Cultbox

Música

Letuce. Quem?

Letícia e Lucas são namorados, como qualquer outro casal. Não, mentira. Ao invés de ficarem com #mimimi e tudo mais, eles tem um projeto massa chamado Letuce.

Ele toca quase tudo e ela é artista das boas. Eles tem um disco massa, mas não é disso que vou falar.

Eu queria que você descobrisse o disco Couve deles. Sério, é uma raridade.

Quem nunca cantou/gritou no chuveiro ou cantou pro amigo alvi-rubro “Eu vou nadar e morrer, na beira da praia!”

Quem nunca cantou/gritou bêbado “Que se chama amor, tomou conta do meu ser, dia a dia pouco a pouco, já estou ficando louco, só por causa de você”

Quem nunca cantou/gritou bêbabo ou sóbrio “Undererê!!”

Essas duas músicas valeriam, mas tem mais.

E tem o outro disco.

E tem a criatividade dos dois juntos.

E tem a performance dela. E tem os arranjos dele e da banda.

E tem a diversão garantida.

E tem dois artistas brasileiros que tu nem sabia que existia.

E tem mais qualquer coisa que você acrescentar nos comentários depois que ouvir.

Sério, o amor é lindo. E brega. E genial.

Amor, essa é pra você!

Integrantes:
Thomas Harres – bateria
Rodrigo Jardim – baixo
Lucas Vasconcellos – teclados/ guitarra
Fabio Lima – violão/ cavaco
Letícia Pires – voz
Telefone: 21 94651265
E-mail: thiago@bolachadiscos.com.br
Origem: Rio de Janeiro – rj (Brasil)
Residência: Rio de Janeiro – rj (Brasil)

(Alguém faz o favor de agendar um show deles em recife?)


Luz, câmera e muita grana para direitos autorais

Pegue uma carraiada de filmes dos anos 80, subistitua o rosto dos protagonistas por uma versão 3D  e tosca de si mesmo e, pronto, você tem um clipe sensacional e digno de um dos maiores processos judiciais de todos os tempos.


Stuck In The Sound – PURSUIT por stuckinthesound

Pursuit é primeiro single do novo álbum da Stuck In The Sound, banda francesa de indie rock.
Ou o agente deles é muito bom, ou é melhor que o advogado seja.


Canções de Apartamento

Isso é um pedido pra esse cara vir tocar em Recife disfarçado de post.

Mas o que eu teria que dizer pra transformar isso num post normal?

Eu teria que dizer que as músicas são realmente muito boas. Teria que te convencer que as letras são bem bonitas, que o cara faz um som original, que é genial ele ter gravado o disco inteiro dentro do apartamento dele.

A voz sofrida dele misturada com o violão, instrumentos de percussão, piano, coro, um pouco de guitarra distorcida é brilhante.

Ele é daqueles discos que você tem que ouvir umas cinco vezes, com a maior atenção. Mas isso não é um pedido, é um aviso.

Os pontos altos do disco são “Tempo de Pipa”, que apesar de ser uma das que eu mais gosto, é a que menos se parece com o resto do disco.

“João é o pé de feijão” é uma das que eu só percebi realmente quando ouvi pela décima quinta vez. “Ensaio sobre ela” tu pede pra Marília Lacerda (ou ela pode comentar aqui) te explicar, porque ela tem uma visão genial dessa música.

“Açúcar ou adoçante” tem um dos trechos mais bonitos que já ouvi, que é “entra pra ver, mas tira os sapatos para entrar, cuidado que eu mudei de lugar, algumas certezas…”

Cícero impressiona. Quando você menos espera, ele te dá um tapa e te surpreende. Não subestime.

Eu tenho uma mania de não dividir algumas músicas, discos, filmes, app de iphone, essas coisas. Mas como isso é um pedido pro cara vir tocar em Recife disfarçado de post, tá aí.

 


The Loner

Fuçando videos legais pelo Vimeo, esbarrei nessa animação, na verdade um clipe para a música intitulada “The Loner”. Bem bonitinha.
[Nota mental: lembra muito o clima e os personagens do Coffee and TV, do Blur.]
Tentei cascavilhar alguma coisa sobre a banda, mas tudo que encontrei é que The Freaks é formada por quatro caras da Coréia do Sul. No mínimo, inusitado, hein?


senso. [nãoleia].

pela liberdade de usar o clichê, a começar pelo termo ‘clichê’.

dance na sua formatura com we are the champions.

entre na igreja com a marcha nupcial.

mande o soneto da fidelidade para sua amada.

mande uma música da banda-do-momento-da-última-semana.

cante uma música da banda-do-momento-da-última-semana.

cante more than words para sua paquera.

dane-se o jeito cool dela.

assista comédias românticas.

dê gargalhadas das comédias românticas.

conte pros seus amigos que gostou e que veria de novo e iria rir do mesmo jeito.

dane-se aquele cara que vai te recriminar com os olhos.

leia clarice lispector, caio fernando abreu, luis fernando veríssimo.

leia a turma da mônica, leia revistas de fofoca das novelas.

poste nas suas redes sociais. “cinema. partiu. balada. partiu. casa. partiu. facul. partiu”.

use o mesmo estilo de todo mundo. afinal, ninguém é percursor de nada.

continue fã de renato russo.

diga em voz alta “você diz que seus pais não entendem, mas você não entende os seus pais”.

diga em voz alta que você é fã de pagode.

cante em voz alta “que se chama amor, tomou conta do meu ser”.

ria em caixa alta e baixa.

escreva em caixa alta como se estivesse gritando para o mundo.

desconheça tarantino e  scorsese.

pra quê saber pronunciar shyamalan.

woody quem?

assista programa de auditório.

divirta-se com isso.

não esconda o que você gosta de fazer.

danem-se os chatos como eu.


para caminhos de 28:35 minutos.

Começa em um orquidário. Aquela paz, aquela tranquilidade que só as plantas te dão, mesmo sem você gostar nem um pouco de flores de qualquer espécie.

Vai para um quarto. E quarto, tem sempre aquele conforto que te abraça e aquela preguicinha incontrolável que dá e não passa.

Levantou.

Andou para a cozinha.

Cheiro de comida, cheiro de coisa gostosa, cheiro de casa de mamãe, casa de vovó. Sensação incrível que aquele barulho fino da chaleira te traz.

Tem aqueles barulhos de máquina de escrever. Não é todo mundo que gosta, mas particularmente, aquilo me dá uma tranquilidade muito boa. Tem também aquela batida do seu próprio coração, que você escuta – e sente -  em alto e bom som. Passa por um metrônomo, que a príncipio tem um som irritante, mas o irritante se transforma em um elemento legal.

Volta pro quarto. E para voltar pro quarto tem aquele barulho de passos, misturado com pés se arrastando em um chão de madeira.

Agora o quarto é casa de campo, com a janela aberta, com os passarinhos cantando afinadinhos. Um canto tão afinado, que você desconfia que é preset de um sample da vida.

Fora tudo isso, tem voz, tem guitarra, tem violão, tem baixo, tem o próprio sample.

Seria um caminho absolutamente normal para o trabalho. Mas pra mim foi o CD novo de Lenine – Chão.

Ouve aqui para ter uma ideia do que eu tô te falando. Mas se eu fosse você, compraria agora e colocaria no som do teu carro enquanto você vai pegar algum caminho de 28:35 minutos.

{menção mais que especial para essa música. se não for a mais linda do ano, eu cegue.}

{menção também para Lila (minha namorada), que proporcionou esse caminho mais legal pro trabalho e esse post, quando me presenteou com o disco}
 

 

 


Não é só Beatles

Eu sei, eu sei. Faz um década que não posto nada no Cultbox, mas para tirar o atraso, aí vai um bela dica:

Estava em casa um dia desses rodando a programação, quando me deparei com o programa “Anos 60: A década dos Beatles”, no canal VH1. Uma boa dica para você que é muito fã e para quem é que nem eu, escuta mas não tão fã assim.  A idéia não é só falar dos integrantes ou da qualidade da música. O foco é mostrar as transformações da década (moda, cultura, comportamento) e como os Beatles influenciaram isso. Lembrando que neste período, estava ocorrendo a Guerra Fria e que nenhuma banda tinha alcançado um patamar tão alto e nem tinha sido um  ícone tão forte da cultura pop e jovem até então.

Eu achei muito bom e agora sempre que passa, assisto.

Como estou fazendo um “jabá gratuito” vou aproveitar para elogiar o  canal que tem documentários sobre grandes bandas como Rage, Rolling Stones, Guns N’ Roses, Led Zeppelin, entre outras.

Se você não tem VH1 em casa, compre, seu pão-duro. Vale a pena.


carta de agradecimento.

renato é um cara que formou o seu caráter musical através das ex-namoradas. por isso, o termo “ex” não era um peso pra ele. estava mais para um motivo de orgulho.

era tudo que ele precisava para escrever essa carta de agradecimento.

a lua, agradeço por chico. chico é chico. se tornou vício, que só deixou quando conheceu marina.

a marina, agradeço por caetano. que me fez largar chico e gostar de outra coisa além dele.

a laura, agradeço pelos mutantes. foi quando comecei a curtir algumas coisas mais modernas. arnaldo baptista e rita lee se tornaram essenciais na minha vida, o tanto que a pobre laura não conseguiu ser, mas me deixou um belo presente. obrigado por isso.

a raquel, agradeço pelo radiohead. 15 step ainda continua sendo tipo uma ave-maria pra mim. todos os dias, religiosamente às 18:00.

a karina com “k”, agradeço pelos strokes. apesar de modinha, é sempre útil para uma formação musical decente que inclua rock’n roll.

e por falar em rock’n roll decente, agradeço também a cláudia, que fez com que eu visse a importância de sid vicious e claro, do nirvana. louvado seja kurt? não. louvado seja dave growl, que ficou por aí e ainda montou o foo fighters.

mas nem só de rock vive o homem. cartola foi uma das bençãos que maria luisa – a malu – trouxe. disfarça e chora é a cara de uma manhã de um domingo preguiçoso.

agradeço também a maria helena por joão nogueira, joão gilberto e joão bosco. ô maria pra gostar de joão.

tantas outras, tantas influências, tantas canções. essas são as que formaram o meu gosto musical.

como renato nunca namorou com nenhuma fã de legião urbana, ainda não suporta ouvir a voz do xará.

“xará é o cacete!”

 


Graveola.

Graveola por Graveola:

Graveola e o lixo polifônico é uma oficina de experimentação, uma caixa de possibilidades poético-sonoras. São improvisadores capengas, falsários poliformes: tudo é referência na colagem musical do grupo. Das aproximações insólitas, o choque. Reagem os nomes: estética do plágio, pós-tropicalismo, culinária sonora, barroco-beat. Para além dos inúmeros rótulos auto-intitulados, mais importa a fertilidade plástica das imagens da lixofonia, o infindável e redobrável slogan que lhes constitui a lírica. Dos sotaques refinados ao kitsch, o lixo polifônico sequestra a legibilidade vomitada do pop e incorpora tudo ou qualquer coisa como ferramenta sonora, mistura o fino e o grosso a ponto de torná-los indistinguíveis. “Eis o liquidificador, o totem”.

Juro. Juro de verdade que tentei definir o som deles e dar uma boa explicação pra isso. Mas tô com medo de falar pouco e deixar faltar alguma coisa (não é preguiça de escrever).

Eu fico com a definição que começa este post e com a do amigo Pedro Fonseca, que postou no facebook e fez com que eu descobrisse o som dos caras.

“Continuo achando esses caras criativos para caralho, sem precisar ter ukulelê na banda. Obrigado a Andréa Tolaini e Luanda Barros por me lembrarem que eles estão por aí. Ainda (bem). “

“É uma coisa meio “oi, vim para a porra do estúdio, tô meio sem saco de cantar, mas vamos aí”. E canta feito um feladaputa. Não?”

É quase isso. Eu digo “quase” porque você precisa ouvir mais e conhecer mais um pouco. As músicas vão te convencer muito melhor do que qualquer coisa que eu escreva.

Por falar nisso, hoje eles lançam o disco novo, Eu preciso de um liquidificador. Vai lá no Tumblr/Site, baixa, escuta e vasculha tudo. Vale a pena.

 

 

 

 

 


amor no volume 25.

 

exatos vinte e oito minutos depois de se despedir, ele liga para ela em estado de euforia:

- cabeça, criei uma nova teoria.

- conta, amor.

- sabe o que é…

- me diz.

- então. criei uma nova teoria.

- qual? existe uma maneira de o ciclope ficar sem óculos?

- não.

- uma teoria sobre o capacitor de fluxo?

- não, linda.

- descobriu uma réplica do delorean por uma pechincha?

- também não. me escuta, por favor.

- achou um easter egg naquela frase do harvey dent sobre a hora mais escura da noite?

- não.

- alguma coisa a ver com watchmen?

- não, não.

- filme novo de matheus souza?

- não.

- livro novo de Efraim?

- hmmm… desisto.

- descobri que aquele aparelho do meu carro que chamam de som… sabe? ele mede o volume do meu amor por você.

- como assim?

- então, toda vez que eu saio da sua casa, ligo o som em qualquer música e o volume que eu coloco diz tudo. é incrível como ele me move. me faz dançar ridiculamente – hoje mesmo o motoqueiro riu de mim – e fazer essas coisas que você só faz… amando, né?

- seu nerdinho lindo.

[silêncio]


Let’s rock it!

O que começou como um passa-tempo, se transformou num espaço para compartilhar ideias. Ou tudo não passaria de uma desculpa para amigos se encontrarem, em plena terça-feira, pra conversar besteira no Bugaloo?  3 anos já se passaram desde aquele primeiro post, eufórico, escrito logo depois de uma sessão de O Cavaleiro das Trevas. De lá pra cá, muita coisa aconteceu: gente chegando, gente passando e deixando saudade, novos parceiros, ideias megalomaníacas, noitas viradas, …, mas nossa essência sempre permaneceu a mesma: falar sobre cinema, música, design, games, quadrinhos, fotografia, grafite, literatura e etc.  Falar sobre tudo o que a gente gosta e que achamos que vale a pena dividir. Nem sempre é fácil, dá trabalho, às vezes cansa, dá preguiça, mas a gente sempre acaba encontrando mais motivos para continuar. Por isso que completar 3 anos é motivo de sobra para comemorar. E como não poderia ser diferente, vamos fazê-lo com muito rock n’roll.

Estão todos  convidados.

Domingo, dia 28, no Capibar.

 


O inglês e o Nordestino

Misturar o pop inglês com os ritmos pernambucanos pode parecer exdrúxulo. Isso se você ainda não conhece Tagore. Acompanhado por mais 4 músicos, o pernambucano conseguiu fazer muito bem essa mistura. depois de gravar o primeiro trabalho em Aldeia, no decorrer de duas semanas e com participações de músicos amigos, a banda se lançou no cenário pernambucano como uma novidade muito agradável. Para conferir de perto basta ir a uma das muitas apresentações que o artista vem fazendo pela cidade. Uma dica é marcar presença no Capibar nesse próximo domingo, dia 5 de agosto. Trata-se da segunda edição do Pe Nova Música. Um evento que, como o Aponte, se propõe a divulgar o trabalho de bandas autorais da cidade.

 

Poliglota/Saga dos Carneiros – Tagore no Café Porteño from brunavalenca on Vimeo.

 

Enciclopédia do Ser – Tagore from brunavalenca on Vimeo.

 

Interessou?

 

Dá uma olhada nas informações e não perde não. Vai ser massa.

Preço único: R$10

Contatos:

Email: penovamusica@gmail.com

Twitter: @PEnovamusica

Tel.: (81) 8886.0990 – Pedro / (81) 9225.8041 – Beto

 

(foto: Bruna Valença)


O primeiro post sobre música sem música

Quase todo mundo entre 20 e 30 anos sente uma ponta de nostalgia diante das palavras Kazaa e Emule.

Tá, talvez não nostalgia, já que os arquivos baixados geralmente vinham cheios de vírus. Mas era bom entrar no programa, colocar o nome da última música do (insira aqui o nome da banda pela qual você era fissurado na sua adolescência) e vê-la tocando no seu Windows Media Player uns 25 minutos depois. E esse tempo todo não era pra baixar o cd inteiro, mas uma música. Eu e minha internet discada passamos a adolescência assim, baixando músicas, uma a uma, no Kazaa e no Emule.

Vários anos depois, em uma conversa com um amigo uns oito anos mais velhos, ouvi um relato emocionado de como era maravilhosa a sensação de esperar por um cd novo daquela sua banda preferida, ir na Aki Disco (lembra?) com os amigos, comprar o danado do cd e correr pra casa pra ouvir todinho, da primeira à última música sem parar ou repetir.

Algum tempo depois, eu conheci meu namorado, que apesar da minha idade, me fez o mesmo relato e ainda me mostrou a coleção de cd que hoje, já quase não cabe no quarto.

Foi mais ou menos nessa época, que eu comecei a me educar a ouvir não mais músicas, mas sim, álbuns inteiros.

Mas só segunda-feira, eu experimentei a sensação que aquele meu amigo lá em cima descreveu. Domingo foi meu aniversário e eu queria me dar um presente. Nada muito caro, mas que fizesse aquele domingo estranho dos 23 anos melhorar. Resolvi ir na Livraria comprar o cd novo de Chico Buarque. Não tinha lido nenhuma crítica, nenhum preview no Youtube e sobre ele, eu só sabia o nome: Chico. E é claro, que ele trazia uma grande responsabilidade: fazer renascer a minha esperança de ver outro show de Chico Buarque, exatamente como foi naquele 19 de abril de 2007.

Na segunda de manhã ao sair de casa, coloquei o cd assim que o portão do meu prédio fechou. Sozinhos no carro, eu e Chico tivemos uma linda manhã, que nem o engarrafamento de volta às aulas conseguiu estragar. Ouvi da primeira à última música, às vezes cantando, outras vezes dançando sentada e outras, completamente abestalhada por ele continuar fazendo o que faz de melhor: deixar meu coração dançando de alegria.

Eu sei que esse post tá mela cueca demais para um blog comandado por seis meninos. E inclusive, nem sei se você que tá lendo gosta de Chico Buarque. Mas eu espero que você saiba que o ponto não é esse.

O ponto é que muita gente nunca experimentou a sensação maravilhosa de esperar um álbum, colocá-lo no drive e ouvi-lo do começo ao fim, descobrindo cada melodia e cantando errado a letra na segunda repetição.

Muita gente baixa o álbum joga direto no seu Itunes e escuta aleatoriamente, sem prestar atenção e sem se importar ao ser interrompido.

Não é a mesma coisa. Acreditem, não é.

Podem dizer que é frescura, mas a experiência seria indescritível, se eu não estivesse aqui, justamente tentando descrevê-la.

p.s.:

Toda vez que os meninos fazem um post sobre música, rola um vídeo no youtube no final, ou até o próprio arquivo pra você baixar. Dessa vez não vai ser assim. Não tem música, pra ver se você larga esse itunes e escuta um disco como ele deve ser escutado de verdade.



Dez anos do disco da década

Ontem, dia 30 de junho, fez exatos 10 anos do lançamento de um dos mais importantes discos da cultura pop dos últimos tempos. O Is this it. Eu lembro o que eu senti, quando ouvi Last Nite pela primeira vez. Era um misto de novidade com “já ouvi isso antes”. É isso que o Strokes mostrava ao mundo. Que era possível fazer música de um jeito simples, clássico e soar moderno, mesmo escancarando muitas referências clássicas. O Is This it lançou o Strokes para o mundo e junto, inspiração para um sem número de bandas que seguiram o exemplo dos nova-iorquinos. Uma verdadeira avalanche que, se a gente fosse citar, provavelmente ocuparia boa parte das linhas desse texto. Os Is This It é cool. É bacana mesmo. Pra mim é, até hoje, o tiro no alvo que o Strokes deu. Não que isso faça dos outros discos decepções, mas acho que o Is This It é a obra prima da banda. E a fórmula é fácil: simplicidade. Eles voltaram ao bom e velho formato que consagrou tanta coisa boa no rock and roll: baixo, bateria e guitarra. Simples assim sem grandes efeitos ou distorções destacadas. Tudo isso em um panorama desfavorável. A música eletrônica crescia cada vez mais e estava, inclusive, sendo incorporada ao trabalho de bandas tradicionalmente rock and roll. O Led Zeppelin, o Kinks, o The Who e tantas outras bandas clássicas pareciam uma lembrança distante. Inovar era misturar cada vez mais estilos e colocar cada vez mais efeitos. Aliado a sonoridade, claro, eles também souberam trabalhar muito bem a imagem. Adotaram um visual moderno, mas com simplicidade. Roupas pretas, All star e cabelos bagunçados. O Is This It mostrou, de cara, a personalidade da banda: um rock descompromissado, bacana e com tudo o que a gente já conhecia, mas andava esquecido. Parabéns para o aniversariante. Pelo aniversário e por ter resgatado o bom e velho rock and roll.


Dry the River

Sabe quando você vê um comercial passando na tv e instantaneamente se apaixona pela música? E quando está pesquisando um referência legal de design e esbarra num poster belíssimo de uma banda que nunca ouvira falar, fica curioso e  acaba descobrindo uma preciosidade? Vez por outra isso me acontece. Deve ocorrer com você também.

Outro dia estava cascavilhando o Ads of The World e encontrei essa video que coloquei logo abaixo. Mostra a “txurma” da FOAM + Xavier Barrade, desenvolvendo um poster para os ingleses do Dry The River. A história se repete, e agora os caras já aparecem como as mais tocada do meu iTunes.

Se você ainda não a conhece, uma dica: assista a esse filme da banda tocando enquanto passeia pelos canais de Amsterdam. É covardia, eu sei, mas se a levada da primeira balada não te pegar de pimeira, pode desistir deste plano que ele, provavelmente, não foi feito pra você. Sério, History Book é uma das músicas mais bonitas que já escutei.

Mais uma versão. Merece.


razões para gravar um disco.

eu não sei ao certo o motivo de gravar discos, mas eu faço isso e garanto que gosto muito.

dá um certo prazer, ao contrário de só jogar várias pastas de música no ipod. é frio. é mecânico. não tem a expectativa dos 99,9% que demoram uma eternidade para a barrinha completar.

gravar discos é mais romântico. é diferente. é um bom presente. ou você acha que é melhor dar um pen drive de 48gb de presente cheio de músicas dentro?

na boa, eu ia odiar ganhar um pendrive . a seleção dos 700mb tem que ser simetricamente e milimetricamente perfeita. [adendo de @lusenalto: milimetricamente mesmo, não é a toa que o formato original do cd foi feito exatamente para comportar a Nona Sinfonia em D menor, Op. 125, o último trabalho do compositor alemão Herr Ludwig van Beethoven] e nada de mp3 com várias pastas. o disco é único. uma só banda. um só artista.

já pensou, comprar um disco de chico, colocar no carro pra tocar enquanto você pega uma estrada linda e dentro dele ter outra pasta com asa de águia? pular de “o meu amor” pra “aê-aê-aê-aê-ahá . uh o asa arreia!”. convenhamos, esse já é um ótimo motivo.

isso é uma coisa particular, mas se você continuasse fazendo isso, o mundo seria mais legal, com mais discos gravados, com uma pequena dedicatória de caneta permanente ou só uma carinha feliz desenhada nele. se não fossem certos discos, certos momentos teriam passado despercebidos.

até a empresa de brindes que faz porta cd’s horríveis ficaria feliz com você. grave. e mais, dê de presente. um dia você vai vir aqui me agradecer.

 

 


Playing for Change

Com o seu jeito simpático e uma barba grande e branca, Grandpa Elliot faz shows diários em New Orleans, uma cidade americana que respira música. O seu palco é humilde: apenas um banquinho de plástico, mas que já é o suficiente para mostrar todo o seu talento.

Grandpa é um músico de rua, que já virou amuleto artístico do estado de Louisiana, conhecido pelos seus excelentes e inspiradores festivais de Jazz. Há mais de 60 anos impressionando moradores e turistas com as suas canções, o músico se tornou uma das maiores atrações do projeto Playing for Change – Connecting the world through music.

O Playing for Change funciona assim: um estúdio de gravação móvel sai ao redor do mundo em busca de músicos com estilos diferentes. Um na Espanha, outro na África do Sul, mais um na República do Gana e um último em Nepal. A ideia é unir os mais distintos ritmos, culturas e etnias numa música só. O sucesso foi imediato: o primeiro vídeo do projeto lançado na internet teve mais de 30 milhões de visualizações.

Além de fazer um grande favor para quem gosta de ouvir boa música, o Playing for Change ajuda crianças carentes nos lugares mais pobres do mundo. Em Johannesburgo, na África, por exemplo, foi construído um centro de artes para jovens.

Se você não conhece o Playing for Change, vale a pena dar uma conferida.

Playing For Change: Song Around the World “Stand By Me” from Playing For Change on Vimeo.

 


Lugar Incomum Nova Temporada | Neil Halstead

Lugar comum para busca de coisas legais e referências é o Programa da Didi no MultShow. Já serviu de inspiração para outros posts aqui no Cultbox e com esse não vai ser diferente.

Em um dos episódios da nova temporada, Didi passeia por Barcelona, vai para shows, pubs, conhece gente nova… Enfim.

Em um show ela entrevista Neil Halstead, sujeito na qual nunca tinha ouvido falar. Até hoje.

Fui ver no “pai dos burros” e baixei um CD dele, o Sleeping on Roads de 2002. Muito bom!

Vale a pena, por isso EU indico a nova temporada de Lugar Incomum.

Visita ao Museu do ROCK:

E também indico Neil Halstead:


KASABIAN – SWITCHBLADE SMILES

 

A banda provavelmente vocês conhecem, mas acho que esse clipe ainda não.

O Kasabian acabou de lançar o seu novo clipe, SWITCHBLADE SMILES, que faz parte do novo álbum, Velociraptor!.

Mais pesada do que os caras geralmente tem feito, o clipe conta com um cenário minimalista e abusa do contraste total de fundo branco e roupas instrumentos pretos. Não tem muito o que comentar. O resultado ficou ótimo.

A direção é do artista plástico/designer Aitor Throup. Aqui vocês podem conferir um pouco mais do trabalho do diretor.


Seu padre, me perdoa porque eu pequei

Desculpa a rigidez, mas se você ainda não ouviu o disco novo do Arctic Monkeys, procure a igreja mais próxima da sua casa, vá se confessar e eu espero que o padre te passe uma penitência das brabas.

Quando saiu a primeira música do disco, Brick by Brick, confesso que tive o medo de sofrer uma grande decepção como tive com outra banda que não marece ser citada nesse post, porque seria um sacrilégio.

Mas então, aí vem o danado do Suck it And See, que de cara já me agradou pelo nome. Eu esperava que ele fosse demorar, mas meu guru musical (@eduardofialho) me passa o link pra baixar no meio das minhas férias, um dia antes de pegar a estrada.

Gravei um disco. Sim, eu costumo gravar discos (vou postar sobre isso um dia). Fui daqui pra Maceió com ele no som do carro e devo ter ouvido algumas vezes seguidas no caminho. Aí vem a dica: esse é o tipo de disco que tu escuta tranquilamente sem nem sentir que as músicas estão passando. Mentira. Se você curte uma air guitar ou air drum, não vai se controlar em algumas músicas. De vez em quando meu dupla, o cara que senta do meu lado no trabalho, sofre com a mesa balançando no meio de The Hellcat Spangled Shalalala (que por sinal esse Shalalala é genial).

Sei que é meio idiota dizer isso, mas o disco inteiro é bom. Vai por mim. Compra logo, ou comenta aqui pedindo que eu gravo um disco pra você.

Sério. não cometa o grave erro de não ouvir esse disco. Não deixe ele passar despercebido. Se você curte o tipo de som, agrade ao altíssimo. Se você não curte esse tipo de som, “pai, perdoa. eles não sabem o que fazem”.

Agora vão as menções honrosas do disco com os devidos créditos e pedidos de RT desse post no twitter.

O primeiro vai pra Dudu (@eduardofialho) que me mandou Brick By Brick. Só isso.

O segundo vai pra Nathalia (@nathaliacunha) que disse que Reckless Serenade era uma música viciante. Acertou bonito.

O terceiro vai pra Henrique Zirpoli (@heinz_) que achou a versão acústica mais fera de Suck it And See.
(true story RT @guerrapedro Artic Monkeys, Suck it and See, os dois versos finais mais impactantes da história da música)

O quarto e não menos importante vai pro MTFCKA Alex Turner, por fazer a coreografia de macarena no Big Weekend.

“You have got that face that just says
baby I was made to break your heart”

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ATUALIZAÇÃO

Desculpem por me intrometer num post alheio, mas precisava incluir uma menção honrosa a She’s Thunderstorms. Já virou a minha faixa favorita e, nesse momento, é reproduzida em loop no meu iTunes. (Dudu)

Saquem aí:

 


Aponte #3

O projeto vocês já conhecem.

Essa semana teremos as bandas:

King Size:

http://www.myspace.com/kingsizenow

Quarto Astral:

http://www.myspace.com/quartoastral

Dotes:

http://dotesbanda.com/


Aponte II

No próximo sábado, dia 2 de julho, vai rolar a segunda edição do projeto Aponte. Pra quem ainda não conhece, o Aponte é uma iniciativa que visa divulgar as bandas autorais da cidade, resgatando a cultura local de projetar bandas autorais nacional e internacionalmente. O evento acontece no Capibar, um espaço localizado em Casa Forte, às margens do Capibaribe e começa a partir das 15h. Nesse sábado, a banda Dotes recebe Ciranda de Maluco e a extinta Malakaii, que vai se reunir especialmente para uma apresentação. O lugar é ventilado, cheio de gente bonita e cerveja gelada, a um preço mais do que acessível.

Entrada: Homem: R$ 8,00 + 1 kg de alimento não perecível

Mulher: R$ 5,00 + 1 kg de alimento não perecível

As primeiras 50 pessoas que chegarem ganham uma dose de SixnFlix.

Informações: aponterecife@hotmail.com |81-99653835| 81-92866908

 

Então, se você ainda não marcou nada pro sábado a tarde e tá a fim de tudo isso, não perde não. Vai ser massa.

* Ah, e tem o seguinte: o Cultbox tá sorteando dois pares de entradas para o evento. Para concorrer, é só retuitar a frase: “Quero ganhar um dos pares de ingressos para o Aponte que o @cultbox está sorteando: http://kingo.to/Hh3” e seguir o perfil do blog.

Um pouco do trabalho de cada banda:

Malakaii

Ciranda de Maluco

Dotes


Good Good Good – Good Old War

Eu não sei fazer crítica de banda. Não acho que tenho conhecimento suficiente pra isso.  Nesse assunto, sou uma espécie de publicitária ( e que redundância),  escuto de tudo um pouco, mas me divirto. De forma que não me aprofundo em quase nada. Salvo Pixies, Wilco, e agora, Good Old War. O assunto do post.

Conheci, Good Old War  por acaso, via ichat – um álbum da banda enviado sem palavras, pelo amigo de trabalho Daniell.

Deixei ali, criando mosca no meu itunes. O nome não me surpreendeu. Nunca tinha ouvido falar. Pudera. Como uma banda que leva a combinacão dos três sobrenomes dos integrantes da mesma podia ser tão interessante?

Aí tá o segredo. A despretensão.

Comecei a escutar em tardes mornas. Não de trabalho. Mas de vida.

E sabe aquela alegria pós- melancolia que te faz ver um sentido em tudo?

Que por um instante te faz lembrar de saudade, leveza e um monte de sentimento terno?

É isso que a banda me trouxe.

Ela é quase Primavera em dia frio.

Falando em frio, no último fim de semana, o shuffle me trouxe uma música especial.

“ I should Go”.

Pense numa musiquinha que deveria se chamar “lembrança”.

Ela fala de momento.

Não deixe o momento passar. Justo a sensação que a banda traz.

Mas Marcela, deixa de ser besta, música é isso. É isso que mexe com nossa vida. Como um marcador de livro que abre num trecho especial. É mesmo.

Se a banda é tudo que há de melhor que existe no mundo?

Não sei.

Mas sentimento não se explica muito.

Ps: quem quiser conhecer um pouco mais, vai lá no wikipedia:

http://en.wikipedia.org/wiki/Good_Old_War

É tudo o que sei.

Primeira música que conheci:

.


APONTE

Para o Cultbox é uma honra dar início a divulgação deste projeto “pé na porta” que é o APONTE. Hoje de manhã Brunno Quintas apresentou um pouco o projeto, achamos massa. Topamos divulgar na HORA.

Vamos postar esse e tantos outros post que APONTE precisar para melhorar o cenário musical de Recife que, aqui pra nós, tá bem fraco.

Por Brunno Quintas:

Ninguém tem dúvidas de que durante a década de 90, Recife foi o principal centro musical do Brasil. Impulsionados pela força do Manguebeat, tínhamos as bandas do Alto Zé do Pinho com Devotos, Matalanamão e Faces do Subúrbio tocando em todos os bairros da cidade e arrastando gente de todo tipo em “rodas punks”. Olinda fervia com Os Cachorros, o style da Eddie e uma cambada de gente tirando som de todo jeito em todo canto. Tínhamos o PE no Rock, que misturava Cascabulho, Sheik Tosado, Mestre Ambrósio, Querosene Jacaré, Hanagorik e outras tantas bandas locais. Recife era foda. Em 98, chegou a rolar toda última sexta do mês, no Marco Zero, shows com várias bandas autorais da cidade e sempre lotava. A gente ouvia música recifense na Rádio Cidade, tomava Carreteiro na Rua da Moeda e nem precisava criar evento na Internet para se encontrar. No máximo divulgava no canal Recife do Mirc. Mas isso se perdeu no tempo, poucos ainda são os projetos que valorizam as bandas autorais da cidade e a cada ano vivemos quase que só do Abril pro Rock e do Recbeat. E foi pensando em resgatar essa atmosfera musical de Recife que surge o Aponte, uma iniciativa dos músicos das bandas Dotes, Mamelungos e A Praça que se uniram a favor de uma cena musical em recife com mais atitude e inspiração. A ideia do projeto é promover as bandas autorais da cidade, de forma interativa e independente. Toda semana, três bandas sobem ao palco e mostram seu som para o público. O movimento é totalmente independente e tem o apoio do Capibar e do SixnFlix. E o primeiro encontro já acontece neste SÁBADO 18/06, no Capibar, em Casa Forte, a partir das 15h e terá como atrações as três bandas fundadoras: Dotes, Mamelungos e A Praça. Esse será o único encontro de junho. A partir de julho o projeto começa com tudo em todas as tardes de sábado.

Quem quiser conhecer o trabalho das bandas, é só acessar os links:

Dotes:

www.dotesbanda.com

Mamelungos:

www.myspace.com/mamelungosderecife

A Praça:

http://www.youtube.com/user/bandaapraca

Serviço:

Aponte –  Uma cena musical em Recife com mais atitude.

Show com as bandas Dotes, Mamelungos e A Praça.

Data: SÁBADO 18/06

Local: Capibar (Rua Tapacurá, 101 – Casa Forte).
Horário: a partir das 15h.
Os 50 primeiros que chegarem ganham uma dose de SixnFlix.
Informações: aponterecife@hotmail.com |81-99653835| 81-92866908