Cultbox

Comportamento

The Just City | Trip

As mudanças nas cidades ao longo do tempo, a forma como pensar em seus meios de transporte, nas oportunidades que elas teoricamente oferecem e o futuro. O vídeo abaixo mostra um pouco isso.

The Just City from The Lifelong Friendship Society on Vimeo.

 

E esse vídeo me lembrou uma bela entrevista nas Páginas Negras da TRIP deste mês com o ex-Talking Heads, David Byner que há alguns anos é ativista, digamos, das bicicletas. Ele levantou essa bandeira de duas rodas e está pedalando esta ideia pelo mundo através de palestras em congressos e fóruns sobre urbanização e também com seu livro que foi muito bem indicado pela Trip, o Diários de Bicicleta.

O título do livro é uma sátira ou, como ele mesmo diz na entrevista, uma brincadeira com o livro de CHE, Diários de Motocicleta.  E se a TRIP indica, meu caro, eu indico junto. Sim, sim “maria vai com as outras”.

Se você não comprou a Trip deste mês, COMPRE. Se você ainda não anda de bicicleta, ANDE, e se você ainda não acha que a magrela é importante na revolução urbana que vivemos, MORRA.

A entrevista completa está aqui.

 


Usina de Babel.

Tá. Sei que o @cultbox não é um blog filiado ao Greepace, nem a OEA e muito menos a FUNAI. Mas sempre me perguntei. Por que o mundo todo tá tão preocupado com a Usina de Belo Monte e a maioria dos brasileiros nem sabem direito do que se trata?

Via tuitada de @crisdias (feita agorinha, agorinha) vi uma HQ, feita por @arnaldobranco e Claudio Mor. Bem legal e rápida sobre a Usina.

Informem-se.

 


Ryan Adams. Com R.

Eu tenho certeza que você gostaria de conhecer o cara que é casado com Mandy Moore.

E eu também tenho certeza que você gostaria de conhecer o cara que tem um nome parecido com o de outro cara que é totalmente o oposto dele. Ok, grandes merdas. Isso é uma besteira.

Mas espera aí. Vai dizer que você não ia curtir conversar com um cara que falou tudo que tinha vontade pra mulher depois do término de um relacionamento frustrado? Eu queria muito conhecer um cara desses.

E não para por aí: eu aposto um milhão de dinheiros que você não conhece ninguém que mora em Jacksonville. Conhece?

Tu chamaria de gênio o cara que tem uma webradio com várias faixas de estilos e artistas variados, que na verdade, não passa dele mesmo e seus pseudônimos.

Pronto. Agora você descobriu que eu tava enrolando pra fazer mais um post de música na mesma semana. Mas acredite, vai valer à pena.

Ele começou com uma banda chamada Whiskeytown, tocando punk, mas “felizmente” a banda acabou por incapacidade dos integrantes. Incapacidade de terminar um show por causa do nível de alcool e drogas que os caras usavam. (ponto pra @sourmattos e sua teoria sobre rockstars).

Se é que pode ser dito assim, graças à esse surto, seguido de um baita pé na bunda, ele compôs o Heartbreaker, primeiro disco dele. Você já deve ter ouvido esse música no filme Elizabethtown e na hora pensou “ooooown”. Agora presta atenção na letra:

E essa outra é do disco Gold.


#FunFunFun

It’s Friday, Friday
Gotta get down on Friday
Everybody’s lookin’ forward to the weekend
Let’s share some fun, fun, fun (Yeah!)

1. Se alguém souber o nome dessa nova modinha, por favor, nos conte

2. Pearl Jam’s version for  “I’ve Got a Feeling” from the early 90′s

3. tUnE-yArDs – ‘Bizness’

4. Bernhoft – Cmon Talk

And if you want some fun
take Obladi blada

5. Cover Tune Grab Bag performs “Ob-La-Di, Ob-La-Da”


Sabe quem é Luli Radfahrer? É bom saber.

Faz tempo que não posto nada por aqui e esse tempo sem postar foi gerando uma pressão na minha cabeça.

- Meu Deus, preciso postar algo relevante! Preciso postar algo que eu ache realmente bom pra cacetas! Preciso postar algo que tenha feito uma deferença pra mim! (que igor não veja essas exclamações aqui).

Com toda essa pressão na cuca, encontrei uma palestra de Luli Radfahrer (não conhecia o cara e até agora não sei pronunciar o sobrenome dele) que é muito foda.

Aqui vai a ficha do rapaz: é Ph.D. em comunicação digital pela ECA-USP, de onde também é professor há mais de dez anos. Além disso, foi fundador de uma das primeiras agências digitais do pais, a Hipermídia, que foi adquirida pela Oglivy. Depois saiu em 96 para fundar seu estúdio, onde atendeu AlmapBBDO, MTV, FIAT, Leo Burnett, VISA, Volkswagen e Camargo Corrêa. (Isso tudo até 99) Para não me alongar demais, vale saber também que ele é colunista da revista Webdesign, é autor dos livros “Design/web/design” e “Design/web/design:2”, considerados referência para a área, e “A Arte da Guerra Para Quem Mexeu No Queijo Do Pai Rico”.

Corte seco na rasgação de ceda.

A palestra abaixo é sobre a tão falada “Geração Y”. Antes que você feche esse blog porque já ouviu falar mil vezes sobre o tema no Jornal da Globo, espere! A forma abordada por Luli (se liga na intimidade) é bem legal e como ele constrói todo o histórico e contexto do surgimento da “Geração Y” sem informar somente os hábitos de consumo e de comportamento. Não acredite em mim. Veja com seus próprios olhos.

Fiquem aí com Luli Radfahrer. (escrever esse sobrenome é bem mais fácil que falar).

Para quem estiver afim de acompanhar um pouco mais tá aí o site dele. http://www.luli.com.br/

Vi isso aqui: http://www.viuisso.com.br


Eu Quero Meu Sertão de Volta!

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“Da dança da garrafa de Carla Perez até os dias de hoje formou-se uma geração que se acostumou com o lixo musical.”

Nos últimos dez anos tenho viajado freqüentemente pelo sertão de Pernambuco, e assistido, não sem revolta, a um processo cruel de desconstrução da cultura sertaneja com a conivência da maioria das prefeituras e rádios do interior. Em todos os espaços de convivência, praças, bares, e na quase maioria dos shows, o que se escuta é música de péssima qualidade que, não raro, desqualifica e coisifica a mulher e embrutece o homem.

O que adianta as campanhas bem intencionadas do governo federal contra o alcoolismo e a prostituição infantil, quando a população canta “beber, cair e levantar”, ou “dinheiro na mão e calcinha no chão”? O que adianta o governo estadual criar novas delegacias da mulher se elas próprias também cantam e rebolam ao som de letras que incitam à violência sexual? O que dizer de homens que se divertem cantando “vou soltar uma bomba no cabaré e vai ser pedaço de puta pra todo lado” ? Será que são esses trogloditas que chegam em casa, depois de beber, cair e levantar, e surram suas mulheres e abusam de suas filhas e enteadas? Por onde andam as mulheres que fizeram o movimento feminista, tão atuante nos anos 70 e 80, que não reagem contra essa onda musical grosseira e violenta? Se fazem alguma coisa, tem sido de forma muito discreta, pois leio os três jornais de maior circulação no estado todos os dias, e nada encontro que questione tamanha barbárie. E boa parte dos meios de comunicação são coniventes, pois existe muito dinheiro e interesses envolvidos na disseminação dessas músicas de baixa qualidade.

E não pensem que essa avalanche de mediocridade atinge apenas os menos favorecidos da base de nossa pirâmide social, e com menor grau de instrução escolar. Cansei de ver (e ouvir) jovens que estacionam onde bem entendem, escancaram a mala de seus carros exibindo, como pavões emplumados, seus moderníssimos equipamentos de som e vídeo na execução exageradamente alta dos cds e dvds dessas bandas que se dizem de forró eletrônico. O que fazem os promotores de justiça, juízes, delegados que não coíbem, dentro de suas áreas de atuação, esses abusos?

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Quando Luiz Gonzaga e seus grandes parceiros, Humberto Teixeira e Zé Dantas criaram o forró, não imaginavam que depois de suas mortes essas bandas que hoje se multiplicam pelo Brasil praticassem um estelionato poético ao usarem o nome forró para a música que fazem. O que esses conjuntos musicais praticam não é forro. O forró é inspirado na matriz poética do sertanejo; eles se inspiram numa matriz sexual chula. O forró é uma dança alegre e sensual; eles exibem uma coreografia explicitamente sexual. O forró é um gênero musical que agrega vários ritmos como o xote, o baião, o xaxado; eles criaram uma única pancada musical que, em absoluto, não corresponde aos ritmos do forró. E se apresentam como bandas de “forró eletrônico”. Na verdade, Elba Ramalho e o próprio Gonzaga já faziam o verdadeiro forró eletrônico, de qualidade, nos anos 80.

Em contrapartida, o movimento do forró pé-de-serra deixa a desejar na produção de um forró de qualidade. Na maioria das vezes as letras são pouco criativas; tornaram-se reféns de uma mesma temática. Os arranjos executados são parecidos. Pouco se pesquisa no valioso e grande arquivo gonzaguiano. A qualidade técnica e visual da maioria dos cds e dvds também deixa a desejar, e falta uma produção mais cuidadosa para as apresentações em geral.

Da dança da garrafa de Carla Perez até os dias de hoje formou-se uma geração que se acostumou com o lixo musical. Não, meus amigos: não é conservadorismo, nem saudosismo. Mas não é possível o novo sem os alicerces do velho. Que o digam Chico Science e o Cordel do Fogo Encantado que, inspirados nas nossas matrizes musicais, criaram um novo som para o mundo. Não é possível qualidade de vida plena com mediocridade cultural, intolerância, incitamento à violência sexual e ao alcoolismo.

Mas, felizmente, há exemplos que podem ser seguidos. A Prefeitura do Recife tem conseguindo realizar um São João e outras festas de nosso calendário cultural com uma boa curadoria musical e retorno excelente de público. A Fundarpe tem demonstrado a mesma boa vontade ao priorizar projetos de qualidade e relevância cultural.

Escrevendo essas linhas, recordo minha infância em Serra Talhada, ouvindo o maestro Moacir Santos e meu querido tio Edésio em seus encontros musicais, cada um com o seu sax, em verdadeiros diálogos poéticos. Hoje são estrelas no céu do Pajeú das Flores. Eu quero o meu sertão de volta!

 

Texto de Anselmo Alves (Pai de Bernardo Mendes)
j.anselmoalves@hotmail.com

A cor do Trânsito.

Não sei vocês, mas ultimamente eu tenho me sentido muito mais incomodado com o trânsito. Não estou falando de sua lentidão nem dos engarrafamentos tão comuns em qualquer cidade de grande do Brasil. Venho por meio deste protestar contra as cores tão iguais dos carros. Preto, branco ou alguma escala de cinza/prata.

Que saudade do Fusca AMARELO, do Chevete AZUL, do Prêmio VERDE, da Brasília VERMELHA e por aí vai. Onde se enfiou o bom gosto do brasileiro, desse país tropical, cheio cores quentes, vivas e otimistas. Até os gringos tão vindo pra cá e achando que temos mais táxis do que carros próprios com essa confusão de cores. Temos que ser iguais aos europeus ou americanos com carros nas cores frias e sem graça? Bom, eu acho que não. Acreditem, existe uma luz no final do túnel e digo mais: ela tem cor.


O novo Fiat UNO me surpreendeu não só pelo seu design inovador e pela sua capacidade ímpar de personalização, já que são 11,5 milhões de combinações no total. Mas o que me surpreendeu mesmo foram as cores. Que coragem da FIAT em lançar um carro popular diferente com cores diferentes. Tem Azul, Vermelho, Amarelo, Verde. Viva! Voltamos a ser os brasileiros do país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza.

Acredito que esse lançamento seja um marco nas cores dos veículos nacionais. É claro que temos carros com cores diferentes, mas era um carro com uma cor diferente para o lançamento, como o Crox Fox Amarelo(não, não é o da Stephany), mas todas as cores juntas? Num mesmo comercial? Para o mesmo carro? Sim. A FIAT juntou tudo isso e fez um carro fantástico com cores fantásticas e com uma comunicação fantástica.


Vida longa à FIAT e ao UNO.

ps.: primeiro post em linha reta e a céu aberto no cultbox feito por duas pessoas.
Post de Berna Mendes e Igor Moura.

THE CREATORS PROJECT

The Creators Project é um projeto inédito que reúne mais de 80 artistas inovadores de todo o mundo. Entre eles estão Alexandre Herchcovitch, Spike Jonze, Mark Ronson, N.A.S.A, Ma Yansong e muitos outros.

Reunindo alguns dos principais e mais relevantes talentos da música, arte, cinema, design e arquitetura, a VICE Magazine e a Intel lançam no último dia 17, em Nova York, o The Creators Project, iniciativa desenvolvida para conectar jovens de todo o mundo que têm algo em comum: a paixão pela criatividade e tecnologia.

O projeto busca identificar artistas proeminentes e permitir que os mesmos exibam suas obras e visões artísticas através de formas interativas, com debates criativos, novos projetos de colaboração multidisciplinar e o site de vídeos.

O www.thecreatorsproject.com, funciona como o coração do projeto e transmitirá ao vivo as entrevistas, shows, mostras e debates que acontecerão durante os eventos.

São mais de 80 artistas provenientes de sete países: Brasil, Estados Unidos, França, Alemanha, Reino Unido, China e Coréia do Sul. A cuidadosa seleção inclui tanto criadores já estabelecidos como Alexandre Herchcovitch, CSS, Phoenix, Mira Calix e Nick Zinner do Yeah Yeah Yeahs, quanto uma nova geração com trabalhos inovadores em cinema independente, arquitetura futurista, eletrônica de vanguarda e moda. Este vasto elenco de criadores é unido pela crença de que a tecnologia e suas ferramentas ajudam a ultrapassar barreiras artísticas e transformam idéias em realidade.

“The Creators Project foi desenvolvido para apoiar os principais músicos, artistas e designers de todos os cantos do mundo”, diz um dos criadores, Mark Ronson.

Curtiu? Então não perca mais tempo e vai lá no site oficial conferir em detalhes que o conteúdo é realmente embasbacante.


O mundo fica mais chato

É… hoje o mundo perdeu um grande empresário de bandas. Ou seria um aproveitador? Um maluco? Talvez um pouco de tudo isso. Mas a certeza é de que com a morte Malcom McLaren o mundo ficou ainda mais chato e politicamente correto.

McLaren começou no universo pop com a loja londrina Let it rock, aberta em 1971 em parceria com a estilista Vivienne Westwood, sua esposa na época. A marca criava roupas de couro coloridas e, apesar de rapidamente falir, colocou a dupla em contato com novos músicos da época, inclusive dos Estados Unidos.

Quem em escolheria um vocalista para uma banda de Punk por imitar bem Alice Cooper? Só o maluco do Malcom, que durante toda sua vida teve sempre altos e baixos, desde de sua loja de roupas, passando pela New York Dolls e tendo seu cume com a criação do Sex Pistolls e todo seu movimento alternativo, largado, questionador e principalmento provocador que foi a cultura Punk. Fica aqui a homenagem do Cultbox para Malcom McLaren.

Bena Mendes
Digitado diretamente do meu BlackBerry


SE AQUI NEVASSE USAVA ESQUI

Já que falamos sobre o Japão, você já se perguntou sobre o quanto realmente conhece sobre o país? Esqueça as aulas de judô e os animes com bichinhos coloridos que fazem as crianças vomitar diante da tv. Estamos falando sobre que questões levam um indivíduo a disputar ombro-a-ombro míseros 50 centímetros de balcão por um sanduíche da McDonalds. Já imaginou?
O sensacional vídeo abaixo é um retrato infográfico do Japão, criado pelo designer Kenichi Tanaka, de 23 anos. A intenção, segundo suas próprias palavras, é mostrar para os japoneses tudo o que acontece no país, mas do ponto de vista de um estrangeiro: “Isso não é normal”. E antes que o chamem de racista, ele lembra que também é japonês.

Japan-The Strange Country (English ver.) from Kenichi on Vimeo.

Via: Brainstorm9


Onde os feios não tem vez

“O problema é que para a maioria das pessoas, atingir o padrão perfeito de beleza é ilusório.

Todo mundo já ouviu que a mídia é o quarto poder e que os meios de comunicação, principalmente a televisão, são comedores de cerébro. Exageros à parte, é assustador o poder de influência que a mídia exerce sobre as pessoas. O padrão de beleza é um grande exemplo desse poder e ele também está na internet.
Com mais de 540 mil usuários, o beautifulpeople.com é uma rede social com uma premissa, no mínimo, assustadora: só bonitos entram. Para ingressar na rede, o candidato deve enviar uma foto e aguardar uma votação, que dura 48 horas, dos integrantes do sexo oposto já participantes. O pretendente pode ainda acompanhar o “julgamento”, vendo infográficos vermelhos e verdes, que indicam se o “julgado” foi aceito ou não. Se for considerado feio: no mercy. Está fora. Só para ter uma idéia, no início de 2010 foram expulsos mais de 5 mil usuários. O motivo: se excederam nas festas de fim de ano e ganharam uns quilinhos. Fora “gordinhos”! Os criadores da rede se orgulham de já terem formado mais de 10 mil casais, que geraram 400 crianças. Todas filhas de pessoas muito bonitas. Uma seleção, para não dizer outra coisa, bizarra, que lembra, bem de perto, a Ariana, proposta pelo nada amigável e nem um pouco saudoso Adolf Hitler.

O problema é que para a maioria das pessoas, atingir o padrão perfeito de beleza é ilusório e isso é tão verdade, que a própria televisão e as revistas (masculinas e de moda), disfarçam o lado humano das musas. Haja photoshop e haja maquiagem. Nenhum ensaio em revista masculina é publicado sem antes passar por um cuidadoso tratamento de imagem. Aliás, o nome até sugere o real objetivo da etapa: tratar das imperfeições. Haja celulite e gordurinha pra esconder.

Esse estereótipo gera uma corrida em busca da forma perfeita. Dieta do suco, dieta das frutas, dieta de fibras, dieta disso, daquilo. Seja em revista de fofoca, seja na internet ou seja por indicação da manicura. Para desespero dos nutricionistas, toda e qualquer fonte que indique uma dieta é válida. O importante é vestir números cada vez menores e fazer menos peso nas balanças, não importa como. A partir daí, clínicas de psicologia e academias se enchem de frustrados. O pior é que todo mundo acredita que pode ficar com o corpo da mocinha da novela. O que, talvez, a maioria não saiba, é que nem ela tem aquele corpo.

Nessa indústria muita gente lucra. Cirurgiões plásticos, empresários, comunicadores, consultores de moda e tantos outros. Uns poucos vencedores e milhares de derrotados. Numa guerra em que o padrão de beleza é uma arma destrutiva, pelo menos para uns dois terços da população. A exemplo da beautifulpeople.com, que só aprova 20% dos cadastrados e se vangloria por contribuir para o embelezamento da humanidade. É esse o saldo de uma luta por algo que nem existe: a perfeição. O pior é que ela vai continuar por muito tempo. Aos feios cabe, somente, aceitar a condição de “excluído” ou se esforçar para se enquadrar nos padrões. Difícil é saber o que, no fundo, a gente realmente quer.


A moda é mob \o/\o/\o/\o/\o/\o/

Você está andando calmamente pela rua, quando de repente uma, duas, dezessete, váááárias pessoas começam a se aglomerar e fazer uma dança esquisita. De início você fica aturdido, “mas o que é isto, companheiro, estão ficando loucos?”, até que você para e percebe: “Ahhh, é só mais um flash mob”. Não se sentiu contemplado nesta descrição? Não entendeu nada? Então…

Segundo o Wikipédjia, “Flash Mobs são aglomerações instantâneas de
pessoas em um local público para realizar determinada ação inusitada previamente combinada, estas se dispersando tão rapidamente quanto se reuniram. A expressão geralmente se aplica a reuniões organizadas através de e-mails ou meios de comunicação social” (ou seja: um bando de gente reunida fazendo alguma coisa engraçadinha para ser filmada e que esperam virar hit no Iutiubiu). Exemplos que você deve ter visto: Pillow Fight, Zombie Walk, Black Eyed Peas no programa da Oprah ou o estátua! na Grand Central em Nova Iorque.

Brincadeiras à parte, esse tipo de mobilização über bombou este ano, e a equipe de reportagem do Cultbox não poderia ficar fora do hype.
O @naosalvo fez o favor de escolher o top #8 do ano na opinião dele (que eu também concordo, devo dizer rs) que você pode conferir clicando aqui.

Ainda surfando no hype, os flash mobs ganharam até programa de televisão no Multishow, o MOB Brasil, apresentado pela Didi Wagner. Ouqueis, agradecemos a iniciativa, mas pra ser sincera, fora do programa não vi NENHUM dos mobs organizados por eles. Não dá pra ser forçadamente cool, né? Na verdade, a falha do programa é essa: empurrar o mob com uma ‘causa’ goela abaixo, pra ‘educar’ os jovens do país com um approach ‘descolado’. O episódio de hoje é com o vocalista do Fresno. Bem, tirem suas próprias conclusões. Confira clicando aqui.

Como não poderia deixar de ser, é lóóóógico que nós, publicitários, não poderíamos perder a oportunidade de utilizar os flash mobs para fazer um viralzinho, não é mesmo? Eu mesma vi uma ação da @conexaovivo no Recife Antigo no final de semana passado, mas ainda desconheço os resultados (alô, produção?). Na minha humilde opinião, o melhor uso de flah mob para uma marca vai para a T-Mobile, com a famosa aglomeração da plebe rude londrina na Trafalgar Square cantando “Hey Jude”.

Se me perguntassem o futuro dos mobs pra 2010, eu diria: #temdemsia. Aposto sim, cada vez maiores e mais inusitados, com mais ‘amor à marca’, como no caso da T-Mobile, ou com mais ‘amor à causa’, como este aqui de Outubro pra o ‘movimento’ Hopenhagen (queu gosto muitcho!)

Afinal, quem não quer ter seus 2:23 minutinhos de glória, nem que seja anônimo junto à mundiça (risca) multidão, não é mesmo?

Ps: Aproveitando a atenção do querido leitor, em breve faremos uma tentativa de flash mob no carnaval recifolindense. Aguardem mais instruções e… Se liga no flash