Where The Wild Things Are
Não,
a gente não vai falar sobre o filme. (mezzo)
Nem sobre o livro. (muito bom)
Mas sim pra ajudar você a conhecer um lugar massa, ter uma boa conversa e, ainda, comer bem.
Ah, e ajudar o amigo Raspa-raspa pra bombar a promoção.
Se você nunca ouviu falar da Casa Azul em Aldeia, ainda não leu o Raspa-raspa. (que erro, meu caro…)
Se sim, corra, mande logo seu email.
O Cultbox já foi a Casa Azul. E mais que indica você conseguir ir pra lá.
Mas calma… a Casa Azul não é um restaurante, tá?
É a casa do digníssimo Sr. Raspa-raspa e Sra. Batida Salve-todos.
Então, muito respeito aí no seu email, ok?
Mas sem perder a criatividade.
=)
Lugar Incomum Nova Temporada | Neil Halstead
Lugar comum para busca de coisas legais e referências é o Programa da Didi no MultShow. Já serviu de inspiração para outros posts aqui no Cultbox e com esse não vai ser diferente.
Em um dos episódios da nova temporada, Didi passeia por Barcelona, vai para shows, pubs, conhece gente nova… Enfim.
Em um show ela entrevista Neil Halstead, sujeito na qual nunca tinha ouvido falar. Até hoje.
Fui ver no “pai dos burros” e baixei um CD dele, o Sleeping on Roads de 2002. Muito bom!
Vale a pena, por isso EU indico a nova temporada de Lugar Incomum.
Visita ao Museu do ROCK:
E também indico Neil Halstead:
KASABIAN – SWITCHBLADE SMILES
A banda provavelmente vocês conhecem, mas acho que esse clipe ainda não.
O Kasabian acabou de lançar o seu novo clipe, SWITCHBLADE SMILES, que faz parte do novo álbum, Velociraptor!.
Mais pesada do que os caras geralmente tem feito, o clipe conta com um cenário minimalista e abusa do contraste total de fundo branco e roupas instrumentos pretos. Não tem muito o que comentar. O resultado ficou ótimo.
A direção é do artista plástico/designer Aitor Throup. Aqui vocês podem conferir um pouco mais do trabalho do diretor.
BattleField 3
Se você é fã FPS (First-Person Shooter) já deve ter jogado Battlefield. Se não jogou, deve ter ouvido falar. Se não ouviu, você não é um fã de games FPS, mas esse post ainda pode lhe interessar.
Battlefield, da DICE/EA, surgiu quando CS ainda rolava nas lanhouses da cidade, mas ganhou espaço apenas quando a internet banda-larga se popularizou. Diferente de Counter-Strike, a série foca em ambientes gigantescos, onde verdadeiras guerras acontecem. E para haver guerra é preciso gente, muita gente.
A franquia se consagrou pelo seu massivo modo multiplayer (32 vs. 32) onde os jogadores tinham à sua disposição um imenso arsenal e diversos veículos de combate. O game ainda contava com um sistema avançado de evolução de personagem, hoje copiado por seus principais concorrentes. Não é a toa que Battlefield 2, lançado em 2005, ainda possui seus servidores lotados 6 anos após seu lançamento. Sim, no mundo dos games isso é um feito.
O jogo se baseia no modo Conquest, onde ganha o time que conquistar o maior número de territórios. Cada time é dividido em até 6 esquadrões comandados por um Líder. Comunicação e estratégia são pontos chaves para assegurar a vitória.
BattleField 3 será lançado no dia 25.10.11 e promete ser um páreo duro para o modesto Call of Duty: Modern Warfare 3. Movido pelo novíssimo Engine FROST BITE 2 (vídeo logo abaixo no post), o game apresenta um realismo nunca visto antes. A Evolução gráfica vai dos movimentos realistas dos personagens à destruição completa dos cenários. O modo Multiplayer comportará até 64 players na versão PC e 32 player nas versões para consoles. Para aqueles que possuem conta no Steam, o jogo deverá estar disponível para pré-download uma semana antes do lançamento.
Deixo o trailer do gameplay e do novíssimo engine FROST BITE 2 abaixo.
ASSISTAM EM HD!
Gameplay
Frost Bite 2
Aponte #3
O projeto vocês já conhecem.
Essa semana teremos as bandas:
King Size:
http://www.myspace.com/
Quarto Astral:
http://www.myspace.com/
Dotes:
Death Note
“O humano que tiver seu nome escrito neste caderno morrerá. E o humano que utilizá-lo, não poderá ir para o céu ou inferno por toda a eternidade”. Estas palavras estão escritas na primeira página do Death Note. A maioria das pessoas que encontrasse esse caderno pensaria que não passa de uma brincadeira. Apenas os mais curiosos dariam atenção a algo tão absurdo.
Yagami Raito, estudante do ensino médio e aluno número 1 do Japão, estava cansado e revoltado com a realidade em que estava vivendo. Observava a violência impune nas ruas de sua cidade e a decadência das pessoas ao seu redor, que, cada vez mais superficiais, pouco ligavam para os problemas do mundo. Foi nesse momento de tédio e revolta que Raito encontrou o Death Note. Mal sabia ele que o caderno pertencia a um Shinigami (A Morte).
Como qualquer pessoa, ele pensou se tratar de uma piada. Mas sua curiosidade levou-o a descobrir que as palavras do livro diziam a verdade. Raito agora vê em suas mãos a oportunidade de fazer justiça com as próprias mãos e concertar esse mundo que acredita estar estragado.
Uma série com muito suspense. A cada final de episódio fica difícil controlar a ansiedade pelo próximo. Um desenho para adultos com uma trama inteligente que questiona o significado de justiça e quão os fins justificam os meios.
Death Note é exibido no canal Animax (TV fechada), mas infelizmente a péssima dublagem estraga um pouco a experiência. Claro, você sempre pode encontrar os episódios com o áudio original (japonês) em “outros lugares”.
post com alto teor romântico.
sabe qual é o problema? é a gente achar que tudo é filme e tudo é livro. tem a trilha. ah, a trilha. maravilha. mas é o pior de tudo. uma duzia de músicas que você jura que foram feitas inspiradas em você. várias cenas que você jura que se passam em um close lindo ou um slow com o central park de fundo, mas não é.
as trilhas são pra outra pessoa que você muitas vezes nunca viu na vida, as cenas nunca são iguais, porque você acha que tá num filme de woody allen, mas na verdade tá num boteco na colômbia afogando as mágoas. as frases mais lindas não são ditas num fim de tarde ou numa lua cheia. e se foram, foi porque você forçou a barra. apelido carinhoso em inglês é lindo, meu amigo. traduz qualquer um aí. ridículo. dá vergonha de si mesmo.
o problema é a gente achar que tudo é filme ou livro. se a gente começar a ver beleza em beijo que os dentes se batem ou abraço desengonçado, tudo termina mais fácil. depois é apenas idiota. mas se a gente acha que foi cinematográfico e que beijou charlize theron, tudo se torna mais difícil.
o problema são os filmes e os livros. o problema é que a gente quer ser inteligente, legal e romântico. e pior, tu sempre acha que tem uma super 8 filmando aquele momento sublime.
na dúvida, a gente continua assistindo filmes, lendo livros e deixando tudo mais complicado, porque a vida é assim.
se você ainda não sabe o que fazer no fim de semana, aí vai uma dica do cultbox:
filme lançamento:
- Meia Noite Em Paris – Woody Allen; (torce para ainda estar em cartaz. senão vai na locadora bittorrent);
Filme catálogo:
- De Repente é Amor – Nigel Cole; (sim, meu amigo. comédia romântica ao maior estilo tela quente. com pipoca de microondas e tudo mais)
menção honrosa:
- Apenas o Fim – Matheus Souza; (apenas porque o filme tá no meu top 5 de filmes brasileiros que você não senta pra tomar uma cerveja com quem não assistiu)
Livro:
- Um Dia – David Nicholls; (eu não li. mas já comprei, porque o cara é fã de nick hornby, que dispensa apresentações)
E para você ouvir durante essa sexta-feira, nada menos que música “romântica”.
Aproveita, mas não vai se entupir de chocolate. Senão as melhores cenas do teu filme vão ser de O Amor é Cego.
Bored to Death.
Eu poderia dizer que essa série tem Zach Galifianakis (Se Beber Não Case e It’s a Kind Of a Funny Story) e já adiantaria que a série é boa. Tudo bem, você vai dizer que viu outros filmes ou séries com atores geniais em papeis de merda. Não é o caso.
Johnatan Ames escolheu perfeitamente o papel de Zach na série. Um cara esquisito, que faz quadrinhos e ninguém percebeu o seu talento artístico. Um gênio incompreendido no melhor sentido dessa expressão.
Mas Zach Galifianakis só é coadjuvante nessa série. O novo (pra mim) Jason Schwartzman (marcelo adnet gringo) é quem surpreende. Um escritor frustrado e com um ranking injusto no Amazon, proporciona boas risadas na série com um humor muito inteligente. (eu não vou dizer que é humor refinado. de jeito nenhum)
Bored To Death começou em 2009, tem só 25 minutinhos e cada temporada tem apenas oito capítulos.
Eu queria fazer um texto bem legal.
Eu queria fazer um texto inteligente.
Eu queria fazer um texto viciante.
Eu queria fazer um texto com humor refinado (falei!).
Eu queria fazer um texto rápido e divertido.
Eu queria fazer um texto genial.
[Eu queria parar de repetir essa mania de postar desse com essa fórmula velha]
Mas esse “Eu indico” é justamente para dizer que você vai encontrar tudo isso na série, não nesse texto.
Vai lá. Compra, pede pros amigos do Piratebay, Seriesfree, BaixarTv e assiste.
Depois vem aqui nos comentários dizer que eu falei uma grande merda.
APONTE
Para o Cultbox é uma honra dar início a divulgação deste projeto “pé na porta” que é o APONTE. Hoje de manhã Brunno Quintas apresentou um pouco o projeto, achamos massa. Topamos divulgar na HORA.
Vamos postar esse e tantos outros post que APONTE precisar para melhorar o cenário musical de Recife que, aqui pra nós, tá bem fraco.
Por Brunno Quintas:
Ninguém tem dúvidas de que durante a década de 90, Recife foi o principal centro musical do Brasil. Impulsionados pela força do Manguebeat, tínhamos as bandas do Alto Zé do Pinho com Devotos, Matalanamão e Faces do Subúrbio tocando em todos os bairros da cidade e arrastando gente de todo tipo em “rodas punks”. Olinda fervia com Os Cachorros, o style da Eddie e uma cambada de gente tirando som de todo jeito em todo canto. Tínhamos o PE no Rock, que misturava Cascabulho, Sheik Tosado, Mestre Ambrósio, Querosene Jacaré, Hanagorik e outras tantas bandas locais. Recife era foda. Em 98, chegou a rolar toda última sexta do mês, no Marco Zero, shows com várias bandas autorais da cidade e sempre lotava. A gente ouvia música recifense na Rádio Cidade, tomava Carreteiro na Rua da Moeda e nem precisava criar evento na Internet para se encontrar. No máximo divulgava no canal Recife do Mirc. Mas isso se perdeu no tempo, poucos ainda são os projetos que valorizam as bandas autorais da cidade e a cada ano vivemos quase que só do Abril pro Rock e do Recbeat. E foi pensando em resgatar essa atmosfera musical de Recife que surge o Aponte, uma iniciativa dos músicos das bandas Dotes, Mamelungos e A Praça que se uniram a favor de uma cena musical em recife com mais atitude e inspiração. A ideia do projeto é promover as bandas autorais da cidade, de forma interativa e independente. Toda semana, três bandas sobem ao palco e mostram seu som para o público. O movimento é totalmente independente e tem o apoio do Capibar e do SixnFlix. E o primeiro encontro já acontece neste SÁBADO 18/06, no Capibar, em Casa Forte, a partir das 15h e terá como atrações as três bandas fundadoras: Dotes, Mamelungos e A Praça. Esse será o único encontro de junho. A partir de julho o projeto começa com tudo em todas as tardes de sábado.
Quem quiser conhecer o trabalho das bandas, é só acessar os links:
Dotes:
Mamelungos:
www.myspace.com/mamelungosderecife
A Praça:
http://www.youtube.com/user/bandaapraca
Serviço:
Aponte – Uma cena musical em Recife com mais atitude.
Show com as bandas Dotes, Mamelungos e A Praça.
Data: SÁBADO 18/06
Local: Capibar (Rua Tapacurá, 101 – Casa Forte).
Horário: a partir das 15h.
Os 50 primeiros que chegarem ganham uma dose de SixnFlix.
Informações: aponterecife@hotmail.com |81-99653835| 81-92866908
Os desenhos de Marc Johns
Não me lembro exatamente quem me passou o link do site de Marc Johns.
Ele é um ilustrador canadense que desenha coisas simples de uma forma inusitada.
Gosto do traço desprentesioso e do humor seco dos seus desenhos.
Segundo Marc, o humor está presente em tudo que ele pensa. Até quando ele pensa sobre pensar.
Apesar de não recomendar a prática.
O que ele recomenda é que se poste até 5 imagens suas e coloque o link para o site para as pessoas verem mais lá.
Se eu fosse você, faria isso. Ah! Eu fiz. =P
Confira mais no site do Marc Johns
Não Leia
A cena é clássica.
A mãe diz para o filho “Menino, não pegue nessa panela que está quente.”
Na sequência está o menino com ataduras nas mãos por ter pego na panela de brigadeiro extremamente quente.
Não adianta dizer pra não fazer. As pessoas vão lá e fazem. Simples assim.
Não fume.
Não estacione.
Não ande pelo acostamento.
Não tome seu Santo Nome em vão.
Não leia.
A gente vem sempre aqui indicar um filme fodástico que vimos. Um artista impressionante que descobrimos. E acabamos não olhando para quem está perto. Nesse caso, do meu lado. Meu dupla aqui na agência. E participante desse blog. Igor Moura.
Você já leu o Não Leia?
Pois é. Nesse caso, você estará cometendo um pecado se obedecer a ordem.
Mas o Cultbox é seu brother e vai dar essa forcinha.
O Não Leia é coluna fixa agora do blog.
Como Igor não escreve por encomenda, a gente não vai poder cobrar atualizações.
Mas como a gente não obedeceu a primeira ordem de não ler, a gente vai cobrar.
E, dessa vez, leia.
O último autógrafo de John Lennon

Depois de 5 anos afastado dos estúdios e palcos, em virtude do recém nascido Sean Lennon, John Lennon voltou a gravar. Infelizmente foi o seu último e, por que não, um dos mais memoráveis trabalhos da carreira. Double Fantasy é uma parceria do ex-parceiro de McCartney com a sua esposa. Yoko é contestada, pra não dizer odiada, por 11 em cada 10 fãs dos Beatles, mas independente disso Double Fantasy deixa claro que ela servia sim, como inspiração para Lennon e sim, também acrescentou à obra.
É bem verdade que com um experimentalismo difícil de ser compreendido e até chato, às vezes. John Lennon traz composições inspiradas e singelas, bem diferente do fim dos Beatles e do início do seu trabalho solo, quando as suas letras tinham um quê de amargura e muito psicodelismo. Destaque para (Just Like) Starting Over, Beautiful Boy (uma linda homenagem ao filho, Sean) e Woman, uma música que homenageia Yoko e está entre as maiores letras de John Lennon.
Double Fantasy tem um pé nos anos 80, mas não perde o sincretismo que acompanha John da metade dos Beatles em diante. O disco ainda tem uma triste coincidência. Foi nele que John Lennon escreveu o seu último autógrafo, justamente para o homem que deixou o mundo um lugar pior: Mark David Chapman.
Vurto
“(s.m.) do popular vurtar-se, ato ou capacidade de aparecer e desaparecer rapidamente. “
É assim que está escrito a apresentação lá no site de Marcelo Pedroso e Felipe Peres Calheiros.
Segundo Marcelo, a proposta do site é uma primeira incursão deles no que seriam vídeos pensados para a internet. A tendência é que esses vídeos flertem com o documentário, a instalação, a vídeo-arte, performance… mas sempre tendo em vista o escoamento via web.
Juro que fiquei de cara quando vi o filme Engravatados hoje. Não fiquei surpreso pela qualidade, conheço o trabalho de Marcelo de outros filmes produzidos pela Símio Filmes, entre eles o KFZ-1348. Mas me surpreendi pela ideia simples e bem executada de movimentar a população e gerar, assim, um protesto e um filme muito inteligentes.
Falando sobre Engravatados, Marcelo diz que, de forma geral, os filmes nascem a partir de inquietações pessoais, buscando um olhar político sobre o mundo. O primeiro vídeo nasceu a partir de uma matéria de jornal que relatava a ação da OAB contra a verba indenizatória. Foram pra rua e deu nisso.
Ele disse que já tem outros quatro vídeos prontos e uns tantos roteiros pra ir filmando. A ideia é que o site seja atualizado periodicamente (mas nao sabem ainda a regularidade).
Bem, para quem ainda não viu…
Engravatados from Marcelo Pedroso on Vimeo.
The Slow Mo Guys
Eu sei, eu sei. Filmar tudo em slow já é clichê. Uma bola estourando, uma gota d’água, uma garrafa de refrigerante sendo aberta, enfim. Qualquer coisa em slow já foi feita, então por que este post aqui no Cultbox?
Achei esse canal no fubiz.net e achei que esses dois “moleques” fazem tudo que já foi feito de forma diferente, mais leve, improvisada. No fundo do quintal, sem muita pretensão. Tudo muito simples. E como sempre eu digo aqui, quanto mais simples, MELHOR.
Assinem o canal deles no YouTube.
Vale a pena. E vale também ver em HD.
Hobo with a shotgun
Há atores que deviam se dedicar ao exploitation – ou seja, a produções de baixo orçamento que não se levam a sério. Porque, à medida que envelhecem, suas poses e falas vão perdendo o efeito de canastrice que outrora produziam nas massas. Os exemplos estão aí.
Nicolas Cage retomou sua carreira com dignidade depois de ser dirigido por Herzog no remake de Bad Lieutenant. Coroou com espinhos cristãos sua ressurreição cinematográfica em Fúria Sobre Rodas, um filme B com requintes de cafajestagem. Agora, mais um tio iconoclástico resolveu que era hora de encarar os exploitations de frente, em grande estilo: ninguém menos que o replicante caroneiro dos infernos, Rutger Hauer. É ele quem promove uma carnificina catártica em Hobo With a Shotgun.
Visualizem, por um minuto, o título do filme transposto para a tela grande: o bom, velho e já rechonchudo Hauer é um “vagabundo” de “rifle” em punho. Ele caça com afinco um inescrupuloso mafioso que mantém a população sob controle utilizando ameaças e violência extrema.
São litros e mais litros de sangue na tela. Tripas e mais tripas dependuradas de corpos mutilados. E uma gritaria interminável! Tudo isso com efeitos toscos, diálogos sem pé nem cabeça, inserções cômicas gratuitas e atuações bastante duvidosas. Há, inclusive, um discurso do personagem de Hauer que lembra a célebre lição de moral que seu replicante dá no caçador de andróides. Ou seja, é diversão garantida!
Curioso mesmo é saber que o sujeito responsável pela filmagem é Karin Hussaim, a mente pérfida e doentia que assina um dos filmes mais chocantes de todos os tempos, Subconscious Cruelty.
Infelizmente, sabe-se lá quando Hobo With a Shotgun vai ganhar algum pedaço do circuito. Graças aos deuses do bom cinema, existem torrents disponíveis, com legendas em português já disponibilizadas.
Fico só imaginando o Antônio Fagundes ou o Tarcísio Meira num exploitation… Seria muito mais digno.
Eu indico – Death Cab for Cutie
Acabei de conhecer a banda. Literalmente. Tomando café, às 6:50 da manhã.
Nunca tinha visto, e mais, ela tem vários clipes legais.
Death Cab for Cutie – O primeiro clipe que vou postar é de uma simplicidade que espanta e como boa parte dos clipe simples, muito bom.
Um ótimo café da manhã para vocês.
Depois farei outro post falando mais da banda.
Agora não dá. Tô atrasado, tenho que levar minha pequena Luna para o colégio e ela já está atrasada.
Fui!
A outra face de Stiller
Bem Stiller é sinônimo de comédia. O ator é um dos maiores nomes do gênero e coleciona atuações e participações em dezenas de filmes que fizeram e fazem o mundo todo rir. Mas bem Stiller tem um outro lado. Um lado ainda pouco explorado pode ser visto em Permanent Midnight ou Uma noite alucinante, em português. O filme é a autobiografia de Jerry Stahl, um conhecido roteirista americano que escreveu para Alf – O E. Teimoso e tem uma história de vi que inclui vício em drogas e relações conturbadas. O filme conta com um elenco de primeira. Além de bem Stiller, estão Elizabeth Hurley, Owen Wilson, Maria Bello e Fred Willard. O filme mostra todo o drama vivido pelo escritor e como as drogas podem ser destrutivas. A premissa pode parecer clichê, mas basta assistir pra ver que ele passa longe de ser só mais uma produção desse tipo. Bom, eu indico sem medo de errar. Assistam.
Agora não tem desculpa.
Esse POST é mais um feito por PD, o maior jogador de COD de todos os tempos, que adora GAMES de qualquer tipo.
Eu uso e recomendo o programa que ele apresenta abaixo e tudo começou quando ele me deu Let 4 Dead 1 e 2 de presenta via STEAM. Nem tinha esse programa na minha máquina, nunca joguei nada. Sempre achava caro, difícil, complicado e mimimmi que não acaba mais. Hoje jogo 3 jogos direto!Juro. É muito legal. Valeu a pena.
Anotem cada dica abaixo e iniciem suas carreiras como “players”.
Agora não tem desculpa.
A maior desculpa de todas, quando o assunto é comprar um jogo original, sempre é o preço. Devido aos altos impostos que nosso governo cobra encima dos games, se tornou comum buscar meios… “alternativos” de jogar os últimos lançamentos.
Essa desculpa não cola mais. Com o Steam você pode comprar jogos das grandes desenvolvedoras, como EA e Ubisoft, livre de impostos e preços abusivos do nosso mercado. E não, não tem nada de ilegal nisso. O Steam é uma grande rede de venda de softwares D2D (Direct to Drive). A ideia é simples: você compra o software on-line e recebe a permissão de baixar o game direto para o HD. O Steam se encarrega dos registros. Assim você pode comprar lançamentos recentes, como Dead Space 2 e Crysis 2 a um preço bastante justo.
E ainda tem mais! o Steam costuma fazer promoções todos os meses. Os descontos chegam a absurdos 75%! É possível comprar jogos como Left 4 Dead 2 por R$15,00 (US$8,00). Tudo que você precisa é de um cartão de crédito internacional e bastante espaço livre no sua máquina. Acredite, você vai precisar.
Acesse, baixe o programa e se divirta bastante. E se for jogar Call of Duty, me avise. É sempre bom ter um novo frag na área.
http://store.steampowered.com/
A cozinha (ou a garagem) do Beck
Esse assunto não é tão novidade assim.
O projeto do Record Club de Beck Hansen existe desde junho de 2009.
Mas voltei a ouvir essa semana e achei válido indicar aqui pros leitores do Cultbox.
Pra mim, Beck é um dos mais criativos músicos dos anos 90/00.
E na hora de fazer covers, ele não deixa por menos.
Então, a parada do Record Club é a seguinte:
• Você escolhe um album de um artista que tenha uma relevância no som que você faz.
• Chama alguns músicos que garantam uma sonoridade diferente as músicas que vão tocar.
• Grava o albúm inteiro em apenas um dia.
• Registra isso tudo.
• Edita de uma maneira bem simples.
• Joga no site. Record Club.
E espera que as pessoas curtam. Eu curti.
Espero que vocês também.
The Evens
Hoje eu juro que não vou postar nada sobre ilustração, nem muito menos sobre Artistas de Rua (o chefe @eduardofialho e @igormoura me proibíram). Hoje vou de #euindico.
Não sei onde escutei, nem quem me mostrou a banda. E pra ser bem sincero, The Evens foi uma bela surpresa. Um power duo vindo de Washington, D.C.
Como dito, uma formação simples (do jeito que eu gosto: quanto mais, simples melhor): Amy Farina – vocais, bateria e Ian MacKaye – vocal, guitarra barítono. Sim, sim, Amy na bateria. E digo logo, mandando bem demais.
Descobri que eles já passaram pelo Brasil em 2007, mas não encontrei em que evento.
Quem souber, diz aí nos comentários, blz?
Chega de blá, blá, blá.
The Evens, #euindico.
Mark Lanegan para Iniciantes
ATENÇÃO: As opiniões expressas nesse post são de inteira responsabilidade do autor e não refletem a opinião dos demais integrantes deste site.
Depressão, drogas pesadas, insegurança, confusão, ironia e colhões para botar tudo isso pra fora. Se você não tiver pelo menos alguns desses requisitos, você não pode ter uma banda de rock decente. Não adianta aumentar a guitarra, nem comprar um pedal de distorção fodaço, nem rasgar a sua Levi’s 535. Você só pode ter uma banda de rock de verdade se tiver alguma doença pra botar pra fora. Senão você faz rock/pop, o que não é bom. Juro.
Esse aí é Mark Lanegan. O vocalista mais prolífico de todas bandas que eu ouvia quando adolescente. Ele tocava numa banda chamada Screaming Trees, contemporânea das bandas que me “educaram” musicalmente: Sonic Youth, Nirvana, Pearl Jam, Faith no More, Soundgarden, Alice in Chains, Blind Melon…
Redescobri o cara recentemente cantando na minha banda preditela, a Queens of the Stone Age. Mas hoje eu vou falar da Mark Lanegan Band. O disco é de 2004 e se chama Bubblegum. Que era bom eu já esperava. A surpresa veio quando eu abri o Wikipédia e vi o quanto esse cara trabalhou durante todos esses anos. Foram tantos projetos, com tanta gente, que precisei da ajuda do meu amigo Thales Molina para fazer um infográfico que desse uma dimensão do que Mark Lanegan fez durante todo esse tempo.
(clique para ampliar)
Bubblegum é moderno, triste, econômico, sombrio, com forte influência de blues e a voz do cabra dá calafrios até no Capitão Nascimento. Um patrocínio Marlboro Red. Tire os objetos cortantes da sala.
O clipe é da primeira faixa Hit the City, provavelmente a mais feliz do disco. Entenda isso como quiser.
Escolhi também a música Wedding Dress, uma letra tão sombria e uma melodia tão arrastada que por alguns momentos estar triste chega a ser confortável. Mas vale escutar o disco todo.
50 anos a mil.
Sabe quando você tem um preconceito com alguém, quebra a cara, acaba gostando e admirando o cara? Eu gosto muito dessas experiências. De verdade.
E ler o livro 50 Anos a Mil, de Lobão, foi isso. O livro tem 500 e poucas páginas e já começou por aí: será que Lobão tem tanta história assim ou era pra encher linguiça?
Tem. E outra, muitas, das boas histórias do rock’n roll brasileiro estão lá. Muito bem contado, muito bem escrita, vale ressaltar. O cara viveu uma época intensa do rock, nos anos 70 e 80, junto com Cazuza, Lulu Santos, Ritchie, Júlio Barroso e outros nomes da música que você talvez nem saiba quem são.
João Woenderbag Filho é um cara muito inteligente. Ele não é um cara que aprendeu duas dúzias de palavras difíceis, como eu imaginava. O repertório cultural dele é muito vasto e ele é um músico como poucos no país. Eu respeito Lobão. Até porque as chamadas “polêmicas” que Lobão faz questão de reverberar, não são por picuinha ou simplesmente pra ser um cara que alfineta e atira pedras por aí não. Ele fala porque entende de música e como ele mesmo diz sem problema nenhum “Eu sou um músico do caralho”.
Você descobrir o processo de composição de um artista é algo fantástico. Passo a passo, de acordo com os acontecimentos da vida dele e os insights.
O livro tem de tudo. Envolvimento com drogas, a história emocionante de sua mãe, as crises familiares, problemas com a Justiça e a prisão do músico. O livro também conta o envolvimento com a organização criminosa Comando Vermelho, que começa depois de uma temporada na cadeia. Além de tudo, as críticas a Herbert Vianna, a quem Lobão acusa sem panos quentes de plágio. Quanto a isso, eu prefiro que você mesmo compare.
Só tenho uma observação: ao invés de duas músicas, Lobão devia disponibilizar um disco inteiro pra os leitores do livro baixarem.
Compre. Não peça emprestado.
Sincronize o seu Ipod
Demorou. 7 anos, pra ser mais exato, mas o Cake lançou o seu sexto disco (sem considerar o disco de raridades, lançado em 2007). A espera valeu a pena. Showroom of Compassion é o álbum mais heterogêneo da banda e mais: é moderno e bem situado no contexto atual, sem perder a forte personalidade da sonoridade construída pelo grupo ao longo da metade da década de 90 pra cá.
Pra mim foi um daqueles discos que você ouve e simpatiza de cara. Mais que simpatizar, eu viciei. Não é pra menos, ele já abre com uma música que enuncia que a banda continua no caminho certo. Os primeiros riffs de Federal Funding antecipam o vocal de John McCrea, que não demora a entrar na música e mostrar que o Cake é a velha e boa banda de sempre. Ela traz os metais, marca registrada da banda, de forma tímida, mas com a batida e pegada facilmente reconhecida por quem conhece. Numa crescente, Long Time mostra que o Cake ainda tem inspiração para continuar fazendo um grande trabalho. Talvez a mais dançante e radiofônica do disco, agora sim, ela traz os metais a todo peso e marcam a continuidade do trabalho de uma das bandas mais legais dos últimos tempos. O refrão é um êxtase e é ele quem encoraja você a ouvir o disco do começo ao fim (espero que esse texto também). “Mustache Man (Wasted)” já pode ser considerada um clássico.
Perfeitamente enquadrada no estilo que marcou o trabalho da banda, ela é uma das mais divertidas do disco. Os primeiros momentos de “What´s Now is Now” até lembram a faixa de abertura do disco, mas ela tem personalidade própria. Junto com “The Winter”, a mais bonita das faixas, na minha opinião, elas revelam que o Cake traz muito mais do que ironia e irreverência nas suas composições. Há espaço para romantismo também, mas na medida certa. Sem soar piegas.
O disco é uma ótima oportunidade para quem ainda não conhece, descobrir a banda. É fácil de digerir e muito divertido, da primeira a última faixa. Para quem já conhece, ele ratifica a grande banda que o Cake é. Aproveitem. É fino.
I Started a Joke…
15 minutos de projeção, olho para o lado e minha namorada sinaliza com o polegar apontando para baixo que não estava gostando do filme. Também, deveras: um filme sobre boxe não faz o gosto de muita gente. Logo vi que essa luta ia ser difícil.
Mas O Vencedor, assim como um embate entre Silva e Belfort engana. Começa cadenciado, como os adversários se estudando antes de partir para o confronto. E quando a platéia já começa a apresentar certa impaciência, desfere o golpe que te coloca no chão. Tão preciso e carinhoso quanto um chute do Steven Seagal bem no meio da sua face. Um nocaute rápido e limpo.
Indicado ao Oscar de melhor filme, The Fighter, no título original, acompanha a trajetória de Micky Ward (Mark Wahlberg), um boxeador que tenta escapar do rótulo de trampolim para a carreira de outros pugilistas e recobrar o título de “Orgulho de Lowell”, sua cidade natal, outrora conquistado por seu irmão mais velho, Dicky (Christian Bale), agora perdido em meio ao vício em crack.
- Pausa para um parágrafo especial só para Christian Bale -
O filme é DELE.
E Bale seguiu direitinho a cartilha para levar um carequinha dourado pra casa: transformação física, entrega total ao personagem, sotaque esquisito e trejeito de maluco.
Já seria suficientemente chocante se Dicky Eklund não fosse um cara de verdade.
- Voltando -
Com um time codjuvantes peso-pesado, o único que parece um pouco fora da catergoria é Mark Wahlberg, mas que não chega a comprometer. Amy Adams (aquela de Julie & Julia e Encantada) segue firmando seu nome entre os que merecem especial atenção. Outra que rouba a cena é Melissa Leo, que interpreta a chefe da família e condutora da carreira de Micky, e protagoniza ao lado de Bale uma das cenas mais divertidas e tocantes do filme. É impossivel não cantarolar os versos de “I Started a Joke“, do Bee Gees, junto com eles.
Por fim, você vai sair do cinema mais ou menos como o Anderson Silva saiu da arena, afinal, O Vencedor é sobre vencedores – com a diferença que o Steven Seagal não tem nenhum envolvimento com filme. Amém.


















































