Cultbox

Música

O último autógrafo de John Lennon


Depois de 5 anos afastado dos estúdios e palcos, em virtude do recém nascido Sean Lennon, John Lennon voltou a gravar. Infelizmente foi o seu último e, por que não, um dos mais memoráveis trabalhos da carreira. Double Fantasy é uma parceria do ex-parceiro de McCartney com a sua esposa. Yoko é contestada, pra não dizer odiada, por 11 em cada 10 fãs dos Beatles, mas independente disso Double Fantasy deixa claro que ela servia sim, como inspiração para Lennon e sim, também acrescentou à obra.

É bem verdade que com um experimentalismo difícil de ser compreendido e até chato, às vezes. John Lennon traz composições inspiradas e singelas, bem diferente do fim dos Beatles e do início do seu trabalho solo, quando as suas letras tinham um quê de amargura e muito psicodelismo. Destaque para (Just Like) Starting Over, Beautiful Boy (uma linda homenagem ao filho, Sean) e Woman, uma música que homenageia Yoko e está entre as maiores letras de John Lennon.

Double Fantasy tem um pé nos anos 80, mas não perde o sincretismo que acompanha John da metade dos Beatles em diante. O disco ainda tem uma triste coincidência. Foi nele que John Lennon escreveu o seu último autógrafo, justamente para o homem que deixou o mundo um lugar pior: Mark David Chapman.


Uma semana de fúria

Em semana produtiva, dois clipes pra animar a galera não faz mal a ninguém, né?

Foo Fighter parodiando Um Dia de Furia. Tinha como dar errado?


A banda mais horrível da cidade?

Não vou perguntar se você já viu o clipe de Oração, da Banda Mais Bonita da Cidade. A não ser que tenham cortado a conexão da sua internet nos últimos 7 dias, não há como ter passado imune ao hit instantâneo que o vídeo se transformou. Nesse exato momento em que escrevo,  já contabiliza  1831397 visualizações no Youtube. Faça o teste, cheque esse número agora.


Mas não é sobre isso que quero tratar.

Vocês viram o texto do jornalista Álvaro Pereira Júnior, publicado em sua coluna na Folha, na última segunda-feira? Se não, aí vai:

A BANDA MAIS HORRÍVEL DA CIDADE

SURGIU UM novo saco de pancadas para descolados: a horrenda A Banda Mais Bonita da Cidade, coletivo de hippies de Curitiba.
Bombaram nos últimos dias com clipe de “Oração”, hino igrejeiro que, parece, será a “Andança” do século 21. “Andança”, como o pessoal de certa idade sabe, assombrou faculdades e festinhas de bichos-grilos por décadas, com seus cantos e contracantos e letra “purinha” (“Por onde for/quero ser seu par”).
O clipe de “Oração”, como reza a moda, foi feito em plano-sequência, ou seja, sem cortes. Também como dita a tendência, no clipe um sujeito sai na caminhada e vai encontrando seus amiguinhos.
É a mesma fórmula da abertura de alguns programas de TV, do comercial da Net com o mala do violãozinho, e do clipe de “Nightwalker”, de Thiago Pethit (já zoado nesta coluna -mas que pelo menos tem a deusa Alice Braga, e não um bando de hippies).
Mas vamos voltar a “Oração” e à Banda. Na semana passada foi uma zoação geral com os caras, provavelmente porque não são considerados indies o suficiente. O clipe do Pethit, gravado em Higienópolis, é “lindo”. Mas os pobres jecas de Curitiba apanharam.
Desculpem, indies paulistanos, mas A Banda Mais Bonita da Cidade é tão indie quanto vocês. Porque a inspiração é, obviamente, o Arcade Fire, e o estilo de celebração coletiva que consagrou. Só que não é exatamente celebração, mas uma alegria postiça, histérica -como num ritual da seita Renascer, ou numa missa da Renovação Carismática.
Cada vez mais anódino e assexuado, o indie brasileiro é pai legítimo da Banda Mais Bonita. A mãe é o Arcade Fire. E os filhos, espero não estar mais por aqui quando eles surgirem.

ÁLVARO PEREIRA JÚNIOR cby2k@uol.com.br

 

Quero só levantar uma bola, será que precisa mesmo tirar os “hippongas”, como o texto mesmo classifica, pra cristo? Tenho visto uma série de posts e comentários concordando com a opinião do Álvaro e me pergunto se em algum momento aquela “garotada” se propôs a salvar a música nacional. Não me lembro de ter visto ninguém ali correndo pelado ou levantando alguma bandeira pra ser taxado de hippie. Na minha humilde opinião, é um bando de garotos mesmo, que se juntaram  pra filmar o que parece ser o hino daquela turma e fizeram um vídeo massa. Só isso. Deixa a galera ser feliz. Queria eu estar ali, naquela vibe. Mérito deles que um um monte de gente gostou e resolveu espalhar, mas não vamos tranformar isso numa Rebeca Black made in Brazil, né?

Às vezes, a gente precisa levar as coisas menos a sério. Ou não. Vai ver esse Álvaro Pereira Júnior é um mal comido mesmo.

Brincadeira.


Clipe da Semana | Metronomy – The Look

Nesta semana “vagabunda” de POST no Cultbox, segue o Clipe da Semana.

Um clipe legal e simples. Clean total  e com pessoas morgadas(esse comentário é bem particular).

Importante:

Esse é mais um Clipe da Semana chupado discaradamento do http://cartolamagica.posterous.com/

 

 


Wasting Light – Pra ver.

 

Você aí, que desde que escutou o Wasting Light esqueceu que existe outra forma de música habitante nessa terra, esse post é pra você passar mais um tempo pensando isso.

Wasting Light, na íntegra, em HD.

Rou!

 


Playlist #8 – Andréa Oliveira

Incubus – Echo

Quem me conhece, sabe que eu não poderia deixar de escolher uma música de Incubus pra começar essa playlist. Banda californiana, formada nos anos 90, Incubus tem seu estilo classificado por uns como new metal, por outros como rock alternativo e por mim, como incrivelmente bom. “Echo” é a track 9 das 13 do Morning View, quarto álbum da banda.

Keith richards – Take it so hard

Keith Richards em 88 lançou o EP “Talk Cheap”, projeto solo, onde ele comprovou, tocando,cantando e compondo, aquilo que todo mundo já sabia: sua genialidade vai sim além das pedras.

Weezer – Say it Ain’t So

Weezer tem clipes dirigidos pelo spike jonze e seu último álbum, entitulado “Hurley”,  tem na capa a foto do meu personagem preferido de Lost.  Então, se “ Everybody loves Hugo”,  todo mundo deve amar essa banda também.

Llittle Toys – Frida y Diego viveron en esta casa

“Little Toys” é um projeto de Pablo Maqueda,  cineasta espanhol,  que gravou  em casa seu primeiro LP ,  “Frida y Diego viveron en esta casa”. Escolhi a faixa-título pra playlist,  mas as outras nove músicas que fazem parte do LP são igualmente doces e cheias de referências, com direito a uma faixa instrumental linda, chamada “I love you in 35 mm”.

The Raconteurs – Together

Um dos milhões de projetos musicais do Jack White,  mas o meu preferido.  O primeiro album, “Broken Boy Soldiers”, entrou na minha vida e The Raconteurs nunca mais saiu das minhas playlists.

Ray LaMontagne – Trouble

Ray LaMontagne é daqueles que você não cansa de ouvir nunca. Com uma voz inconfudivel e viciante, esse americano tem três albuns gravados e vem se destacando cada vez mais no cenário do folk rock, onde também ficou conhecido por ser um artista reservado que realiza os seus shows fechados sempre no escuro.

The Strokes – Someday

Strokes é Strokes, né? Tá em toda playlist boa que se preze e dispensa apresentações.

WolfMother – White Unicorn

Wolfmother é uma banda australiana de hard rock. A voz do Andrew Stockdale é  íncrivel e marcante, como poucas que eu já ouvi por aí. A banda tem influências do Black Sabbath e, talvez por isso, a voz do Andrew em “White Unicorn” me lembre muito a do Ozzy em alguns momentos.

Mumford and sons- the cave

Essa banda inglesa foi uma das melhores descobertas de 2010. Do primeiro album, “Sigh No More”,  a música “The cave” é minha preferida. Tem uma harmonia linda, e desperta na gente uma sensação de liberdade, dessas que dá vontade de cantar alto e de pé.

Noah and The whale – 5 years time

Noah and The Whale também é uma dessas bandinhas britishes que eu gosto tanto. Quando lançou o primeiro albúm, “ Peaceful, the World Lays Me Down”, Laura Marling ainda era integrante da banda. Hoje, ela segue carreira solo, mas Noah and The Whale continua e tem mais um album lançado, o “The First Days of Spring”  de 2009.

 

Clique aqui para baixar o Playlist#8 (42 MB)
E aqui para a capinha.

 

 


All Because Of You

Já posso riscar o item “ir à um show do U2″ da minha listinha de 1001 coisas pra fazer antes de partir dessa pra uma melhor. Aliás, esse e alguns outros que vieram de carona. Tá, eu sei que dito dessa forma soa um bocado dramático e você aí, anti-fã de Bono e cia, já deve estar torcendo o nariz, pensando no que vem a seguir, mas uma experiência como a que tive merece todos os tipos de hipérbole do universo inteiro.

A mais cara, e que já registra a maior arrecadação de todos os tempos, a 360º Tour já larga na frente no quesito megalomania. Basta olhar para a enorme estrutura do palco para entender: uma circunferência de 80 metros de diâmetro, delimitada por uma grande passarela e atravessada por pontes rotativas sobre uma impressionante estrutura de luz, som e telões de 50 metros de altura, desenhada por Mark Fisher, o mesmo projetista responsável pela turnê “The Wall”, do Pink Floyd, e que mais recentemente assinou a abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008.

Saí de Recife com dois ingressos para o dia 10, um pra mim  e outro pra minha namorada, doido pra conferir esse espetáculo de perto. Depois da maratona entre aeroportos e já devidamente instalado na capital paulistana, recebemos o telefonema de um amigo. Proposta: pegar um busu até o Morumbi pra assistir à primeira noite do show da varanda do apartamento dele. Difícil conceber, né? Pois Deus te abençoe, Henrique Zirpolli.

Chegamos lá por volta das 21h, logo após o Muse ter encerrado a apresentação de abertura (daqui a pouco volto a falar neles). Quem tinha de entrar no estádio, já estava lá dentro. Com exeção dos camelôs vendendo camisas, as ruas estavam praticamente vazias. Não deu tempo nem de pegar uma latinha de refrigerante, Even Better Than the Real Thing começou a fazer tremer a estrutura do prédio inteiro.

De lá, só conseguíamos ver o topo da “aranha gigante” e o pessoal que ocupava as arquibancadas superiores, mas o som estava praticamente perfeito. A cada clássico, a galera ia à loucura. Era até engraçado ver aquelas pessoinhas pulando juntas lá dentro. A surpresa ficou por conta de “Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me”, que os irlandeses raramente executam em seus shows, e a ausência de muitas músicas do último disco.  De qualquer forma, serviu como aperitivo para o que estava por vir.

Nosso dia havia chegado e às 16h chegamos ao Morumbi. Pegamos uma fila muito bem organizada e logo estávamos na arquibancada amarela, no anel superior do estádio, do lado oposto da pista – dizer que fica atrás do palco seria incoerente. O público foi chegando aos pouquinhos. Tudo indo muito bem até a hora que começou a chover. A “garoa” só parou minutos antes dos músicos do Muse subirem ao palco e espantarem o frio que estava fazendo.

Não sou muito fã do estilo deles, mas os caras merecem todo o respeito. Fizeram um pocketshow impecável, apresentando os principais hits da banda.  45 minutos de porrada nos ouvidos e uma amostra do potencial do palco – até então a “aranha” ainda não havia se revelado completamente.

Um relógio marcava uma suposta contagem regressiva quando as luzes se apagaram e “Space Oddity”, de Bowie, embalou a entrada do grupo. Assim como nos shows no Chile, na Argentina e o da noite anterior, repetiram a abertura com “Even Better…”. Alguma dúvida que o estádio veio abaixo? E olha que fiquei com medo que viesse mesmo, pois tremia, viu? Mesmo.

Ninguém duvida do carisma de Bono, mas naquela noite ele estava inspirado: brincou com The Edge, conversou com o público, pegou uma fã da Red Zone a tiracolo e fez seus tradicionais discursos, mas estava se divertindo. A gente que estava a maior parte do tempo vendo a banda de costas, nem sentiu. O telão roubava toda a atenção e vez por outra os integrantes se viravam na nossa direção.

A noite reservou vários momentos especiais, como a apresentação de uma música nova – do álbum que deve sair no próximo mês – e de Zooropa, do disco homônimo de 1993, que pela primeira vez foi executada ao vivo. Incrível.

Mas Bono me traiu. Não cantou a única música que não poderia faltar naquela noite, In a Little While, e quase estragou meus planos. Tive de improvisar.

Pois é, lembra quando disse lá em cima que esse show seria uma das experiências mais especiais da minha vida? Risquei um outro item da lista de coisas pra fazer, pedi minha Raíssa em casamento. Era nosso aniversário de namoro. 8 anos juntos, completados no dia 8. Era ou não o universo conspirando pra gente? Só faltou In a Little While. Então aproveitei o finalzinho de “Ultraviolet”, e quando fiz a pergunta, começaram os primeiros acordes de “With or Without You”. Nem nos meus ensaios imaginaria um  timing tão perfeito. Valeu, Edge!

All Because Of You

Tenho só que ratificar uma coisa: pegue o item “ir em um  show do u2″ e substitua por “vá em todos os shows do U2 que você puder”. Garanto que, assim como foi especial para nós, também será pra você.

 

E a propósito, ela disse SIM.


Peneirando nas classificações musicais

De tempos em tempos, a mídia especializada se encontra no beco sem saída de juntar bandas contemporâneas num mesmo balaio. Os artistas ficam putos, e os fãs engolem a seco, sem contestar, porque no final das contas todo adolescente precisa de um nome pra sua tribo. Esse balaio quase sempre é como uma loja de Tudo por Um e Noventa e Nove. Você tem que passar um dia inteiro pra achar coisas realmente interessantes e acima de tudo, duradouras. Deftones é um achado, pra quem garimpou com cuidado no balaio da desprezível lojinha de horrores do Nu Metal, no final dos anos 90. E a lição de moral no final da fábula perdura: quem faz música boa, com coração e estômago, sempre vence no final. Alguém viu Limpbizkit por aí?

Essa musica é do disco Diamond Eyes e o clipe é tão foda quanto a letra. Saca só.


A cozinha (ou a garagem) do Beck

Esse assunto não é tão novidade assim.

O projeto do Record Club de Beck Hansen existe desde junho de 2009.

Mas voltei a ouvir essa semana e achei válido indicar aqui pros leitores do Cultbox.

Pra mim, Beck é um dos mais criativos músicos dos anos 90/00.

E na hora de fazer covers, ele não deixa por menos.

Então, a parada do Record Club é a seguinte:

• Você escolhe um album de um artista que tenha uma relevância no som que você faz.

• Chama alguns músicos que garantam uma sonoridade diferente as músicas que vão tocar.

• Grava o albúm inteiro em apenas um dia.

• Registra isso tudo.

• Edita de uma maneira bem simples.

• Joga no site. Record Club.

E espera que as pessoas curtam. Eu curti.

Espero que vocês também.


The Evens

Hoje eu juro que não vou postar nada sobre ilustração, nem muito menos sobre Artistas de Rua (o chefe @eduardofialho e @igormoura me proibíram). Hoje vou de #euindico.

Não sei onde escutei, nem quem me mostrou a banda. E pra ser bem sincero, The Evens foi uma bela surpresa. Um power duo vindo de Washington, D.C.

Como dito, uma formação simples (do jeito que eu gosto: quanto mais, simples melhor): Amy Farina – vocais, bateria e Ian MacKaye – vocal, guitarra barítono. Sim, sim, Amy na bateria. E digo logo, mandando bem demais.

Descobri que eles já passaram pelo Brasil em 2007, mas não encontrei em que evento.

Quem souber, diz aí nos comentários, blz?

Chega de blá, blá, blá.

The Evens, #euindico.


#FunFunFun

It’s Friday, Friday
Gotta get down on Friday
Everybody’s lookin’ forward to the weekend
Let’s share some fun, fun, fun (Yeah!)

1. Se alguém souber o nome dessa nova modinha, por favor, nos conte

2. Pearl Jam’s version for  “I’ve Got a Feeling” from the early 90′s

3. tUnE-yArDs – ‘Bizness’

4. Bernhoft – Cmon Talk

And if you want some fun
take Obladi blada

5. Cover Tune Grab Bag performs “Ob-La-Di, Ob-La-Da”


Mark Lanegan para Iniciantes

ATENÇÃO: As opiniões expressas nesse post são de inteira responsabilidade do autor e não refletem a opinião dos demais integrantes deste site.

Depressão, drogas pesadas, insegurança, confusão, ironia e colhões para botar tudo isso pra fora. Se você não tiver pelo menos alguns desses requisitos, você não pode ter uma banda de rock decente. Não adianta aumentar a guitarra, nem comprar um pedal de distorção fodaço, nem rasgar a sua Levi’s 535. Você só pode ter uma banda de rock de verdade se tiver alguma doença pra botar pra fora. Senão você faz rock/pop, o que não é bom. Juro.

Esse aí é Mark Lanegan. O vocalista mais prolífico de todas bandas que eu ouvia quando adolescente. Ele tocava numa banda chamada Screaming Trees, contemporânea das bandas que me “educaram” musicalmente: Sonic Youth, Nirvana, Pearl Jam, Faith no More, Soundgarden, Alice in Chains, Blind Melon…

Redescobri o cara recentemente cantando na minha banda preditela, a Queens of the Stone Age. Mas hoje eu vou falar da Mark Lanegan Band. O disco é de 2004 e se chama Bubblegum. Que era bom eu já esperava. A surpresa veio quando eu abri o Wikipédia e vi o quanto esse cara trabalhou durante todos esses anos. Foram tantos projetos, com tanta gente, que precisei da ajuda do meu amigo Thales Molina para fazer um infográfico que desse uma dimensão do que Mark Lanegan fez durante todo esse tempo.

(clique para ampliar)

Bubblegum é moderno, triste, econômico, sombrio, com forte influência de blues e a voz do cabra dá calafrios até no Capitão Nascimento. Um patrocínio Marlboro Red. Tire os objetos cortantes da sala.

O clipe é da primeira faixa Hit the City, provavelmente a mais feliz do disco. Entenda isso como quiser.

Escolhi também a música Wedding Dress, uma letra tão sombria e uma melodia tão arrastada que por alguns momentos estar triste chega a ser confortável. Mas vale escutar o disco todo.


Clipe das próximas semanas

Esqueça Conan, O Bárbaro.

Esqueça Xena, A Princesa Guerreira.

Pegue “Foge! Foge! Mulher Maravilha. Foge! Foge! Com Superman” e jogue no lixo.

O próximo hit que você ouvirá à exaustão está logo aqui abaixo. Um mistura de tudo o que é épico só poderia ser “LEGENDARY!”

Foge! Foge! Ops… Quer dizer… Corre! Corre pra conferir!

Stefhany – Menino Sexy


Sincronize o seu Ipod

Demorou. 7 anos, pra ser mais exato, mas o Cake lançou o seu sexto disco (sem considerar o disco de raridades, lançado em 2007). A espera valeu a pena. Showroom of Compassion é o álbum mais heterogêneo da banda e mais: é moderno e bem situado no contexto atual, sem perder a forte personalidade da sonoridade construída pelo grupo ao longo da metade da década de 90 pra cá.

Pra mim foi um daqueles discos que você ouve e simpatiza de cara. Mais que simpatizar, eu viciei. Não é pra menos, ele já abre com uma música que enuncia que a banda continua no caminho certo. Os primeiros riffs de Federal Funding antecipam o vocal de John McCrea, que não demora a entrar na música e mostrar que o Cake é a velha e boa banda de sempre. Ela traz os metais, marca registrada da banda, de forma tímida, mas com a batida e pegada facilmente reconhecida por quem conhece. Numa crescente, Long Time mostra que o Cake ainda tem inspiração para continuar fazendo um grande trabalho. Talvez a mais dançante e radiofônica do disco, agora sim, ela traz os metais a todo peso e marcam a continuidade do trabalho de uma das bandas mais legais dos últimos tempos. O refrão é um êxtase e é ele quem encoraja você a ouvir o disco do começo ao fim (espero que esse texto também). “Mustache Man (Wasted)” já pode ser considerada um clássico.

Perfeitamente enquadrada no estilo que marcou o trabalho da banda, ela é uma das mais divertidas do disco. Os primeiros momentos de “What´s Now is Now” até lembram a faixa de abertura do disco, mas ela tem personalidade própria. Junto com “The Winter”, a mais bonita das faixas, na minha opinião, elas revelam que o Cake traz muito mais do que ironia e irreverência nas suas composições. Há espaço para romantismo também, mas na medida certa. Sem soar piegas.

O disco é uma ótima oportunidade para quem ainda não conhece, descobrir a banda. É fácil de digerir e muito divertido, da primeira a última faixa. Para quem já conhece, ele ratifica a grande banda que o Cake é. Aproveitem. É fino.


Clipe da Semana

Ainda dá tempo!

Corra!

Aproveite!

Não deixe de ver!

Acredite: se você não curte Lady Gaga, você vai curtir.

Vai logo. Tá esperando o quê?

Via @Heinz_


Vai Thom, até o chão!

Gravar um clipe dançando como se estivesse sozinho em frente a um espelho é pedir pra levar mash-up, não? Foi isso que pensamos assim que assistimos ao clipe de Lotus Flower, o primeiro do novíssimo álbum do Radiohead, The King of Limbs.

Sem mais delongas, Thom Yorke requebrando enlouquecidamente ao som de  “Vai Lacraia, vai Lacraia”:

Curtiram? Façam também as suas versões e mandem pra gente.

Vamos transformar o #DancingThom no MEME do momento!

Agradecimento especial ao nosso amigo do Raspa-Raspa, @sourmattos.


Clipe da semana

A formação clássica do rock é Vocal + Guitarra + Baixo + Bateria.

Algumas vezes tem uma guitarra a mais. Geralmente o cara que canta vai lá e toca uma guitarrinha base.

Mas em outras, um outro instrumentista vai lá e assume o vocal. E aí vem o Power Trio.

Sinceramente? Sou fã de power trios.

Mas sou fascinado mesmo por Power Duos.

Guitarra e bateria. Você saca que tá faltando alguma coisa.

Que o som tá bem mais simples. Mas nem por isso, menos rico.

Talvez o Power Duo mais conhecido seja The White Stripes.

Mas você precisa conhecer The Black Keys.

No segundo album “Brothers” (de onde tiramos o clipe da semana), eles já estão tocando com mais um baixista e um tecladista.

Mas o som cru, simples e fodástico tá lá.

Tighten Up é um sonzaço de primeira. Saca aí.


O rei gordinho

Uma vez eu ouvi que a forma física de Elvis nos anos que antecederam a sua morte era singela, simples de coração. O rei do rock vestido da mesma forma, com alguns muitos quilos a mais, pode até soar melancólico. Seria, se ele não estivesse na mais perfeita forma. Artística, claro.O On-Stage é um exemplo disso. O disco é uma espécie de coletânea de apresentações do cantor entre 69 e 70 realizadas em Las Vegas. Nele, performances do rei que vão de Neil Diamond a Creedence Clearwater. Com o romantismo de Sweet Caroline e o classic rock de Polk Salad Annie. Carismático como sempre, a voz ainda não tinha deixado ele na mão. Pelo contrário, o rei está mais afinado do que nunca. O fato é que ele mostrou o porquê do título que poderia até soar pretensioso, mas não no caso dele. Elvis foi um gênio, do começo ao fim da carreira e “fez” um disco que deveria ser ouvido por todo mundo que gosta de um bom rock and roll.


Minimúsica.

A gente já postou uns posters de filmes minimalistas e agora é a vez de gêneros musicais minimalistas.

Achei massa. Curti!


A culpa é toda do Tribalistas.

Não. Na verdade é de Manoel Carlos que decidiu tocar Velha Infância no mínimo umas mil quatrocentas e cinquenta vezes durante a novela Mulheres Apaixonadas. Eu diria mais… A culpa é de Erick Marmo, com aquela cara de babaca virgem dele e aquele cabelo cacheado que aparecia toda vez, não conseguia pegar Carolina Dieckman e pronto, Velha Infância mais uma vez pra agredir os ouvidos. Já sei. A culpa não é de Carlinhos Brown. Como é que eu não lembrei dele? A culpa é dele. Aposto que a ideia de criar um “trio musical da mpb” foi toda dele. Aí veio Já sei namorar. Por Deus, já não bastava uma música?

E assim comecou meu ódio mortal por Arnaldo Antunes.  (ninguém confia num cara sem costeleta).

Sábado agora, assistindo Altas Horas, Serginho anuncia seu convidado especial, “Arnaldo Antunes”.  Matrix na minha cabeça com Erick Marmo, Carlinhos Brown e Manoel Carlos. Desliguei a TV. Liguei de novo e tá lá, Arnaldo Antunes tocando Vou festejar. Arranjo massa, banda massa e presença de palco dele idem. Apaguei Erick Marmo.

Aí ele começa a entrevista, contando do novo projeto, gravado na casa dele. Apaguei Manoel Carlos. Projeto fantástico. O quarto do cara é o camarim dele, a banda toca num lugar massa, o cenário é lindo e é dirigido pela Conspiração Filmes e Andrucha Wadington, com participação de ninguém menos que Demônios da Garoa, Jorge Ben e Erasmo Carlos. Lá se foi uma perna de Carlinhos Brown.

O apresentador semi banguela Serginho Groisman pede pra Arnaldo tocar mais uma. Ele toca A casa é sua, que me levou direto pro youtube pra olhar o vídeo e só comprovar que Arnaldo Antunes é muito bom (nunca achei que fosse dizer isso) e que minha cabeça tinha exterminado o resto de Carlinhos Brown e Marisa Monte de quebra.

Vou até comprar o DVD. Mentira, talvez eu faça um “backup”.

Se você não gosta dele também por esses ou qualquer outro motivo, dê uma olhada nesse vídeo. Até o fim.


O sonho não acabou

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Depois de muita expectativa, ansiedade e todos os sentimentos que provocam aquele friozinho na barriga, chegou o dia. E que dia. Eu vi meu maior ídolo de perto, tudo bem, nem tão de perto assim, mas ele tava ali adiante. Só alguns metros a minha frente. Não quero fazer crítica do show, o meu poder de análise desse show é só a impressão de um fã. Em quase três horas de show Paul me fez rir, pular, arrepiar e chorar (sim, Pedrinho Paes, eu chorei). Coisas que só alguém com sensibilidade para emocionar, pelo menos três gerações, consegue. O engraçado é imaginar que quase tudo o que emociona na vida é fruto de uma surpresa. Uma promoção inesperada no trabalho, a descoberta de uma gravidez ou um pedido de casamento.
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No caso do Show de ontem, eu sabia que iria ouvir Paul homenagear John Lennon e me fazer chorar feito um menino, sabia que ele tocar Let Me Roll it e me fazer pular tanto, como há muito não fazia e também sabia que ele ia tocar The End e me fazer lamentar pela milésima vez o fato de não ter vivido a época da maior de todas as bandas. Eu sabia de tudo, ou de quase tudo. Mas eu não sabia o que eu realmente ia sentir. Na verdade, mesmo depois, não sei o que eu senti. Mas sei que eu queria que um monte de gente estivesse lá comigo (nessa hora o celular me ajudou a mandar mensagem só para algumas poucas, das tantas, pessoas que eu queria que estivessem lá, ao meu lado, sentindo o que eu senti. O sonho não acabou. Ele ainda persiste e eu me orgulho de ter feito parte dele por algumas horinhas.


Tango ao contrário

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Pra algumas pessoas o que eu vou escrever aqui não é nenhuma novidade. Mas se encaixa na proposta do blog. Vou adiantar que também não tem nada a ver com a derrota do Brasil para os nossos hermanos. Tudo bem que, de alguma forma, eles me fizeram lembrar disso. Trata-se de um francês, um suíço e um argentino que se reuniram em Paris e formaram um grupo chamado Gotan Project. O nome, aliás, é sugestivo. Permutando a primeira com segunda sílaba da palavra revela-se o ritmo que Carlos Gardel cantou e que foi trilha sonora de tantos filmes, Perfume de Mulher é só um deles.

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O Gotan Project mistura os ritmos atuais, eletrônicos basicamente, ao tango. O resultado é um lounge music de primeira qualidade. É diferente, é arrojado e corajoso também. Dar uma nova roupagem a um dos ícones da cultura de um povo tão passional e nacionalista requer bravura. Bom, falei demais, mas o que eu quero mesmo é recomendar a quem não conhece esse projeto. Vale a pena.


www.gotanproject.com


Playlist #7 – DJ Justino Passos

Miike Snow – Animal (Mark Ronson Remix)

Uma banda sueca criada em 2007 que lançou o primeiro álbum em 2009, com nome homólogo ao da banda. O primeiro single é Animal. Bom, muito bom. Um musical de Andrew Wyatt e dos produtores Christian Karlsson e Pontus Winnberg (responsáveis por “Toxic”, de Britney Spears), lançou um elogiado álbum de indie pop em 2009, sendo que algumas músicas do CD viraram hits nas rádios e pistas de dança, como “Animal” e “Silvia”. Essa remix de Animal é do Produtor de Amy Winehouse, Mark Ronson. Um dub com os melhores timbres jamaicano.

Calvin Harris – Acceptable In The 80′s

Um produtor, músico, letrista e DJ escocês. Começou a trabalhar com música aos 15 anos, quando aos 18, lançou os singles “Da Bongos” e “Brighter Days” pela gravadora Prima Facie com o codinome de “Stoufler”. Após algum tempo, o músico assinou com a gravadora EMI, após chamar a atenção no MySpace.Para divulgar o disco, Calvin saiu em turnê pela Inglaterra com o Faithless e o Groove Armada. Além disso, a carreira de produtor do músico cresceu, trabalhando com músicos como Dizzie Rascal, Kylie Minogue, Róisín Murphy, Sophie Ellis-Bextor e a dupla britânica The Mitchell Brothers. Acceptable In The 80’s está sempre presente no meu set.

Boy Crisis – Fountain Of Youth (Louis La Roche ‘In The Discoteque’ Remix)

Se eu pudesse dar uma tapinha no traseiro de cada menina atraente e safadinha, esses seriam ao som do Boy Crisis – um quinteto nova-iorquino bem interessante que tive o prazer de ouvir após baixar o Fountain Of Youth. É uma mistura inteligente de soul pop e electrofunk, com toques de space age roller disco. Um som sexy e que injeta ondas de felicidade. Essa faixa permanente no meu set com o remix de Louis La Roche Aos 20 anos, é uma promessa da cena britânica. O boy tem influências dos lendários The Prodigy, The Chemical Brothers, Basemet Jaxx, juntamente com o inconfundível house francês da década de 1990 onde o Daft Punk é a moior referência.

Chromeo – Night by Night
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Um projeto canadense dos músicos e produtores P-Thugg e Dave 1 Com uma mistura infalível de electro, pop e funk, a música do Chromeo agradou ao mesmo tempo o público indie com tendências para as pistas de dança, os aficionados da eletrônica em geral e os entusiastas do pop dançante, principalmente aquele com um pezão nos 80´s e praticado com maestria em faixas como “You´re So Gangsta”, “Fancy Footwork”, “Tenderoni” e “Night by Night.

Groove Armada – Drop The Tough (The Twelves Remix)
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Considerados um dos maiores nomes da música eletrônica mundial, A dupla inglesa Yorkshireman Andy Cato e Tom Findlay de dance music Groove Armada. Aqui a faixa Drop The Tough tem remix da dupla carioca The Twelves.

The Twelves – When You Talk
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Do Rio de Janeiro, “The Twelves” foi formado pela dupla João Miguel e Luciano Oliveira em 2005. O nome escolhido foi inspirado na estranha coincidência da data de nascimento de ambos: 12 de julho de 1980. A história do Twelves mudou quando eles tiveram a idéia de fazer um remix de ”Boyz”, canção que está no recém-lançado disco da anglo-cingalesa M.I.A. Os dois arrumaram uma versão a capela (apenas os vocais) da música, retiraram algumas gorduras, fizeram todo o instrumental e deram à faixa um clima de pista que resultou em um dos remixes mais bem recebidos do ano. Aqui a faixa é um dos melhores hits When You Talk música autoral da dupla.

Dayton – The sound of music
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Clássico da música negra que animou muitas pistas no início da década de 80. Dayton é um dos melhores grupos americanos de música negra popular. Em nossa indicação a faixa The sound of music em sua versão inteirinha disco music de primeira. Esse arranjo e os vocais fazem a gente viajar para o mundo mais saudável: o da música, com certeza muitos grupos foram influenciados por eles como a dupla francesa Daft Punk.

Massive Attack – Babel (feat. Martina Topley-Bird)
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O duo britânico de trip hop, Massive Attack fundado em 1988 em Bristol, o Massive Attack é um dos pioneiros do gênero trip hop, que mistura batidas de hip hop com efeitos de música eletrônica e vocais climáticos. O primeiro álbum do grupo, “Blue lines”, de 1991, entrou nas listas de melhores discos de todos os tempos de publicações como “Roling Stone” e “Q”. Este ano, a dupla lançou seu quinto álbum de estúdio, com o título de “Heligoland”, que recebeu críticas positivas da imprensa especializada. A faixa Babel tem a participação da cantora Martina Topley-Bird mulher de Tricky ex-integrante do Massive.

Mombojó – Casa Caiada
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Sem apresentações para o mombojó, que para mim é o que tem de melhor na cena brasileira o seu disco novo Inteiramente independente. Amigo do Tempo, o terceiro do grupo, segue a trilha intimista e introspectiva aberta por seus dois antecedores e Casa Caiada é minha faixa predileta.

Method Man and Redman – How High Pt. 2 (Radio Edit)
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Desde que o grupo Wu-Tang Clan ascendeu ao estrelato, Method Man tem sido um de seus membros mais conhecidos posso dizer que Method é o que tem de mais underground do hip hop essa faixa How High Pt. 2 divide com seu maior parceiro o rapper Redman não podia terminar esse playlist sem colocar alguma coisa de hip hop nasci como DJ nessa cena que até hoje atuo com frequência.

Clique aqui para baixar o Playlist#7 (71 MB)
E aqui para a capinha.

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Contato: 81 85033597 | www.myspace.com/justinopassosdj


A “periferia”

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Confesso que fiquei reticente pra ver esse vídeo, mas depois que dei o play, não consegui parar um minuto. É impressionante. Vai você aí, achando que funkeiro carioca só entende de rima fácil, de “rala a tcheca no chão”.
Como bem diz o Wikipédia, Mr. Catra, ou melhor, Wagner Domingues Costa, é um compositor e cantor carioca, nascido em 1968, casado, pai de 26 filhos (registrados).

Adepto do “judaísmo salomônico”, o cara é uma figura que qualquer um vai ter o prazer de conhecer um pouco mais da história.

Deixe seu preconceito de lado. Se tiver com vergonha dos seus amigos, guarde pra ver em casa, mas veja. Eu indico muito.

Dá o play aí. Inclusive você, Dudu.

 
Direção Geral: Rafael Mellin
Produção Executiva: Bruno Lins
Edição: Daniel Ferro
Dir. de Fotografia & Externa: João Padua
Câmera: João Padua, Marcos Salamonde & Fabio Serfaty
Coord. de Produção: Esther Meireles Caminha
Produção: Priscilla Ribeiro
Prod. de set: Breno Oliveira
Asist. de Externa: Thomaz Tarre

Post via Gabriela Guerra e @daniarrais, do Don’t Touch My Moleskine.