Dez anos do disco da década
Ontem, dia 30 de junho, fez exatos 10 anos do lançamento de um dos mais importantes discos da cultura pop dos últimos tempos. O Is this it. Eu lembro o que eu senti, quando ouvi Last Nite pela primeira vez. Era um misto de novidade com “já ouvi isso antes”. É isso que o Strokes mostrava ao mundo. Que era possível fazer música de um jeito simples, clássico e soar moderno, mesmo escancarando muitas referências clássicas. O Is This it lançou o Strokes para o mundo e junto, inspiração para um sem número de bandas que seguiram o exemplo dos nova-iorquinos. Uma verdadeira avalanche que, se a gente fosse citar, provavelmente ocuparia boa parte das linhas desse texto. Os Is This It é cool. É bacana mesmo. Pra mim é, até hoje, o tiro no alvo que o Strokes deu. Não que isso faça dos outros discos decepções, mas acho que o Is This It é a obra prima da banda. E a fórmula é fácil: simplicidade. Eles voltaram ao bom e velho formato que consagrou tanta coisa boa no rock and roll: baixo, bateria e guitarra. Simples assim sem grandes efeitos ou distorções destacadas. Tudo isso em um panorama desfavorável. A música eletrônica crescia cada vez mais e estava, inclusive, sendo incorporada ao trabalho de bandas tradicionalmente rock and roll. O Led Zeppelin, o Kinks, o The Who e tantas outras bandas clássicas pareciam uma lembrança distante. Inovar era misturar cada vez mais estilos e colocar cada vez mais efeitos. Aliado a sonoridade, claro, eles também souberam trabalhar muito bem a imagem. Adotaram um visual moderno, mas com simplicidade. Roupas pretas, All star e cabelos bagunçados. O Is This It mostrou, de cara, a personalidade da banda: um rock descompromissado, bacana e com tudo o que a gente já conhecia, mas andava esquecido. Parabéns para o aniversariante. Pelo aniversário e por ter resgatado o bom e velho rock and roll.
Fup
Díficil falar sobre algo que você mal sabia que existia e quando fica sabendo da existência, encontra uma legião de fãs sobre o assunto.
O assunto é FUP. E não se trata de nenhuma faculdade do interior paulista ou de uma federação de algum esporte esquisito.
Fup é a obra-prima do escritor americano Jim Dodge.
Não. Obra-prima não está acidentalmente na frase anterior. Talvez a primeira impressão que se tenha ao pegar o livro não seja que se trata de algo tão grandioso. Porque não é. O livro é fino, a capa da edição em português é triste de feia e a história é simples. Sim, bem simples. Mas talvez isso que faça o livro ser tão genial.
Fup é uma pata. Gorda. E que não sabe voar. E entra na história, por acaso. Talvez só para pontuar a relação de Vovô e Miúdo. Avô que cria o neto de uma forma não convencional e que, com mais de 90 anos, garante ter atingido a imortalidade através do uísque caseiro produzido seguindo a receita dada para ele por um velho índio.
No início, o ritmo da história, a forma fantástica que os eventos vão acontecendo me lembraram um pouco Peixe Grande. Mas não tem muito mais a ver. Peixe Grande trata-se de uma odisseia fantástica e da conflituosa relação de pai e filho, fantasia e realidade. A relação de avô e neto em Fup talvez se assemelhe um pouco visto que o neto foi criado pelo avô, mas passa longe do conflito que se encontra em Peixe Grande.
É um livro de leitura fácil e que vale o investimento e o tempo (curto) gasto pra lê-lo.
O livro criou uma legião de fãs pelo mundo porque tem um estilo próprio e que foi replicado e tornou-se padrão no jeito de se contar história na literatura atual. Não foi o único livro do autor. Mas foi o único que atingiu esse status. O que me faz lembrar de Pedro Páramo (aí sim o livro único de Juan Rulfo) e de Ana-não (de Agustín Gómez-Arcos) que são livros que tem o que mais se encontra na fantasia de Fup. Humanidade.
The Just City | Trip
As mudanças nas cidades ao longo do tempo, a forma como pensar em seus meios de transporte, nas oportunidades que elas teoricamente oferecem e o futuro. O vídeo abaixo mostra um pouco isso.
The Just City from The Lifelong Friendship Society on Vimeo.
E esse vídeo me lembrou uma bela entrevista nas Páginas Negras da TRIP deste mês com o ex-Talking Heads, David Byner que há alguns anos é ativista, digamos, das bicicletas. Ele levantou essa bandeira de duas rodas e está pedalando esta ideia pelo mundo através de palestras em congressos e fóruns sobre urbanização e também com seu livro que foi muito bem indicado pela Trip, o Diários de Bicicleta.
O título do livro é uma sátira ou, como ele mesmo diz na entrevista, uma brincadeira com o livro de CHE, Diários de Motocicleta. E se a TRIP indica, meu caro, eu indico junto. Sim, sim “maria vai com as outras”.
Se você não comprou a Trip deste mês, COMPRE. Se você ainda não anda de bicicleta, ANDE, e se você ainda não acha que a magrela é importante na revolução urbana que vivemos, MORRA.
A entrevista completa está aqui.
Sexy Fingers | Aids
Juro que este post não é sobre putaria. Bem, na verdade é, mas no bom sentido da coisa.
Encontrei no youtube essa campanha sobre Aids e achei a trilha e a direção de arte impecáveis.
Uma das regras do Cultbox é não falar de comercial/publicidade/propaganda/promo, mas este filme está aqui pela animação, trilha, por ser uma referência legal e, PRINCIPALMENTE, ter uma mensagem que deve seguir adiante. Deve ser passada e repassada.
Aproveitem.
KASABIAN – SWITCHBLADE SMILES
A banda provavelmente vocês conhecem, mas acho que esse clipe ainda não.
O Kasabian acabou de lançar o seu novo clipe, SWITCHBLADE SMILES, que faz parte do novo álbum, Velociraptor!.
Mais pesada do que os caras geralmente tem feito, o clipe conta com um cenário minimalista e abusa do contraste total de fundo branco e roupas instrumentos pretos. Não tem muito o que comentar. O resultado ficou ótimo.
A direção é do artista plástico/designer Aitor Throup. Aqui vocês podem conferir um pouco mais do trabalho do diretor.
BattleField 3
Se você é fã FPS (First-Person Shooter) já deve ter jogado Battlefield. Se não jogou, deve ter ouvido falar. Se não ouviu, você não é um fã de games FPS, mas esse post ainda pode lhe interessar.
Battlefield, da DICE/EA, surgiu quando CS ainda rolava nas lanhouses da cidade, mas ganhou espaço apenas quando a internet banda-larga se popularizou. Diferente de Counter-Strike, a série foca em ambientes gigantescos, onde verdadeiras guerras acontecem. E para haver guerra é preciso gente, muita gente.
A franquia se consagrou pelo seu massivo modo multiplayer (32 vs. 32) onde os jogadores tinham à sua disposição um imenso arsenal e diversos veículos de combate. O game ainda contava com um sistema avançado de evolução de personagem, hoje copiado por seus principais concorrentes. Não é a toa que Battlefield 2, lançado em 2005, ainda possui seus servidores lotados 6 anos após seu lançamento. Sim, no mundo dos games isso é um feito.
O jogo se baseia no modo Conquest, onde ganha o time que conquistar o maior número de territórios. Cada time é dividido em até 6 esquadrões comandados por um Líder. Comunicação e estratégia são pontos chaves para assegurar a vitória.
BattleField 3 será lançado no dia 25.10.11 e promete ser um páreo duro para o modesto Call of Duty: Modern Warfare 3. Movido pelo novíssimo Engine FROST BITE 2 (vídeo logo abaixo no post), o game apresenta um realismo nunca visto antes. A Evolução gráfica vai dos movimentos realistas dos personagens à destruição completa dos cenários. O modo Multiplayer comportará até 64 players na versão PC e 32 player nas versões para consoles. Para aqueles que possuem conta no Steam, o jogo deverá estar disponível para pré-download uma semana antes do lançamento.
Deixo o trailer do gameplay e do novíssimo engine FROST BITE 2 abaixo.
ASSISTAM EM HD!
Gameplay
Frost Bite 2
Trilha Sk8 – Viva 1999
Depois de muitos pedidos e elogios no twitter sobre o post Sk8 – Viva 1999, e principalmente sobre a trilha, resolvi “postá-la” aqui.
Muito obrigado a todos pelos comentários positivos.
Segue abaixo a trilha do curta.
São duas bandas:
A primeira música é:
A segunda, que eu achei mais FODA é:
É isso.
Sk8 – Viva 1999
Quem me conhece sabe que eu adoro skate.
Você já andou de skate?
Se sim, você já pensou em fazer algo parecido.
Vídeo com uma trilha excelente que passa esse espírito, livre, sem regra e sem responsabilidade tão bom que o sk8 tem, e diferente do surf, um pouco mais “maloqueiro e sujo”.
Viva 1999. Esse post vai em homenagem aos meus 14 anos de idade.
Frozen Wave from Juan Rayos on Vimeo.
Tooth Fairy Affair
Uma animação bem simples.
E se você já leu algum post meu, sabe que tem uma regra.
Quanto mais simples melhor.
E esse é o caso dessa animação.
Aponte #3
O projeto vocês já conhecem.
Essa semana teremos as bandas:
King Size:
http://www.myspace.com/
Quarto Astral:
http://www.myspace.com/
Dotes:
Filmes ilustrados por Justin Reed
Adorei as ilustrações de Justin Reed. Vou postar aqui apenas as ilustrações que ele fez de vários filmes.
No site dele você pode conferir mais.
Vai assitir Transformers?
Acho que você que vai assistir Transformers esse fim de semana vai gostar disso.
Mais do que gostar de filmes de ação, fico impressionado com o grau de profissionalismo de caras que participam da construção do filme e nem sempre sabemos muito bem como tudo é feito.
Cá entre nós? Assistir Transformers num laptop tira 99,9% da graça do filme. Porque o que sobra é a história. E aí…
Vá ao cinema e fique embasbacado com o trabalho desses caras aí.
A nota mais triste de um blues
Por Izabela Hinrichsen
Blue Valentine ainda não tem estreia prevista no Brasil. No dia que tiver e chegar, o título em português de péssimo gosto – Namorados para sempre – vai levar uma multidão de casais apaixonados ao cinema. Hollywood sempre investe absurdos dólares em filmes de enredo romântico, e quando o filme não tem açúcar suficiente no título (nem no roteiro), descolam um por aqui. E o porquê disso além de outras coisas, está no fato evidente de que as salas de cinema são verdadeiros viveiros de namorados. Elas constroem casais. Aqueles que vão timidamente pela primeira vez juntos, mãos nervosas, suadas, o risco da aproximação, o momento certo, o beijo com trilha sonora, a saída de mãos dadas. E assim, a partir deste momento, ir ao cinema passa a ser ato ritualístico de qualquer relacionamento: pelo menos uma noite de cada fim de semana está reservada para ele. O cinema é certeiro: barato, prático e oferece entretenimento para os dois. Hollywood sabe que comédia romântica é batata. Sabe que se tem “amor” no título, o filme atrai a namorada, que solta um suspiro pelo ator estampado no cartaz e logo chama o namorado para assistir. Mas o filme também é comédia, lembra? Então os homens não torcem tanto o nariz, engolem as frases melosas e os beijos apaixonados em troca de algumas piadas bem encaixadas.
No entanto, pobres os desavisados que irão ao cinema assistir Namorados para…digo, Blue Valentine. O título mela-cueca é bem traiçoeiro, na verdade. Recomendo uma rápida lida na sinopse do filme para eliminar qualquer dúvida de que não estamos falando de um filme de final feliz. Pelo menos não daquele final feliz que estamos acostumados a assistir na sessão da tarde. Alias, o ponto é justamente esse. É que foi através delas que a nossa geração cresceu. Assistindo a filmes de comédia romântica. E eles bombardearam de finais felizes nossa imaginação. Nós, mulheres, aguardamos tanto uma declaração de amor ao som de “I love you baby” cantada da arquibancada do ginásio do colégio, como em 10 coisas que eu odeio em você. Acreditamos que o nosso pezinho levantaria e que sinos tocariam no primeiro beijo. E que o amor, na verdade, são borboletas saltitantes que habitam nosso estômago. E que cartas de amor anônimas viriam. E que velhos amores se reencontram. E o pior de tudo: que para sermos felizes nessa vida, precisamos encontrar nosso par. Ainda fazem o favor de singularizar. Chamam de “a” alma gêmea, “a” tampa da panela. Esquecem que o tempo afeta a tampa e afeta a panela, altera sua composição química de tal forma que faz dela uma nova panela e dele uma nova tampa que já não são mais feitos um pro outro. É assim com as pessoas, obviamente. Se os anos passam e nós mudamos, é perfeitamente normal que aconteça de algumas pessoas, pouco a pouco, não se encontrarem mais naquele que pensaram ser o homem ou mulher ideal. Mas a pressão de dar o tiro certeiro é muito grande. Filmes românticos sempre constroem encontros fantásticos entre os seus personagens: das trocas de olhares discretos na biblioteca até um acidente envolvendo o piano do vizinho que vai parar coincidentemente no hospital em que você dá plantão. Nos filmes, mesmo que o primeiro tiro saia pela culatra e o relacionamento se mostre desastroso, até os seus minutos finais alguém vai aparecer e deixar aquele gostinho de novo amor no ar para fazer todos saírem do cinema suspirando de esperança.
É por isso que tão importante quanto acreditar no amor é aceitar a possível existência da sua efemeridade. Assistir a filmes de amor pessimista, de desencontros e rupturas. Filmes em que os personagens precisam construir outros pilares na vida e recomeçar sem necessariamente partir da estaca zero de um novo amor. Filmes como Blue Valentine parece ser. “Parece” apenas, porque não vi ainda. Mas li sua sinopse e vou ao cinema assistir não pela apelação romântica do título em português, mas pelo “blue” do original. O blue que não é azul. O blue que é triste. Que deve ser derivado do blues, da nota mais triste de um blues.
Fight Club #1
Aqui a primeira regra é: entrou, leu, tem que brigar.
Essa é a nova coluna do Cultbox e quem vai escrever é Henrique Lamenha. Ele é redator e prefere não revelar mais detalhes para evitar ataques extremistas.
Talvez você não me conheça, e não tenha nenhuma vontade de conhecer depois do que eu vou falar. Mas eu vou falar mesmo assim. É o seguinte: vou mostrar uma banda ruim. Isso mesmo, uma banda que eu acho que seja uma porcaria.
Mas não é assim tão fácil como você pensa. Não vou chegar aqui e falar de Parangolé. Seria muito simples. Vou falar de algo que você provavelmente tem no seu iPod. E descer o cacete. Logo eu, que sou da turma do “deixa disso”, que sempre digo “sim, pode ser uma Pepsi” e evito ao máximo qualquer tipo de confusão.
Mas com música, o buraco é mais embaixo, meu amigo. E o buraco da vez é Black Eyed Peas.
Que coisa irritante e repetitiva. Sinceramente, não dá. Não entendo como alguém pode gostar de ouvir a mesma música em todo lugar. Pode prestar atenção, qualquer vídeo motivacional que você assistiu nos últimos 2 anos, a trilha é “I’ve got a feeling”. Não dá pra mim não. Se tocar no rádio, eu desligo. Se tocar no restaurante, peço a conta.
Pra mim, Black Eyed Peas é o axé internacional. Isso mesmo. Letras repetitivas e ritmo irritante. Fergie, seria a Carla Perez. Will.I.Am (que pra mim é o Vagner Love disfarçado), faz o papel do compadre Washington. Só falta dizer “Look at the kibe!”. E tem também aqueles dançarinos pelo palco, com a coreografia do Faustão. Talvez bêbado eu goste um pouco (eu disse UM POUCO).
E ainda tem aquele índio lá (?). Chiclete com Banana já teve essa ideia faz muito tempo.
A única coisa boa, é a Fergie. Quer dizer, tem também a produção dos clipes, sempre impecável. Assista ao mais novo, e me diga se eu tô errado (embora eu recomende que você assista sem som).
High Dynamic Range ou HDR
Muita gente já viu e já sabe o que é High Dynamic Range , ou melhor, HDR. São imagens que contém uma riqueza de detalhe e profundidade impressionantes.
Achei um tutorial aqui de como fazer as fotos na máquina e juntar tudo no PC para chegar nesse efeito tão rico. Parece complicado, mas não é.
O que o efeito HDR faz é transformar uma foto que é de 8-bits em 16-bits, só isso. Simples? Nem tanto. Na prática você vai fotografar uma paisagem ou objeto com várias exposições diferentes. Quanto maior for a diferença de exposição da mais exposta para a menos exposta, melhor fica o resultado.
Alguns exemplos FODÁSTICOS que eu encontrei no “pai dos burros” o Google:
Agora algumas fotos que eu fiz, só para testar:
Não Leia
A cena é clássica.
A mãe diz para o filho “Menino, não pegue nessa panela que está quente.”
Na sequência está o menino com ataduras nas mãos por ter pego na panela de brigadeiro extremamente quente.
Não adianta dizer pra não fazer. As pessoas vão lá e fazem. Simples assim.
Não fume.
Não estacione.
Não ande pelo acostamento.
Não tome seu Santo Nome em vão.
Não leia.
A gente vem sempre aqui indicar um filme fodástico que vimos. Um artista impressionante que descobrimos. E acabamos não olhando para quem está perto. Nesse caso, do meu lado. Meu dupla aqui na agência. E participante desse blog. Igor Moura.
Você já leu o Não Leia?
Pois é. Nesse caso, você estará cometendo um pecado se obedecer a ordem.
Mas o Cultbox é seu brother e vai dar essa forcinha.
O Não Leia é coluna fixa agora do blog.
Como Igor não escreve por encomenda, a gente não vai poder cobrar atualizações.
Mas como a gente não obedeceu a primeira ordem de não ler, a gente vai cobrar.
E, dessa vez, leia.
A arte de Michael Shapcott
Esse é um daqueles posts que eu prefiro falar pouco para vocês curtirem mais.
Saquem só a arte do americano Michael Shapcott…
São basicamente retratos pintados com tintas óleo e acrílica e grafite.
Mas que a beleza do traço e das cores fogem de qualquer simplicidade.
É doidera.
Acabei de ver no Panfle.to essa animação e achei muito legal. Bom ver animações em 2D com qualidade. O roteiro dela é uma DOIDERA.
A música eu nem gosto. Não faz meu estilo, mas animação é muito legal.
Achei também o Making Of e vale a pena conferir. Tem vários rough das cenas.
Vurto
“(s.m.) do popular vurtar-se, ato ou capacidade de aparecer e desaparecer rapidamente. “
É assim que está escrito a apresentação lá no site de Marcelo Pedroso e Felipe Peres Calheiros.
Segundo Marcelo, a proposta do site é uma primeira incursão deles no que seriam vídeos pensados para a internet. A tendência é que esses vídeos flertem com o documentário, a instalação, a vídeo-arte, performance… mas sempre tendo em vista o escoamento via web.
Juro que fiquei de cara quando vi o filme Engravatados hoje. Não fiquei surpreso pela qualidade, conheço o trabalho de Marcelo de outros filmes produzidos pela Símio Filmes, entre eles o KFZ-1348. Mas me surpreendi pela ideia simples e bem executada de movimentar a população e gerar, assim, um protesto e um filme muito inteligentes.
Falando sobre Engravatados, Marcelo diz que, de forma geral, os filmes nascem a partir de inquietações pessoais, buscando um olhar político sobre o mundo. O primeiro vídeo nasceu a partir de uma matéria de jornal que relatava a ação da OAB contra a verba indenizatória. Foram pra rua e deu nisso.
Ele disse que já tem outros quatro vídeos prontos e uns tantos roteiros pra ir filmando. A ideia é que o site seja atualizado periodicamente (mas nao sabem ainda a regularidade).
Bem, para quem ainda não viu…
Engravatados from Marcelo Pedroso on Vimeo.
Hobo with a shotgun
Há atores que deviam se dedicar ao exploitation – ou seja, a produções de baixo orçamento que não se levam a sério. Porque, à medida que envelhecem, suas poses e falas vão perdendo o efeito de canastrice que outrora produziam nas massas. Os exemplos estão aí.
Nicolas Cage retomou sua carreira com dignidade depois de ser dirigido por Herzog no remake de Bad Lieutenant. Coroou com espinhos cristãos sua ressurreição cinematográfica em Fúria Sobre Rodas, um filme B com requintes de cafajestagem. Agora, mais um tio iconoclástico resolveu que era hora de encarar os exploitations de frente, em grande estilo: ninguém menos que o replicante caroneiro dos infernos, Rutger Hauer. É ele quem promove uma carnificina catártica em Hobo With a Shotgun.
Visualizem, por um minuto, o título do filme transposto para a tela grande: o bom, velho e já rechonchudo Hauer é um “vagabundo” de “rifle” em punho. Ele caça com afinco um inescrupuloso mafioso que mantém a população sob controle utilizando ameaças e violência extrema.
São litros e mais litros de sangue na tela. Tripas e mais tripas dependuradas de corpos mutilados. E uma gritaria interminável! Tudo isso com efeitos toscos, diálogos sem pé nem cabeça, inserções cômicas gratuitas e atuações bastante duvidosas. Há, inclusive, um discurso do personagem de Hauer que lembra a célebre lição de moral que seu replicante dá no caçador de andróides. Ou seja, é diversão garantida!
Curioso mesmo é saber que o sujeito responsável pela filmagem é Karin Hussaim, a mente pérfida e doentia que assina um dos filmes mais chocantes de todos os tempos, Subconscious Cruelty.
Infelizmente, sabe-se lá quando Hobo With a Shotgun vai ganhar algum pedaço do circuito. Graças aos deuses do bom cinema, existem torrents disponíveis, com legendas em português já disponibilizadas.
Fico só imaginando o Antônio Fagundes ou o Tarcísio Meira num exploitation… Seria muito mais digno.
ETs invadem Recife e destroem a barragem de Tapacurá
Boatos sobre o fim do mundo sempre deram o que falar.
E vão continuar dando. Além de espanto e pânico, causam interesse e geram cultura.
Sempre.
O livro do Apocalipse é uma prova disso. Sem tratados de fé e teológicos, esse livro só gera mais interesse no grande público do que, sei lá, o livro de Jó pelo tema fatalista dele.
Hoje o Recife sofreu (novamente) com a boataria exarcebada e, talvez, pela primeira vez, alardeada aos quatro ventos pelo passarinho do twitter.
E nem precisou de perfil fake de Orson Welles pra construir um boato tão bem difundido.
Tapacurá rachou. Lascou. Corram todos pra casa.
Canais cheios + Maré alta + Possibilidade de chuva + Boato de Tapacurá = Caos no trânsito recifense.
E pensar que o fim (?) de vários seria dentro de um carro no consgestionamento da cidade.
Mas voltando a Orson Welles e pra justificar o título do post…
Em outubro de 1938, ele propôs à rádio Columbia Broadcasting System uma transmissão diferente: uma adaptação de A guerra dos mundos. A obra é um dos livros de ficção científica mais famosos do escritor H.G. Wells. Na época de sua publicação, foi considerado perigoso, pois poderia até causar fobias nos leitores.
Depois das previsões meteorológicas, a rádio começou a tocar música. Houve uma interrupção brusca e o locutor disse: “A C.B.S. interrompe seu programa para anunciar aos ouvintes que um meteoro de grandes dimensões caiu em Grovers Hill, no Estado de Nova Jersey, a algumas milhas de Nova York”. A música voltou e novamente foi interrompida para a entrevista com um professor de meteorologia sobre a origem dos meteoros. Em seguida entrou no ar um repórter falando sobre o meteoro e os muitos curiosos ao redor. Então, o enviado especial começou a descrever o meteoro se abrindo e dele saindo seres gigantescos com tentáculos. De repente, ele foi morto por raio disparado pelos seres extraterrestres.
Ruídos na rádio foram seguidas de uma locução sobre os invasores do planeta Marte em batalha com a polícia e que o conflito estava atingindo outras áreas além de Grovers Hill. O locutor anunciou a morte de pessoas.
Enquanto isso, em Nova York e em outras regiões próximas, quartéis dos bombeiros, postos policiais, hospitais, redações de jornais foram invadidos por multidões. Eram as pessoas alarmadas. Naquela época, a Europa tinha sinais de guerra e os americanos temiam uma invasão. O rádio exercia grande influência na população e as pessoas realmente acreditaram na transmissão da invasão dos marcianos.
Na cidade mais próxima ao local da batalha, Newmark, 50 mil pessoas fugiram de suas casas em busca de abrigos naturais. Em várias outras cidades, pessoas se jogaram de janelas, se suicidaram, saíram histéricas nas ruas. A população estava verdadeiramente apavorada com os visitantes hostis.
Ainda parte da simulação, foi ao ar uma declaração do secretario de Estado do Interior dizendo que as pessoas deveriam sacrificar a própria vida para que fizessem prevalecer a vida humana na Terra. E o locutor anunciou que os monstros estavam próximos a Nova York.
Logo chegaram à CBS as primeiras notícias de que a população estava histérica. Mas, o diretor da estação resolveu não anunciar que tudo não passa de um transmissão fictícia e decidiu continuar. Foi narrado, então, o início da invasão a Nova York. Um gás mortífero estava no ar e atingiu até mesmo os prédios mais altos. O locutor foi vítima da arma assassina e caiu morto. Logo a transmissão chegou ao fim. Depois de poucos segundos, o locutor disse: “Vocês acabaram de ouvir a primeira parte de uma transmissão de Orson Welles, que radiofonizou A guerra dos mundos, do famoso escritor inglês H. G. Wells”.
Durante todo esse tempo, Orson Welles esteve na Flórida, bebendo uísque e ouvindo a transmissão com amigos, sem imaginar que a brincadeira levara muitas pessoas ao desespero total.
Lógico que depois teve adaptações do livro para cinema que nem de perto tiveram impacto desse programa de rádio.
Mas não se preocupem…
Se um dia ETs invadirem a cidade e destruirem a barragem de Tapacurá fazendo sumir o Recife, Veneza, Nova Iorque e mais uma cidade à sua escolha, não se preocupe, você vai acompanhar tudo pelo Twitter.
May the Fourth be with you!
Sim!
Hoje é o tão esperado StarWarsDay!
A comemoração surgiu de uma corruptela de uma das mais famosas frases do filme – ‘may the force be with you’ acabou virando ‘may the fourth’.
Como todo geek/nerd estava esperando por esse dia, a LucasFilm promete uma surpresa para todos os fãs da saga.
Uma das surpresas está aqui: Lego Star Wars III
Outra foi o lançamento em Blu-Ray da Saga Star Wars.
E também a nova temporada do Clone Star Wars.
É realmente impressionante como Star Wars faz parte da nossa cultura geral.
Mesmo se você não conhecer a história a fundo, tem ícones que são símbolos inegáveis da nossa cultura pop atual.
Fazem parte desde comerciais.
Até apresentações de músicos internacionais.
E até Funk carioca.
Por isso, geek/nerd assumido, comemore.
O #StarWarsDay é o seu dia.
This is not porn
Marlon Brando e Charlie Chaplin no intervalo das gravações de A Condessa do Hong Kong.
Esse é pra você que é nostálgico. Pra você que ama cinema, música e fotografia – ainda mais aquelas com um quê de voyeur. Pra você que adora quando seus ídolos são o objeto da fotografia. E não, isso não tem nada a ver com pornô.
Peter Mayhew e Mark Hamill no set de O Império Contra-Ataca, e The Beatles.
David Bowie, Iggy Pop e Lou Reed.
Kurt Russell eJohn Carpenter no set de Os Aventureiros do Bairro Proibido.
Martin Scorsese e Robert De Niro nas gravações de Taxi Driver.
Clint Eastwood e Jane Fonda
Sophia Loren e Jayne Mansfield.
William Shatner and Leonard Nimoy.
Eric Clapton e Dick-Simms. Adam West pagando mico.
Mais no This Is Not Porn
Fotos de Hogwarts?
Fiquei impressionado com essas fotos da fotógrafa americana Jamie Beck.
São mais do que simples GIFs animados. A sutileza dos movimentos, a qualidade das cores me fez lembrar aqueles retratos de Hogwarts (Sim, a referência do título desse post vem de Harry Potter, se você acha babaca, leia isso aqui antes).
Jamie mora em NY e registra coisas que fazem parte do seu dia a dia.
Confira mais no tumblr dela.
Ah! E obrigado, @lizavanylla pelo link. =)




















































































