nessa versão, parte do disco “Easy Star’s Lonely Hearts Dub Band”. Quem nunca ouviu falar da banda, ouça agora: imagine se os Beatles, o Pink Floyd ou o Radiohead fossem bandas de reggae que mandam ver no dub. Bem, isso é, sem exageros, Easy Star All Stars.

O homem-objeto, Brasov
Ninguém estava ligando muito pro disquinho que acompanhava a edição 83 da Revista Trip. O ano era 2001 e eu queria saber mesmo era da Diana Bouth, que ostentava um belíssimo par de peitos na capa da revista. Só depois eu notei o achado: o tal disco era do CEP 20000, projeto lá do Rio de Janeiro. O homem-objeto é uma das 33 faixas que misturam música e poesia.

Navalha, Burro Morto
Burro Morto foi uma das minhas melhores descobertas dos últimos anos. E descobri do melhor jeito: apresentação ao vivo, muitos amigos ao redor, uma vodka na mão e pouca consciência na cabeça. Esqueça esse monte de música de maconheirinho que você encontra por aí. Isso é lisérgico!

The Gumbo variations, Frank Zappa
Todo mundo deveria ouvir Frank Zappa. Assim, como remédio pra verme, pelo menos uma vez por ano. Desintoxica, livra de vários males causados pelo uso em excesso de certas bandinhas.

Bananas for you all, Macaco Bong
Desce macio e reanima. Se esse disco fosse vinil, já tinha furado, de tanto ouvir.

Sivad, Miles Davis
Já li trocentos críticos de música que juram que o jazz é sensual. Se isso for verdade, esse som é um bacanal, uma suruba bem feita que envolveu Keith Jarrett, Herbie Hancock, John McLaughlin, Michael Henderson e Airto Moreira. No disco LIVE EVIL você encontra também, entre outros grandes, o gigante Hermeto Pascoal. Eu sei que você já deve ter ouvido coisa parecida – algumas coisas do Beastie Boys, por exemplo. Mas em 1970, ninguém tinha ouvido isso.

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PLAYLIST #1 – Igor Gazatti

10 músicas que não saem da sua playlist. Essa é a premissa da nova seção do Cultbox, que a cada semana trará um convidado ilustre para compartilhar conosco sua listinha de carmas musicais.

E para atirar as primeiras fichinhas, nada melhor que um ídolo nosso e músico profissa e profundo conhecedor de um bom som. Com vocês, nosso amigo, Igor Gazatti.
Como o próprio nos escreve: – Amanhã o playlist poderia ser completamente diferente. Mas hoje é esse aqui:


Loran’s Dance – Idris Muhammad
Muhammad é um batera clássicão do jazz funk. Mas a grande parada dessa música é o tema do sax (tenor?). Gruda na cabeça e o cara depois fica assobiando por aí. A música passa uma coisa muito boa. Tipo final de tarde na piscina, uísque 12 anos na mão, gatinha do lado. Sampleada em “To All The Girls”, do Beastie Boys.
lastfm

Message From A Black Man – The Heptones
Versão jamaicana de um clássico dos Temptations. O trio vocal Heptones em sua melhor fase, propagando o discurso de Martin Luther King. Uma guitarrinha com tremolo costura a música inteira deliciosamente. “Ei, não é aquela música do Mos Def?” Não, véio. Mas foi daqui que ele tirou a batida.

This Life Makes Me Wonder – Delroy Wilson
O Jonny Greenwood do Radiohead foi convidado pelo Trojan para fazer um apanhado do infinito catalogo de ska, reggae e dub do selo. Deu no excelente “Jonny Greenwood Is The Controller”. Essa música do Delroy Wilson veio de lá. Groove fantástico com aquele som de fita já gasta. Num disco cheio de pedras, essa é uma das mais foda.

Flip Ya Lid – Nightmares On Wax
Essa é do ótimo “In Space Outta Sound”, primeiro disco que ouvi dos caras. Não sei muito sobre eles. Mas a mistura de hip hop, dub e eletrônica me agrada demais. Beat bem espaçado, baixo gordo e preguiçoso, reverbe elegante na voz. Todos os timbres muito bem escolhidos. Desce fácil, com ou sem gelo.

Rosa Menina Rosa – Céu
Rolou uma gravação dos Sebozos Postizos ao vivo tocando essa musica do Jorge Ben uns tempos atrás. Aqui são os caras de novo: Pupillo, Dengue, Lúcio. Só que em vez do Jorge du Peixe, a voz é da Céu. E a Céu tem uma voz muito linda. A versão está no segundo álbum dela, Vagarosa. Bom todo.

Ringa Ding Ding Ding – Lord Newborn And The Magic Skull
Projetinho doente que tem o tecladista Money Mark, o guitarra Tommy Guerrero e o muito doido Shaw Lee como protagonistas. Três monstrinhos se divertindo com jazz, funk e soul. A intro tem uma batera bem seca, uma guitarra meio bêba. Depois descamba pra um teminha tocado no celular. Coisa fina, vá pelo cara.

Doido – Cidadão Instigado
Mais uma de Catatau e sua turma. Confissão de um cara que tá ficando louco para outro que já é. Riffs muito bons vão conduzindo a narrativa. Tem uma hora que tudo pára e a gente só escuta as vozes dentro da cabeça dele. Uhuuuu, disco que o Cidadão lançou há uns meses tá na minha lista dos melhores do ano.

Paranoid (Is It Any Wonder?) – The New Mastersounds
Jam fantástica deste quarteto inglês em cima do riff clássico do Black Sabbath. O negócio aqui também é pesado e barulhento, mas passa longe do metal de Ozzy e Iommi. Os caras mandam muito bem. A Faixa aqui em cima é a minha preferida do álbum 102 Per Cent lançado em 2006 pelo One Note Records.

Killing Floor – Afrodizz
O Afrodizz é uma banda de afrobeat do Canadá. Mas ouvindo o som, não tem quem diga. Inspirados nos nigerianos Fela Kuti e Tony Allen, fizeram essa bomba, que abre o disco Froots. Batera, baixo, guita, metais e percussão numa levada muito nervosa, cada qual com o seu espaço. Gosto como os vocais encaixam numa linha meio hip hop.

Organ Donor – Lefties Soul Connection
Versão orgânica de uma música do DJ Shadow. Outra banda de nu funk com formação igual a do Meters: guitarra, baixo, teclado e bateria. Tudo na cara, sem frescura. Do meio pro fim a turma deixa o batera tocando sozinho uns 30”. Pra você recortar no computador e gravar por cima qualquer coisa.

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