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Jogos Olímpicos

Brasil já faturou a primeira medalha nas Olimpíadas

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O propósito desse post é uma questão de justiça. Da última vez que escrevi pro Cultbox, comentei sobre a marca da Copa de 2014 no Brasil, vaiada e odiada pela maioria dos designers e não-designers mundo afora. Como minha opinião era diferente, achei que seria interessante externá-la. Com a apresentação da marca oficial das Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro, e a reação bem mais amena do público geral, percebi que dessa vez minha impressão tinha se alinhado com a maioria. Mesmo assim, houveram críticas (que bom que existem) e essas me motivaram a comentar esta última também.

Pra começo de conversa, gostei muito da marca desenvolvida pela Tátil Design. Quem se interessa pelo assunto, já deve ter lido sobre o processo criativo, a adequação ao briefing, a defesa da solução apresentada. Tudo redondamente esclarecido e explicado. Pelo menos, me convenceu. Convenceu que o abraço representa bem sim o povo carioca (e brasileiro também, porque não?). Que as pessoas de mãos dadas, unidas, formando algo em comum, representam acertivamente o espírito olímpico. Que a sinuosidade do traço é adequada para simbolizar a cidade. Que o contraste entre os espaços vazios e preenchidos equilibram bem a forma como um todo. Que as aplicações apresentadas se comportam sem dificuldades. Que o lettering, continuado, curvo e leve, se adequa bem ao signo.

Entre as críticas, mais uma vez, não consegui identificar grandes argumentos. A maioria se resume a palavrões ou ‘não gostei’. Mas, entre elas, tenho que concordar que do ponto de vista criativo, retratar o Pão de Açucar e usar as cores de nossa bandeira não são a maneira mais inovadora de representação. Mesmo assim, não tive acesso à outras propostas e não acho que isso desqualifique a marca escolhida. Tem também o caso de plágio mencionando a Telluride Foundation e o quadro ‘A dança’, de Matisse. Isso é recorrente quando se opta pelo caminho figurativo de representação. É natural que se identifiquem formas semelhantes, uma vez que a estilização parte do mesmo ponto comum – o homem. Se continuarmos procurando, vamos achar muitas outras formas semelhantes, e isso não quer dizer que ouve plágio, cópia. Portanto, particularmente, descarto essa hipótese.

Entre tudo o que gostei na marca, deixo pro final o que mais me impressionou: o processo de seleção e decisão. Transparente, respeitoso, ético, profissional. Diferentemente do que aconteceu na obscura e silenciosa escolha da marca da Copa de 2014, a apresentação da marca das Olimpíadas de 2016 coroou um escritório de design que passou por todas as etapas pré-estabelecidas, com um trabalho bem executado e adequado aos critérios. Independente de ter gostado da solução, o que mais me deixou satisfeito foi a forma com que se chegou nela.

Making of Rio 2016 from Tátil Design de Ideias on Vimeo.

Texto de Daniel Pinheiro
Designer e sócio no Estúdio Mola, de Recife.


Free Tibet

Hoje começam oficialmente os Jogos Olímpicos de Pequim e muita gente continua sem entender as razões dos protestos pela libertação do Tibet.

Quando a China anexou o Tibete em 1959, barbarizou o país, soltando os soldados do líder Mao [Tse Tung] para destruir e bombardear mosteiros e matar mais de um milhão de pessoas. Milhares foram executados; muitos mais morreram de fome – forçados a sobreviver com um insosso mingau de cascas e folhas.
“Este é um período crítico para o Tibete”, diz o líder político e espiritual do Tibet, o Dalai Lama. “Não sabemos o que vai acontecer.” Isso, em resumo, pode ser o fim dessa cultura meditativa. Como o Dalai Lama advertiu seu povo: “Estamos encarando nossa própria extinção”.
Se você quiser entender um pouco mais sobre a extinção em curso de uma cultura, não deixe de ler esta matéria publicada na Rolling Stone Brasil em março de 2007.

E para um pouco mais de informação, este documentário produzido por um canal francês: