Letuce. Quem?
Letícia e Lucas são namorados, como qualquer outro casal. Não, mentira. Ao invés de ficarem com #mimimi e tudo mais, eles tem um projeto massa chamado Letuce.
Ele toca quase tudo e ela é artista das boas. Eles tem um disco massa, mas não é disso que vou falar.
Eu queria que você descobrisse o disco Couve deles. Sério, é uma raridade.
Quem nunca cantou/gritou no chuveiro ou cantou pro amigo alvi-rubro “Eu vou nadar e morrer, na beira da praia!”
Quem nunca cantou/gritou bêbado “Que se chama amor, tomou conta do meu ser, dia a dia pouco a pouco, já estou ficando louco, só por causa de você”
Quem nunca cantou/gritou bêbabo ou sóbrio “Undererê!!”
Essas duas músicas valeriam, mas tem mais.
E tem o outro disco.
E tem a criatividade dos dois juntos.
E tem a performance dela. E tem os arranjos dele e da banda.
E tem a diversão garantida.
E tem dois artistas brasileiros que tu nem sabia que existia.
E tem mais qualquer coisa que você acrescentar nos comentários depois que ouvir.
Sério, o amor é lindo. E brega. E genial.
Amor, essa é pra você!
Integrantes:
Thomas Harres – bateria
Rodrigo Jardim – baixo
Lucas Vasconcellos – teclados/ guitarra
Fabio Lima – violão/ cavaco
Letícia Pires – voz
Telefone: 21 94651265
E-mail: thiago@bolachadiscos.com.br
Origem: Rio de Janeiro – rj (Brasil)
Residência: Rio de Janeiro – rj (Brasil)
(Alguém faz o favor de agendar um show deles em recife?)
para caminhos de 28:35 minutos.
Começa em um orquidário. Aquela paz, aquela tranquilidade que só as plantas te dão, mesmo sem você gostar nem um pouco de flores de qualquer espécie.
Vai para um quarto. E quarto, tem sempre aquele conforto que te abraça e aquela preguicinha incontrolável que dá e não passa.
Levantou.
Andou para a cozinha.
Cheiro de comida, cheiro de coisa gostosa, cheiro de casa de mamãe, casa de vovó. Sensação incrível que aquele barulho fino da chaleira te traz.
Tem aqueles barulhos de máquina de escrever. Não é todo mundo que gosta, mas particularmente, aquilo me dá uma tranquilidade muito boa. Tem também aquela batida do seu próprio coração, que você escuta – e sente - em alto e bom som. Passa por um metrônomo, que a príncipio tem um som irritante, mas o irritante se transforma em um elemento legal.
Volta pro quarto. E para voltar pro quarto tem aquele barulho de passos, misturado com pés se arrastando em um chão de madeira.
Agora o quarto é casa de campo, com a janela aberta, com os passarinhos cantando afinadinhos. Um canto tão afinado, que você desconfia que é preset de um sample da vida.
Fora tudo isso, tem voz, tem guitarra, tem violão, tem baixo, tem o próprio sample.
Seria um caminho absolutamente normal para o trabalho. Mas pra mim foi o CD novo de Lenine – Chão.
Ouve aqui para ter uma ideia do que eu tô te falando. Mas se eu fosse você, compraria agora e colocaria no som do teu carro enquanto você vai pegar algum caminho de 28:35 minutos.
{menção mais que especial para essa música. se não for a mais linda do ano, eu cegue.}
{menção também para Lila (minha namorada), que proporcionou esse caminho mais legal pro trabalho e esse post, quando me presenteou com o disco}
Graveola.
Graveola por Graveola:
Graveola e o lixo polifônico é uma oficina de experimentação, uma caixa de possibilidades poético-sonoras. São improvisadores capengas, falsários poliformes: tudo é referência na colagem musical do grupo. Das aproximações insólitas, o choque. Reagem os nomes: estética do plágio, pós-tropicalismo, culinária sonora, barroco-beat. Para além dos inúmeros rótulos auto-intitulados, mais importa a fertilidade plástica das imagens da lixofonia, o infindável e redobrável slogan que lhes constitui a lírica. Dos sotaques refinados ao kitsch, o lixo polifônico sequestra a legibilidade vomitada do pop e incorpora tudo ou qualquer coisa como ferramenta sonora, mistura o fino e o grosso a ponto de torná-los indistinguíveis. “Eis o liquidificador, o totem”.
Juro. Juro de verdade que tentei definir o som deles e dar uma boa explicação pra isso. Mas tô com medo de falar pouco e deixar faltar alguma coisa (não é preguiça de escrever).
Eu fico com a definição que começa este post e com a do amigo Pedro Fonseca, que postou no facebook e fez com que eu descobrisse o som dos caras.
“Continuo achando esses caras criativos para caralho, sem precisar ter ukulelê na banda. Obrigado a Andréa Tolaini e Luanda Barros por me lembrarem que eles estão por aí. Ainda (bem). “
“É uma coisa meio “oi, vim para a porra do estúdio, tô meio sem saco de cantar, mas vamos aí”. E canta feito um feladaputa. Não?”
É quase isso. Eu digo “quase” porque você precisa ouvir mais e conhecer mais um pouco. As músicas vão te convencer muito melhor do que qualquer coisa que eu escreva.
Por falar nisso, hoje eles lançam o disco novo, Eu preciso de um liquidificador. Vai lá no Tumblr/Site, baixa, escuta e vasculha tudo. Vale a pena.
O primeiro post sobre música sem música
Quase todo mundo entre 20 e 30 anos sente uma ponta de nostalgia diante das palavras Kazaa e Emule.
Tá, talvez não nostalgia, já que os arquivos baixados geralmente vinham cheios de vírus. Mas era bom entrar no programa, colocar o nome da última música do (insira aqui o nome da banda pela qual você era fissurado na sua adolescência) e vê-la tocando no seu Windows Media Player uns 25 minutos depois. E esse tempo todo não era pra baixar o cd inteiro, mas uma música. Eu e minha internet discada passamos a adolescência assim, baixando músicas, uma a uma, no Kazaa e no Emule.
Vários anos depois, em uma conversa com um amigo uns oito anos mais velhos, ouvi um relato emocionado de como era maravilhosa a sensação de esperar por um cd novo daquela sua banda preferida, ir na Aki Disco (lembra?) com os amigos, comprar o danado do cd e correr pra casa pra ouvir todinho, da primeira à última música sem parar ou repetir.
Algum tempo depois, eu conheci meu namorado, que apesar da minha idade, me fez o mesmo relato e ainda me mostrou a coleção de cd que hoje, já quase não cabe no quarto.
Foi mais ou menos nessa época, que eu comecei a me educar a ouvir não mais músicas, mas sim, álbuns inteiros.
Mas só segunda-feira, eu experimentei a sensação que aquele meu amigo lá em cima descreveu. Domingo foi meu aniversário e eu queria me dar um presente. Nada muito caro, mas que fizesse aquele domingo estranho dos 23 anos melhorar. Resolvi ir na Livraria comprar o cd novo de Chico Buarque. Não tinha lido nenhuma crítica, nenhum preview no Youtube e sobre ele, eu só sabia o nome: Chico. E é claro, que ele trazia uma grande responsabilidade: fazer renascer a minha esperança de ver outro show de Chico Buarque, exatamente como foi naquele 19 de abril de 2007.
Na segunda de manhã ao sair de casa, coloquei o cd assim que o portão do meu prédio fechou. Sozinhos no carro, eu e Chico tivemos uma linda manhã, que nem o engarrafamento de volta às aulas conseguiu estragar. Ouvi da primeira à última música, às vezes cantando, outras vezes dançando sentada e outras, completamente abestalhada por ele continuar fazendo o que faz de melhor: deixar meu coração dançando de alegria.
Eu sei que esse post tá mela cueca demais para um blog comandado por seis meninos. E inclusive, nem sei se você que tá lendo gosta de Chico Buarque. Mas eu espero que você saiba que o ponto não é esse.
O ponto é que muita gente nunca experimentou a sensação maravilhosa de esperar um álbum, colocá-lo no drive e ouvi-lo do começo ao fim, descobrindo cada melodia e cantando errado a letra na segunda repetição.
Muita gente baixa o álbum joga direto no seu Itunes e escuta aleatoriamente, sem prestar atenção e sem se importar ao ser interrompido.
Não é a mesma coisa. Acreditem, não é.
Podem dizer que é frescura, mas a experiência seria indescritível, se eu não estivesse aqui, justamente tentando descrevê-la.
p.s.:
Toda vez que os meninos fazem um post sobre música, rola um vídeo no youtube no final, ou até o próprio arquivo pra você baixar. Dessa vez não vai ser assim. Não tem música, pra ver se você larga esse itunes e escuta um disco como ele deve ser escutado de verdade.
Mark Lanegan para Iniciantes
ATENÇÃO: As opiniões expressas nesse post são de inteira responsabilidade do autor e não refletem a opinião dos demais integrantes deste site.
Depressão, drogas pesadas, insegurança, confusão, ironia e colhões para botar tudo isso pra fora. Se você não tiver pelo menos alguns desses requisitos, você não pode ter uma banda de rock decente. Não adianta aumentar a guitarra, nem comprar um pedal de distorção fodaço, nem rasgar a sua Levi’s 535. Você só pode ter uma banda de rock de verdade se tiver alguma doença pra botar pra fora. Senão você faz rock/pop, o que não é bom. Juro.
Esse aí é Mark Lanegan. O vocalista mais prolífico de todas bandas que eu ouvia quando adolescente. Ele tocava numa banda chamada Screaming Trees, contemporânea das bandas que me “educaram” musicalmente: Sonic Youth, Nirvana, Pearl Jam, Faith no More, Soundgarden, Alice in Chains, Blind Melon…
Redescobri o cara recentemente cantando na minha banda preditela, a Queens of the Stone Age. Mas hoje eu vou falar da Mark Lanegan Band. O disco é de 2004 e se chama Bubblegum. Que era bom eu já esperava. A surpresa veio quando eu abri o Wikipédia e vi o quanto esse cara trabalhou durante todos esses anos. Foram tantos projetos, com tanta gente, que precisei da ajuda do meu amigo Thales Molina para fazer um infográfico que desse uma dimensão do que Mark Lanegan fez durante todo esse tempo.
(clique para ampliar)
Bubblegum é moderno, triste, econômico, sombrio, com forte influência de blues e a voz do cabra dá calafrios até no Capitão Nascimento. Um patrocínio Marlboro Red. Tire os objetos cortantes da sala.
O clipe é da primeira faixa Hit the City, provavelmente a mais feliz do disco. Entenda isso como quiser.
Escolhi também a música Wedding Dress, uma letra tão sombria e uma melodia tão arrastada que por alguns momentos estar triste chega a ser confortável. Mas vale escutar o disco todo.
Na Agulha: The Temper Trap
Na Agulha: White Rabbits
No último Clipe da Semana, Igor postou aqui no blog a música Percussion Gun, do White Rabbits. O clipe é sensacional, mas a banda é tão legal e tem outras tantas faixas bacanas que a gente não poderia deixar de apresentar pra vocês. Então, esse Na Agulha é na verdade uma continuação da coluna anterior.Originais de Columbia, no Missouri, a banda surgiu em 2004, quando cinco de seus atuais seis integrantes se conheceram enquanto ainda cursavam a universidade. Em 2007, lançaram o primeiro disco, Fort Nightly. A faixa The Plot estourou e logo conquistaram a crítica e fizeram aparições em programas como o Late Show de David Latterman. Com a carreira de vento em popa, levantaram acampamento e se fixaram num subúrbio de Nova York.
Atualmente a banda está em turnê para divulgar seu segundo disco, lançado pela mesma host do Radiohead e produzido por Britt Daniel, de outra banda bem legal, o The Spoon. Mas aí já é outra história.
Na Agulha: Mystery Jets

Eis uma banda que já está no meu playlist há um certo tempo e ainda não me cansei de escutar. Quando penso que já descobri todas as pequenas pérolas, me pego encantado por alguma melodia traída pelo vício do zapping que tento desesperadamente superar. E o Mystery Jets tem me ajudado bastante nisso.
Vindos de Eel Pie Island em Twickenham, Londres, o Mystery Jets surgiu em 2005, repleto de “oitentismos”. Twenty One, terceiro álbum da banda, é um misto de canções desoladoras com uma levada de altíssimo alto-astral e energia. Se os vocais da melancólica Vailed in Grey lembram a sonoridade do The Smiths, faixas com pegadas mais pesadas como Hideway se parecem mais com as batidas new wave recicladas pelo Klaxons. Algo muito parecido com o que Gregg Alexander já havia feito com o New Radicals, mas agora com cara de banda de 4 integrantes mesmo. Não há como não se deixar levar pela guitarrinha estilo Vampire Weekend e o visual do The Cure. Young Love é dessas músicas felizes, com um refrão bem pop, fácil de agradar gregos e troianos que até sua namorada que adora axé vai gostar.
Não conta pra ninguém, mas achei o link pra download aqui.
Na Agulha: The River Raid

Descobri meio que sem querer que meu chefe tinha uma banda. Um dia peguei uma carona com ele, que colocou o cd para eu dar uma escutada. The River Raid. Banda daqui de Recife. Nunca tinha ouvido falar. Rock cheio de energia, guitarras estridentes, vocal distorcido. De cara, associei ao Forgotten Boys e bandas que, equivocadamente, teimo em classificar de surf music. Mas tinha mais coisa nessa sopa. Interessante, muito interessante, pensei. Sou diretor de arte, trabalho em parceria com um redator. No dia seguinte, ele e eu ganhamos um cd da banda. Demorei até arranjar um tempinho entre um trabalho e outro para colocar o cd pra rodar. Guto, o redator (e também colaborador daqui do blog) já havia escolhido a favorita e Tony, nosso chefe, resolveu nos contar uma passagem da banda. Disse que os caras eram surfistas inveterados e costumavam viajar para pegar onda todo final de semana. O problema é que o baixista, Eduardo, era epléptico e em um desses dias teve um ataque no mar. Engoliu bastante líquido e foi retirado da água desacordado, já sem batimentos cardíacos. Em meio ao desespero conseguiram reanimá-lo e uma ambulância o levou às pressas ao hospital. Chegou lá já em estado de coma. Os médicos preveniram os amigos e familiares que seu estado era crítico e que “SE” ele se recuperasse poderia apresentar diversas seqüelas devido ao tempo em que seu cérebro ficou sem oxigênio. A esperança nunca acabou, mas todos já se prepararam para o pior.
Eduardo acordou dois dias depois, sem nenhuma seqüela, completamente lúcido e escreveu uma música, que mandou por e-mail para os amigos para avisar que tinha renascido. Essa música era Summer.
Desde então virei um fã do River Raid. Não porque conheço o vocalista ou porque é uma das poucas coisas que me agradam dentro do cenário recifense. Não. É porque os caras são bons mesmo. E olha que nem sei se posso dizer que eles fazem parte da cena local. Apesar já terem uma carreira de 12 anos, o primeiro cd só saiu em 2004 e contava com quatro faixas cantadas em inglês, tudo para tentar entrar em outros países, principalmente nos EUA, onde o som da banda está linkado com as novas propostas do rock americano. A sonoridade mais crua e pesada foi conseguida graças à masterização feita por Ted Jensen e Felipe Tichauer no Sterling Sound (NY). “Time Up” dá até mesmo a impressão de que eles são uma banda “gringa” tal a perfeição dos vocais e da atualidade da música, que não perde pra nenhuma dessas bandas novatas inglesas. Recentemente foi indicada ao Hollywood Music Awards na categoria de melhor música rock do ano. O segundo disco do River está em fase de finalização. Quando tiver mais novidades prometo postar alguma coisa por aqui.Na Agulha: The Beta Band
Antes de mais nada, aperte o play. Este post é uma experiência sonora.O cenário é uma loja nada convencional de música. Clássicos em vinil por todos os lados. O melhor do Rock, Blues e Jazz nas prateleiras. Ao fundo, um som novo chama a atenção.
- Que é isso que tá tocando? – pergunta um cliente intringado.
Do balcão, Rob Gordon, dono da Champion Vinil, como que já esperando a reação devolve:
- The Beta Band.
- É bom.
- Eu sei.
A música em questão é Dry the Rain. O fime, Alta Fidelidade. Uma referência como essa em um filme sobre e para amantes de música não podia ser à toa. Foi assim que estabeleci meu primeiro contato com este quarteto escocês que ousa brincar de progressivo, folk e psicodelismo – tudo assim, ao mesmo tempo – e com um pitada de obsessão por sons espaciais.
Difícil de imaginar o resultado dessa mistura? Só escutando mesmo pra descobrir.
Na Agulha >> Devendra Banhart

Entre o hiato do Los Hermanos e os shows da Orquestra Imperial, Rodrigo Amarante colocou o violão debaixo do braço e partiu para Topanga Canyon (Caliórnia), paraíso da comunidade hippie nos anos 70 onde Devedra Banhart tranformara a casa em que morava em estúdio para a gravação de seu último álbus, Smokey Rolls Down Thunder Canyon.
Essa foi a notícia publicada na Rolling Stone de stembro de 2007 que despertou minha curiosidade e me levou a garimpar a discografia deste trovador nômade, de alma cigana e sangue mezzo venezuelano, que vem tratando a música da forma mais tosca possível.
Integrante de um movimento apelidado de New Weird America, Devendra Banhart é fã declarado de artistas brasileiros como Mutantes e Secos e Molhados. Caetano Veloso, seu predileto entre os astros tupiniquins, já chegou até a ser comparado a uma deus pelo cantor.
O som não é dos mais fáceis de escutar mas Devendra já conquistou lugar cativo no meu playlist com algumas faixas que passeiam entre o sublime e o nonsense musical.
Não deixem de conferir o álbum Devendra Banhart & Jana Hunter, o melhor na minha opinião, com interpretações acústicas de At the Hop e Little Monkey/Step in the name of Love. Dá até pra escutar o barulinho da agulha pulando no EP. Mágico!
Site Oficial: www.devendrabanhart.com
*Na Agulha >> Flobots
Eu já vinha postando algumas indicações musicas por aqui (confira as matérias sobre The Dø, Curumin e Andrew Bird) mas a partir de hoje elas se tornarão mais frequentes e ganharão um quadro fixo aqui no Cultbox. Agora, todas as segundas-feiras tem o Na Agulha, trazendo o que de melhor vem rolando no cenário musical.
Pra começar, apresento o Flobots, banda de Denver, Colorado, que conheci por acaso, garimpando perfis pelo Myspace. Misturando rap e rock, as letras são carregadas de metáforas e protesto político. Mas o que me chamou mesmo a atenção é o belíssimo violino que dá o tom na maioria das faixas. O peso do instrumento acaba se transformando na principal marca da banda. Na estrada desde 2000, só vieram estourar de verdade este ano, com a música “Handlebars” do disco de estréia Fight with Tools. Vale MUITO a pena conhecer.





















