Cultbox

Eu Indico

Letuce. Quem?

Letícia e Lucas são namorados, como qualquer outro casal. Não, mentira. Ao invés de ficarem com #mimimi e tudo mais, eles tem um projeto massa chamado Letuce.

Ele toca quase tudo e ela é artista das boas. Eles tem um disco massa, mas não é disso que vou falar.

Eu queria que você descobrisse o disco Couve deles. Sério, é uma raridade.

Quem nunca cantou/gritou no chuveiro ou cantou pro amigo alvi-rubro “Eu vou nadar e morrer, na beira da praia!”

Quem nunca cantou/gritou bêbado “Que se chama amor, tomou conta do meu ser, dia a dia pouco a pouco, já estou ficando louco, só por causa de você”

Quem nunca cantou/gritou bêbabo ou sóbrio “Undererê!!”

Essas duas músicas valeriam, mas tem mais.

E tem o outro disco.

E tem a criatividade dos dois juntos.

E tem a performance dela. E tem os arranjos dele e da banda.

E tem a diversão garantida.

E tem dois artistas brasileiros que tu nem sabia que existia.

E tem mais qualquer coisa que você acrescentar nos comentários depois que ouvir.

Sério, o amor é lindo. E brega. E genial.

Amor, essa é pra você!

Integrantes:
Thomas Harres – bateria
Rodrigo Jardim – baixo
Lucas Vasconcellos – teclados/ guitarra
Fabio Lima – violão/ cavaco
Letícia Pires – voz
Telefone: 21 94651265
E-mail: thiago@bolachadiscos.com.br
Origem: Rio de Janeiro – rj (Brasil)
Residência: Rio de Janeiro – rj (Brasil)

(Alguém faz o favor de agendar um show deles em recife?)


Filmografia de 2011

O ano terminou e 2012 já começa com listas e mais listas.

Essa é a filmografia de 2011.

Nem os melhores, nem os piores. Todos.

Gen I. já fez a filmografia de outros anos e vai por mim, é bem bom, viu?

Pouco mais de 200 filmes para você lembrar e pescar alguma coisa que não viu e ainda pode ver antes que a enxurrada de 2012 comece.

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ALERTA DE INTRUSÃO NO POST DOS OUTROS

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Mas a causa é nobre. Gostaria apenas de compartilhar outra compilação com os melhores momentos do cinema no ano que passou. Aqui, a edição fica por conta de Matt Shapiro.

Mas não vou me abster. Pra mim (Eduardo), 2011 teve uma obra-prima. Anota aí: Cisne Negro. #ProntoFalei #Top1

 


Política, baseball e outro assunto a sua escolha.

Esses dias eu vi alguns filmes, mas preciso indicar dois pra vocês 4 que lêem o cultbox.

Todos dois são sobre coisas que eu não entendia nada, absolutamente nada:

Política Americana e Baseball.

Pra ser bem sincero, ainda não sei muito bem a diferença de Democratas e Republicanos, nem sei direito o que significa um Home Run. Mas descobri que em toda eleição tem suas sacanagens e que o lançador é mais importante que o rebatedor. (tô certo?)

O Homem que Mudou o Jogo, Com Brad Pitt.

Tudo Pelo Poder, Com George Clooney e Ryan Gosling.

Não vou fazer uma crítica sobre nenhum dos dois porque não entendo nada de cinema, mas assista. São dois filmes bem legais.

O primeiro é bom e vale a pena. Apenas bom.

O segundo você tem que ver hoje mesmo. Sério.

Se você entende dos dois, manda um email pra igomes87@gmail.com e me explica. Juro que fiquei querendo saber mais sobre isso.

Se alguém tiver algum filme sobre uma terceira coisa que eu não entenda nada (vai ser moleza) e quiser indicar, por favor, não hesite em comentar aqui.

Ah, só pra manter a minha tradição de não respeitar listas, eu indico Medianeras pela terceira vez num único blog do mundo inteiro. Vai ver hoje, velho. Na boa.

 

 

 


Asterios Polyp

Imagem da capa do quadrinho Asterios Polyp

Asterios Polyp não é uma HQ nova. Foi lançada em 2009 nos EUA e em 2011 no Brasil.
Mas depois de muita indicação/insistência (e empréstimo) de Berna Brayner, li nesse fim de semana.
A primeira leitura de 2012. E o ano não poderia começar com uma leitura melhor.

A história é simples. Asterios Polyp é um arquiteto (professor de arquitetura, de fato) bem sucedido que tem a casa destruída pelo fogo após uma noite de tempestade. Ao sair de casa apenas com a roupa do corpo e algum dinheiro na carteira, ele decide comprar uma passagem de ônibus para uma pequena cidade onde começa a trabalhar como mecânico. Enquanto se acostuma à nova vida, ele vai se relembrando do que aconteceu até chegar ali.

A narrativa não é o ponto forte. Mas o questionamento, a reflexão de Asterios Polyp, a sua visão dualista, dividindo tudo sempre em duas faces (razão x emoção, destino x livre arbítrio, Apolíneo x Dionisíaco) é o que torna a leitura tão rica e interessante e que permitiu ao autor David Mazzucchelli (conhecido pelo excelente trabalho com o Demolidor e o Batman) explorar um visual tão belo.

Cena do quadrinho Asterios Polyp

A arte de Asterios Polyp é impressionante. De cair o queixo. Uma verdadeira aula de arte/design/arquitetura.
O trabalho delicado de conferir a cada personagem uma tipologia específica define muito bem a personalidade de cada um e ajuda, em muito, a leitura e ordem dos balões
Asterios Polyp ganhou em 2010 quatro prêmios no Eisner Awards (o prêmio mais importante de histórias em quadrinho), entre os prêmios, o de melhor Graphic Album do ano.

Imagem da HQ Asterios Polyp


top 5 – discos para ouvir trabalhando.

Top 5, Alta Fidelidade e todo o blá blá blá que você já ouviu por aqui.

Cá estamos, ou melhor, estou, para fazer a minha lista de cinco discos para ouvir trabalhando.

Não dá, velho. O novo disco do Foo Fighters – Wasting Light é muito bom, mas não rola. O novo disco do Arctic Monkeys – Suck it and See também é fodaraço, mas não tem condições. Eu concordo, Led Zeppelin é fantástico, mas não dá pra trabalhar ouvindo nenhuma música dos caras. Chico Buarque é genial, mas não tem jeito pra criar um roteiro de governo ouvindo “O meu amor”. (Mal aê, Chico).

Talvez eu seja o único idiota que não consegue trabalhar ouvindo qualquer música. Se você consegue, dá um like ou comenta aí.

Top 5 – discos para ouvir trabalhando.

Cícero – Canções de Apartamento

[faz parte da minha manifestação pra ele vir fazer um show em Recife]

Bon Iver – Bon Iver

[conheci o som desse cara anteontem, mas já entrou nessa seleta lista. se eu fosse você, baixaria agora]

Yo La Tengo – And Then Nothing Turned Itself Inside-Out

[indicado pela querida Lulina aqui na sua playlist]

City and Colour – Sometimes

[violãozinho com corda de aço e uma voz que você quase consegue esquecer que tem alguém cantando]

Dry The River – Bible Belt EP

[já foi postado aqui no cultbox e se você não conhece, ele entra na próxima lista que vou fazer - bandas que você precisa prestar mais atenção e ouvir mais de duas vezes]

Chet Baker & Bill Evans – The Complete Legendary Session

[era um top 5, né? era! esse disco merece entrar. a explicação é que se ele consegue destruir um top 5, ele vale a pena]

Repito: são discos pra ouvir trabalhando, e essa é a minha opinião, que não entendo nada de música nem de listas.

Se você quiser música animada e consegue trabalhar ouvindo elas, eu recomendo o Tumblr 501 Axés para Ouvir no Trabalho.


Uma noite ótima com Medianeras

Calma!

Não é nada disso que você está pensando.

Ontem fui com a patroa ver um filme, sem pretensão alguma ou grandes expectativas. Como geralmente ocorre, quando não temos expectativas com alguma programação, BUM! Ela nos surpreende.

Foi assim.

Sobre o filme:

Sabe aquela solidão coletiva, dentro do ônibus ou andando na rua ou almoçando só no shopping com fone de ouvido no máximo? Pronto. Medianeras é sobre isso. Sobre como esse mundo tão conectado tornou a comunicação pessoal, face to face (tá bom, bichei) tão difícil.

O filme tem um fotografia linda, poética que combina e muito com o texto super bem escrito. Tudo se encaixa. (dando aqui um pequeno e insignificante spoiler da abertura do filme, onde nela, já descobrimos o causador de todos os males da sociedade argentina). O protagonista nos diz: “estou convencido de que as separações, os divórcios, a violência familiar, o excesso de canais a cabo, a falta de comunicação, a falta de desejo, a apatia, a depressão, o suicídio, as neuroses,os ataques de pânico, a obesidade, as contraturas, a inseguridade, a hipocondria, o estresse e o sedentarismo são responsabilidade dos arquitetos e da construção civil. Destes males, salvo o suicídio, padeço de todos”.

PS.1: Vale ressaltar que esse filme foi indicado aqui no Cultbox por Lusenalto ou seja, esse filme é tão legal que vale receber dois posts no mesmo blog.

PS.2: As ‘medianeras’ são paredes cegas que dão para o prédio vizinho. Essa informação foi só para constar. Fiquei curioso para saber e achei legal deixar essa informação aqui.


Eu indico, Eu indico, Eu indico

O cara fica um tempão sem postar aí vai acumulando tudo.
Links para compartilhar.
Bandas e músicas para comentar.
Coisas legais que viu, ouviu e leu pra indicar.

Bem, hoje eu vou indicar.
E pelas quantidade de coisas acumuladas, vou indicar logo três filmes.
Dois estão em cartaz. Corram!
O outro ainda vai entrar em cartaz, quando isso acontecer, corram!

Eu indico. Medianeras.
Filme argentino. Blablabla. Trilha sonora bacana. Blablabla.
História moderninha. Blablabla. Atores muito legais.
Assiste logo o trailer.
Aliás, nem perca seu tempo. Vá logo pro cinema.
Preencha os blablablas acima com a sua opinião pessoal.
O resto é verdade.

Eu indico. Além da estrada.
Um road movie uruguaio bem interessante.
Tá. O interessante foi a falta de um adjetivo melhor.
Não é o melhor road movie que já vi. Mas é uma história legal.
E que cativa quem sente essa coisa que dá em quem gosta (muito) de viajar.
Essa coisa de conhecer novas pessoas. De admirar novas paisagens.
De falar várias línguas. E de conhecer lugares que tem algo de especial pra contar.
Pra falar da história vou apelar para o trailer de novo…

Eu indico. As Canções.
Documentário nacional de Eduardo Coutinho.
Tem música pra tudo, né?
Música pra se acordar. Música pra se divertir.
Música pra trabalhar. Música pra se divertir trabalhando.
Música pra amar. Música pra amar (no outro sentido)
E tem música que marca um relacionamento.
“Olha amor, é a nossa música.”
Seja uma música que você cantou para a namorada completamente embriagado.
Seja uma música que conta exatamente a história dos dois.
Em As Canções, ouvimos as histórias que foram marcadas por uma música.
Relatos apaixonados, histórias complicadas…
Para muitos pode não ser o melhor filme de Eduardo Coutinho.
Mas como foi o único que vi, gostei muito.
E indico.


Lixo Extraordinário

Poucas vezes na vida você leva um tapa na cara tão grande. Mas com toda certeza, assistir Lixo Extraordinário é uma dessas exceções.

Você sabe que tem gente que cata lixo pra sobreviver. Você provavelmente sabe o que catar lixo envolve. Você talvez saiba que no meio disso as pessoas acham de tudo, inclusive corpos.

É aí que tudo começa a fazer sentido e você para e pensa: o que eu tô fazendo na minha vida e no meu trabalho pra melhorar de diferente? reclamando?

“99 não é 100. 1 faz a diferença”.

Isso pode parecer bullshit e discurso de Criança Esperança, mas vai lá, assiste a primeira meia hora desse filme e volta aqui pra dizer o quanto já mudou o teu modo de enxergar certas coisas.

Não vale nem a pena dizer que o roteiro é isso, a filmagem é aquilo e as técnicas são aquilo outro. Não vale mesmo.

O filme tem algo maior que isso, que são histórias de pessoas reais, pertinho de você, que a gente não faz a mínima noção que existe. Mentira, a gente sabe que existe, mas tenta ignorar pra viver melhor.

Na boa, adie um pouco algumas indicações de filme que estão na frente desse. O Gato de Botas pode esperar mais um pouquinho.

E justiça seja feita: esse filme não ter levado o Oscar é uma sacanagem sem tamanho. Não, não me importa qual foi o filme que ganhou e quão legal ele era. Esse filme devia ter ganho.

Para terminar, eu não queria dar os parabéns à O2, ao diretor, ao roteirista, nem muito menos a Vik Muniz.

Tião,

Zumbi,

Suelen,

Isis,

Magna,

Valter,

Irmã,

e os outros milhares de catadores de material reciclável,

vocês são foda.

 


Canções de Apartamento

Isso é um pedido pra esse cara vir tocar em Recife disfarçado de post.

Mas o que eu teria que dizer pra transformar isso num post normal?

Eu teria que dizer que as músicas são realmente muito boas. Teria que te convencer que as letras são bem bonitas, que o cara faz um som original, que é genial ele ter gravado o disco inteiro dentro do apartamento dele.

A voz sofrida dele misturada com o violão, instrumentos de percussão, piano, coro, um pouco de guitarra distorcida é brilhante.

Ele é daqueles discos que você tem que ouvir umas cinco vezes, com a maior atenção. Mas isso não é um pedido, é um aviso.

Os pontos altos do disco são “Tempo de Pipa”, que apesar de ser uma das que eu mais gosto, é a que menos se parece com o resto do disco.

“João é o pé de feijão” é uma das que eu só percebi realmente quando ouvi pela décima quinta vez. “Ensaio sobre ela” tu pede pra Marília Lacerda (ou ela pode comentar aqui) te explicar, porque ela tem uma visão genial dessa música.

“Açúcar ou adoçante” tem um dos trechos mais bonitos que já ouvi, que é “entra pra ver, mas tira os sapatos para entrar, cuidado que eu mudei de lugar, algumas certezas…”

Cícero impressiona. Quando você menos espera, ele te dá um tapa e te surpreende. Não subestime.

Eu tenho uma mania de não dividir algumas músicas, discos, filmes, app de iphone, essas coisas. Mas como isso é um pedido pro cara vir tocar em Recife disfarçado de post, tá aí.

 


Como foi o seu dia? Como foi o dia do seu mundo?

Vinte e quatro de julho de dois mil e dez.

Três perguntas simples:

o que você tem no bolso?

o que você ama?

do que você tem medo?

Isso gerou 4.500 horas de imagens de 80.000 vídeos enviados de 192 países.

São 90 minutos de volta ao mundo, em apenas um dia, para responder aquelas três perguntas ali em cima.

Esse filme te dá a certeza absoluta de que a vida real é o melhor roteiro de filme que a gente pode ver.

Palmas pra Ridley Scott (do já clássico Blade Runner, de O Gângster e Gladiador) , pra Kevin MacDonald (de O Último Rei da Escócia e Intrigas do Estado), para a LG e para o Youtube que teve “cojones” de colocar o filme disponível lá, legendado para 25 indiomas e com qualidade bem boa, levando em conta que são filmes “amadores”.

Na verdade, o amador fica restrito apenas ao modo de filmar das pessoas, porque o filme mesmo é coisa grande. É algo histórico.

Quando for pensar em algo colaborativo, nivela por cima. Assiste isso aí.

Como eu disse antes, o filme tá disponível no youtube. Você não vai nem precisar catar nos torrents da vida. Conecta o computador na TV, senta no sofá e aproveita.


para caminhos de 28:35 minutos.

Começa em um orquidário. Aquela paz, aquela tranquilidade que só as plantas te dão, mesmo sem você gostar nem um pouco de flores de qualquer espécie.

Vai para um quarto. E quarto, tem sempre aquele conforto que te abraça e aquela preguicinha incontrolável que dá e não passa.

Levantou.

Andou para a cozinha.

Cheiro de comida, cheiro de coisa gostosa, cheiro de casa de mamãe, casa de vovó. Sensação incrível que aquele barulho fino da chaleira te traz.

Tem aqueles barulhos de máquina de escrever. Não é todo mundo que gosta, mas particularmente, aquilo me dá uma tranquilidade muito boa. Tem também aquela batida do seu próprio coração, que você escuta – e sente -  em alto e bom som. Passa por um metrônomo, que a príncipio tem um som irritante, mas o irritante se transforma em um elemento legal.

Volta pro quarto. E para voltar pro quarto tem aquele barulho de passos, misturado com pés se arrastando em um chão de madeira.

Agora o quarto é casa de campo, com a janela aberta, com os passarinhos cantando afinadinhos. Um canto tão afinado, que você desconfia que é preset de um sample da vida.

Fora tudo isso, tem voz, tem guitarra, tem violão, tem baixo, tem o próprio sample.

Seria um caminho absolutamente normal para o trabalho. Mas pra mim foi o CD novo de Lenine – Chão.

Ouve aqui para ter uma ideia do que eu tô te falando. Mas se eu fosse você, compraria agora e colocaria no som do teu carro enquanto você vai pegar algum caminho de 28:35 minutos.

{menção mais que especial para essa música. se não for a mais linda do ano, eu cegue.}

{menção também para Lila (minha namorada), que proporcionou esse caminho mais legal pro trabalho e esse post, quando me presenteou com o disco}
 

 

 


Menagerie

Menagerie é uma série de pinturas de animais formados por polígonos
da artista canadense Laura Bifano.

Inspirada pelo seu amor a natureza e os games mais clássicos, ela criou essas imagens.

Você pode encontrar mais no site dela: laurabifano.com


Bom final de Semana.

Faz tempo que não rola um clip da semana por aqui, então lá vai.

Clipe da semana.

Drogas? Parei, mas o clipe é muito doido.


The Walking Dead | 2ª Temporada


Zumbi é que nem calça colorida, sushi e falar mal de celebridades no Twitter, tá na moda. E o mais legal de tudo é que o estereótipo do zumbi (vagaroso e burro) e das produções elvolvendo essa temática estão mudando. Escatologia e a estética gore já não funcionam mais como nos anos 70 e 80. Tudo bem que ainda rendem uns bons sustos – vide os clássicos de Geoge Romero, praticamente o inventor do gênero no cinema -, mas os tempos mudaram e os zumbis também. Não é nenhuma novidade dizer que o espectador de hoje é muito mais crítico e busca sentido em todo e qualquer detalhe, até mesmo onde não era era para haver nenhum – quem assistiu Lost sabe bem do que estou falando. O resultado disso tudo é que não basta os zumbis estarem na moda, agora os zumbis precisam ser realistas e fazerem sentido. E realista nesse caso não significa ter bons efeitos especiais e uma maquiagem impecável, mas sim estarem inseridos num contexto que me faça acreditar que eles são reais e que poderiam muito bem dar uma fungadinha gostosa no meu cangote. E é aí que entra The Walking Dead.

Na última quarta-feira, 19 de outubro, estreou oficialmente no Brasil , a segunda temporada. Se você ainda é um dos poucos que ficou de fora desse frisson e não viu a primeira, procure agora mesmo na locadora do Paulo Coelho.

Depois de mais de um ano esperando pelo início da segunda temporada, o episódio de abertura com 1 hora e meia de duração fez valer a espera e não deixou a desejar a nenhum integrante da orda de fãs, que só faz aumentar.

Ação, emoção e muito, muito suspense.


Joe Fenton – Inacreditável

Sempre que encontro trabalhos como o de Joe Fenton fico de cara. Não é possível que alguém apenas com 1 lápis consiga fazer trabalhos tão bonitos. Não pode. Já mostrei em outro post aqui no Cultbox o máximo que consigo chegar com um papel e um lápis e não é muito longe.

Fiquem com o belo trabalho de Joe.

Boa semana.


Graveola.

Graveola por Graveola:

Graveola e o lixo polifônico é uma oficina de experimentação, uma caixa de possibilidades poético-sonoras. São improvisadores capengas, falsários poliformes: tudo é referência na colagem musical do grupo. Das aproximações insólitas, o choque. Reagem os nomes: estética do plágio, pós-tropicalismo, culinária sonora, barroco-beat. Para além dos inúmeros rótulos auto-intitulados, mais importa a fertilidade plástica das imagens da lixofonia, o infindável e redobrável slogan que lhes constitui a lírica. Dos sotaques refinados ao kitsch, o lixo polifônico sequestra a legibilidade vomitada do pop e incorpora tudo ou qualquer coisa como ferramenta sonora, mistura o fino e o grosso a ponto de torná-los indistinguíveis. “Eis o liquidificador, o totem”.

Juro. Juro de verdade que tentei definir o som deles e dar uma boa explicação pra isso. Mas tô com medo de falar pouco e deixar faltar alguma coisa (não é preguiça de escrever).

Eu fico com a definição que começa este post e com a do amigo Pedro Fonseca, que postou no facebook e fez com que eu descobrisse o som dos caras.

“Continuo achando esses caras criativos para caralho, sem precisar ter ukulelê na banda. Obrigado a Andréa Tolaini e Luanda Barros por me lembrarem que eles estão por aí. Ainda (bem). “

“É uma coisa meio “oi, vim para a porra do estúdio, tô meio sem saco de cantar, mas vamos aí”. E canta feito um feladaputa. Não?”

É quase isso. Eu digo “quase” porque você precisa ouvir mais e conhecer mais um pouco. As músicas vão te convencer muito melhor do que qualquer coisa que eu escreva.

Por falar nisso, hoje eles lançam o disco novo, Eu preciso de um liquidificador. Vai lá no Tumblr/Site, baixa, escuta e vasculha tudo. Vale a pena.

 

 

 

 

 


Retrospectiva Stanley Kubrick

A quarta edição do Janela Internacional de Cinema do Recife (4 a 13 de novembro) vai exibir
a obra completa  de um dos diretores mais admirados da história do cinema.

Além da cópia restaurada de Laranja Mecânica (que eu já vi umas 20 vezes – e vou assistir
a 21ª se o horário permitir), vai ser uma oportunidade de ver filmes fodásticos como Glória Feita
de Sangue, Dr. Fantástico, 2001: Uma Odisséia no Espaço, Barry Lyndon, O Iluminado,
Nascido para Matar.

Os filmes vão ser exibidos no Cinema São Luiz, mas a programação ainda vai ser divulgada.
Vamos todos?

Ah. Essas imagens feitas em “cinemagraph” foram feitas por Gustaf Mantel.

Penny? Penny? Penny?


TÁ LIBERADO!


Hoje a EA liberou o OPEN BETA de Battlefield 3, um dos games mais esperados de 2011. O beta permite acesso ao mapa Operation Metro e partidas de até 32 players. Não há limite na evolução de personagens e nem de horas de jogo, mas vale lembrar que se trata de uma versão beta do jogo. Alguns bugs estarão presentes e muita coisa deve mudar até o lançamento da versão final, em 25 de outubro.

Para aqueles que estavam esperando ansiosamente por uma oportunidade de jogar o novo Battlefield, não percam tempo! O Open Beta estará funcionando até o dia 10 de Outubro. Para instalá-lo, basta fazer o download do Origin (servidor de jogos da EA). Após criar sua conta, acesse a área de jogos gratuitos e selecionar o BattleField 3 Open Beta. O programa se encarregará de baixar e instalar o jogo. Já nos consoles, basta conectar à sua respectiva rede (Live ou PSN) e fazer o download.

E se você nunca ouviu falar de BattleField 3 e acabou ficando curioso,  clique aqui.


un cuento chino.

Notícia real:

“Louva-a-Deus é flagrado imitando Daniel San, ao se sentir ameaçado no Chipre”

 

Se você curte notícias bizarras, eu te digo, meu amigo, vale a pena assistir esse filme. Mas se você não curte, também vale.

 

Sinopse livre:

Um chinês que perde a noiva num acidente extremamente bizarro: uma vaca cai do céu em cima do seu barco e mata a moça. Depois da tragédia, ele vai para Buenos Aires encontrar um tio que nunca viu na vida e termina sendo sacaneado por um taxista que o joga na cabeça de Roberto. O ‘china’ não fala absolutamente nada em espanhol e vai ter que se entender com o ranzinza até encontrar algum parente.

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Un Cuento Chino (em “argentino” é uma expressão para história de pescador) é um dos filmes mais legais que vi nos últimos tempos por um motivo bem simples e eu vou ter que definir ele com uma expressão que eu odeio: é uma comédia despretenciosa.

Você que tá acostumado com Ricardo Darín em filmes de drama, que fazem você pensar, bla bla bla, esqueça. Mas não perca a esperança na humanidade, porque ele vai fazer você gostar do Wagner Moura argentino ainda mais.

Sério. Esse personagem é aquele seu amigo insuportável, chato, que reclama da cerveja em copo plástico, que você sempre se pergunta “por que eu sou amigo desse cara?”, mas mesmo assim você gosta muito do cara.

Eu não vou dizer “porra, ‘Se eu fosse você. Aprendam!’ “. Não. eu não vou fazer isso.

Quer um filme divertido, bem filmado, bem escrito e com tudo que você precisa pra se divertir num domingo a tarde? Vai por mim.


Young@Heart

Sabe aquelas coisas que fazem você querer ser uma pessoa melhor? Sabe não, né?

Então, se você não sabe, assista Young at Heart. Filmaço que encanta pela simplicidade da história.

Pra quem não sabe, o Young at Heart é um coral de idosos do Northampton, Massachusetts, que ao invés de ficarem em casa choramingando por causa da idade e das doenças, decidiram cantar o bom e velho rock’n roll.

No meio do filme você vai pensar “queria que fosse meu/minha avô/avó”.

Imagine velhinhos entre 80 e 90 anos cantando Schizofrenia do Sonic Youth, Sedated dos Ramones, Fix You do Coldplay, Stayin Alive, I Feel Good, entre outros clássicos e não clássicos do rock.

Não vale a pena ficar lendo besteirinhas sobre o filme.

Vai logo assistir. O quanto antes.

Documentário, Reino Unido 2007, 108′, 35mm
Argumento: Stephen Walker
Fotografia: Edward Marritz
Som: Mark Mandler
Montagem: Chris King
Com: Bob Cilman, Christopher Haynes, Donald Jones, Eileen Hall, Elaine Fligman, Fred Knittle, Frederick Alexander Johnson, Helen Boston, Jean Florio, Jeanne Hatch, Jim Armenti, Joe Benoit, Len Fontaine, Louise Canady, Norma, Stan Goldman, William E. Arnold Jr.
Produtor: Hannah Beckerman, Jane Villiers, Sally George
Produção: Walker George Films

 

 

 

 


O primeiro post sobre música sem música

Quase todo mundo entre 20 e 30 anos sente uma ponta de nostalgia diante das palavras Kazaa e Emule.

Tá, talvez não nostalgia, já que os arquivos baixados geralmente vinham cheios de vírus. Mas era bom entrar no programa, colocar o nome da última música do (insira aqui o nome da banda pela qual você era fissurado na sua adolescência) e vê-la tocando no seu Windows Media Player uns 25 minutos depois. E esse tempo todo não era pra baixar o cd inteiro, mas uma música. Eu e minha internet discada passamos a adolescência assim, baixando músicas, uma a uma, no Kazaa e no Emule.

Vários anos depois, em uma conversa com um amigo uns oito anos mais velhos, ouvi um relato emocionado de como era maravilhosa a sensação de esperar por um cd novo daquela sua banda preferida, ir na Aki Disco (lembra?) com os amigos, comprar o danado do cd e correr pra casa pra ouvir todinho, da primeira à última música sem parar ou repetir.

Algum tempo depois, eu conheci meu namorado, que apesar da minha idade, me fez o mesmo relato e ainda me mostrou a coleção de cd que hoje, já quase não cabe no quarto.

Foi mais ou menos nessa época, que eu comecei a me educar a ouvir não mais músicas, mas sim, álbuns inteiros.

Mas só segunda-feira, eu experimentei a sensação que aquele meu amigo lá em cima descreveu. Domingo foi meu aniversário e eu queria me dar um presente. Nada muito caro, mas que fizesse aquele domingo estranho dos 23 anos melhorar. Resolvi ir na Livraria comprar o cd novo de Chico Buarque. Não tinha lido nenhuma crítica, nenhum preview no Youtube e sobre ele, eu só sabia o nome: Chico. E é claro, que ele trazia uma grande responsabilidade: fazer renascer a minha esperança de ver outro show de Chico Buarque, exatamente como foi naquele 19 de abril de 2007.

Na segunda de manhã ao sair de casa, coloquei o cd assim que o portão do meu prédio fechou. Sozinhos no carro, eu e Chico tivemos uma linda manhã, que nem o engarrafamento de volta às aulas conseguiu estragar. Ouvi da primeira à última música, às vezes cantando, outras vezes dançando sentada e outras, completamente abestalhada por ele continuar fazendo o que faz de melhor: deixar meu coração dançando de alegria.

Eu sei que esse post tá mela cueca demais para um blog comandado por seis meninos. E inclusive, nem sei se você que tá lendo gosta de Chico Buarque. Mas eu espero que você saiba que o ponto não é esse.

O ponto é que muita gente nunca experimentou a sensação maravilhosa de esperar um álbum, colocá-lo no drive e ouvi-lo do começo ao fim, descobrindo cada melodia e cantando errado a letra na segunda repetição.

Muita gente baixa o álbum joga direto no seu Itunes e escuta aleatoriamente, sem prestar atenção e sem se importar ao ser interrompido.

Não é a mesma coisa. Acreditem, não é.

Podem dizer que é frescura, mas a experiência seria indescritível, se eu não estivesse aqui, justamente tentando descrevê-la.

p.s.:

Toda vez que os meninos fazem um post sobre música, rola um vídeo no youtube no final, ou até o próprio arquivo pra você baixar. Dessa vez não vai ser assim. Não tem música, pra ver se você larga esse itunes e escuta um disco como ele deve ser escutado de verdade.



O Pior Amigo do Homem

Ryan decide se matar. Está escrevendo sua carta de despedida.
Faz um coquetel com remédios fornecidos pela sua irmã médica preocupada com seu estado emocional instável.
Como quase tudo que acontece na vida de Ryan, a tentativa de suicídio é um fracasso.
Nem conseguir dormir, ele consegue.
A moto do vizinho o atrapalha.
A nova vizinha o atrapalha. Precisa ir trabalhar e deixá-lo cuidando do cachorro. Wilfred.

E aí que tudo se transforma.
Wilfred aparece para Ryan, e só para Ryan, como um cara vestido de cachorro.
E que fuma maconha.
E bebe cerveja.
E que começa a mudar a vida e comportamento de Ryan.
Seria tudo isso fruto de uma alucinação causada pelos remédios?

Wilfred é uma fuga de Ryan para a realidade.
É Wilfred que domina Ryan. Não o contrário.

Além do fato surreal de um cara vestido de cachorro fumar maconha, beber cerveja e ser mulherengo,
Wilfred é um retrato de como uma pessoas tratam seus cachorros como se fossem pessoas.
Talvez a ideia tenha surgido aí. Eu mesmo conheço uma pessoa que trata a cachorra como se fosse uma criança.

Wilfred foi uma série de comédia australiana que teve sua estreia num remake para TV americana esse ano. A presença de Frodo Elijah Wood no papel de Ryan e do criador da série Jason Gann no papel do cachorro pode garantir uma daquelas parcerias que garantem boas risadas.

Wilfred é non-sense. É politicamente incorreto. E merece a indicação.
Confira uma apresentação da série.


Fup

Díficil falar sobre algo que você mal sabia que existia e quando fica sabendo da existência, encontra uma legião de fãs sobre o assunto.

O assunto é FUP. E não se trata de nenhuma faculdade do interior paulista ou de uma federação de algum esporte esquisito.

Fup é a obra-prima do escritor americano Jim Dodge.

Não. Obra-prima não está acidentalmente na frase anterior. Talvez a primeira impressão que se tenha ao pegar o livro não seja que se trata de algo tão grandioso. Porque não é. O livro é fino, a capa da edição em português é triste de feia e a história é simples. Sim, bem simples. Mas talvez isso que faça o livro ser tão genial.

Fup é uma pata. Gorda. E que não sabe voar. E entra na história, por acaso. Talvez só para pontuar a relação de Vovô e Miúdo. Avô que cria o neto de uma forma não convencional e que, com mais de 90 anos, garante ter atingido a imortalidade através do uísque caseiro produzido seguindo a receita dada para ele por um velho índio.

No início, o ritmo da história, a forma fantástica que os eventos vão acontecendo me lembraram um pouco Peixe Grande. Mas não tem muito mais a ver. Peixe Grande trata-se de uma odisseia fantástica e da conflituosa relação de pai e filho, fantasia e realidade. A relação de avô e neto em Fup talvez se assemelhe um pouco visto que o neto foi criado pelo avô, mas passa longe do conflito que se encontra em Peixe Grande.

É um livro de leitura fácil e que vale o investimento e o tempo (curto) gasto pra lê-lo.

O livro criou uma legião de fãs pelo mundo porque tem um estilo próprio e que foi replicado e tornou-se padrão no jeito de se contar história na literatura atual. Não foi o único livro do autor. Mas foi o único que atingiu esse status. O que me faz lembrar de Pedro Páramo (aí sim o livro único de Juan Rulfo) e de Ana-não (de Agustín Gómez-Arcos) que são livros que tem o que mais se encontra na fantasia de Fup. Humanidade.


The Just City | Trip

As mudanças nas cidades ao longo do tempo, a forma como pensar em seus meios de transporte, nas oportunidades que elas teoricamente oferecem e o futuro. O vídeo abaixo mostra um pouco isso.

The Just City from The Lifelong Friendship Society on Vimeo.

 

E esse vídeo me lembrou uma bela entrevista nas Páginas Negras da TRIP deste mês com o ex-Talking Heads, David Byner que há alguns anos é ativista, digamos, das bicicletas. Ele levantou essa bandeira de duas rodas e está pedalando esta ideia pelo mundo através de palestras em congressos e fóruns sobre urbanização e também com seu livro que foi muito bem indicado pela Trip, o Diários de Bicicleta.

O título do livro é uma sátira ou, como ele mesmo diz na entrevista, uma brincadeira com o livro de CHE, Diários de Motocicleta.  E se a TRIP indica, meu caro, eu indico junto. Sim, sim “maria vai com as outras”.

Se você não comprou a Trip deste mês, COMPRE. Se você ainda não anda de bicicleta, ANDE, e se você ainda não acha que a magrela é importante na revolução urbana que vivemos, MORRA.

A entrevista completa está aqui.