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Cinema

Millenium segundo o GTalk

Igor:  preciso comentar com alguém sobre Millenium.
Eduardo:  só se for agora. sem se aprofundar muito, vc gostou ou não?
I:  gostei. mais do que o sueco.
E:  eu tenho minhas ressalvas
I:  fiquei tenso na abertura do filme.  david fincher tá achando que aquela porra é novela das oito pra ter abertura?
E:  putz, aquilo foi o que mais gostei! achei que os créfitos iniciais ficaram foda! ironia ou não, parecia abertura de um filme de 007.
I: muito parecido. verdade. tu não curtiu o filme?
E:  gostei sim. achei mais conciso em relação aou sueco. tudo se encaixa melhor.
I: sim, sim. você se perde no meio do sueco. muita informação. e mesmo assim, vi gente reclamando nesse de muita informação.
E:  não sei se alteraram o conteúdo do livro, mas senti menos pontas soltas.
I: isso é bem foda. achei o filme um pouco mais rápido que o sueco.
E: mas uma das coisas que mais me deixou com vontade de ver a adaptação era o fato de ter David Fincher dirigindo e senti que não fez diferença. Poderia ter sido qualquer um ali.
I: tenho que concordar com isso.
E: o filme tem toda a estética dele, todos os elementos que você encontra de clube de luta pra frente, mas… ficou igual ao sueco!
E:  IGUAL
I: eu acho que se qualquer diretor assinasse, eu compraria.
E: esse é o ponto chave. não acrescentou nada novo.
I: inclusive daniel craig ser a cara do mikael, né?
E: ambos os atores dão o mesmo tom
I: taí.
ele sim. ela é bem melhor. tem cenas que você consegue rir com ela.
E:  não sei dizer de qual gosto mais, mas gostei da Rooney Mara
I: achei a americana bem mais foda.
E: mesmo com um personagem pesado, ela consegue dar uns alívios cômicos
I: e queria que o título do post fosse: Lisabeth Salander. A badass mothafucka.
E: o que tu achou das cenas mais pesadas? talvez por já esperar, não me impressionei tanto. Pareceu meio corrido.
I: você já esperava. minha namorada e uma galera tavam fechando os olhos em algumas cenas.
acho que isso é o ponto diferente. o começo tem uma linha de tempo diferente do sueco, por isso tu achou corrido.
E: a gente sabe que o enredo do tutor e do abuso que ela sofre são para embasar a personagem
I: exatamente. mas é tudo meio nas carreiras.
E: e como precisavam apresentar logo a trama que o iria movimentar, correram com o filme.
I: acho que quem vê pela primeira vez, sem ver a outra versão, o filme é de explodir cabeças.
E: queria ter tido essa sensação. infelizmente, não tive.
I: acho que é porque tu conhecia. quem não conhece, sai processando as três lapadas finais que o filme te dá.
E: pra mim, ficou claro que não precisava desse. Assistia o sueco e tava tudo certo. A principal diferença é que David Fincher e Daniel Craig tem um alcance maior. Como mais pessoas vão ter a chance de conhecer essa história, então tá valendo.
I: claro. eu acho válido. porque o filme é muito bom. ele precisava disso. e claro, david fincher agora vai encher o rabo de dinheiro com a franquia.
E: ou não. ele não foi muito bem de bilheteria. já anunciaram a continuação com o mesmo elenco, mas acho que ele não volta pra dirigir. é uma pena.
I: é uma pena.
conselhos finais: se você viu, vá ver de novo. se você não viu, veja porque esse filme é foda. ah, e baixa logo os outros dois suecos, porque vai ficar na curiosidade.
E: e vai dizer que essa abertura não é foda?!

E: vai que agora eu vou trabalhar.
I: é boa, mas eu não ia perder a piada de que a abertura de mulheres de areia é bem melhor.
vamo trabalhar que essa conversa mole não paga a gasolina do meu carro.


Filmografia de 2011

O ano terminou e 2012 já começa com listas e mais listas.

Essa é a filmografia de 2011.

Nem os melhores, nem os piores. Todos.

Gen I. já fez a filmografia de outros anos e vai por mim, é bem bom, viu?

Pouco mais de 200 filmes para você lembrar e pescar alguma coisa que não viu e ainda pode ver antes que a enxurrada de 2012 comece.

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ALERTA DE INTRUSÃO NO POST DOS OUTROS

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Mas a causa é nobre. Gostaria apenas de compartilhar outra compilação com os melhores momentos do cinema no ano que passou. Aqui, a edição fica por conta de Matt Shapiro.

Mas não vou me abster. Pra mim (Eduardo), 2011 teve uma obra-prima. Anota aí: Cisne Negro. #ProntoFalei #Top1

 


Política, baseball e outro assunto a sua escolha.

Esses dias eu vi alguns filmes, mas preciso indicar dois pra vocês 4 que lêem o cultbox.

Todos dois são sobre coisas que eu não entendia nada, absolutamente nada:

Política Americana e Baseball.

Pra ser bem sincero, ainda não sei muito bem a diferença de Democratas e Republicanos, nem sei direito o que significa um Home Run. Mas descobri que em toda eleição tem suas sacanagens e que o lançador é mais importante que o rebatedor. (tô certo?)

O Homem que Mudou o Jogo, Com Brad Pitt.

Tudo Pelo Poder, Com George Clooney e Ryan Gosling.

Não vou fazer uma crítica sobre nenhum dos dois porque não entendo nada de cinema, mas assista. São dois filmes bem legais.

O primeiro é bom e vale a pena. Apenas bom.

O segundo você tem que ver hoje mesmo. Sério.

Se você entende dos dois, manda um email pra igomes87@gmail.com e me explica. Juro que fiquei querendo saber mais sobre isso.

Se alguém tiver algum filme sobre uma terceira coisa que eu não entenda nada (vai ser moleza) e quiser indicar, por favor, não hesite em comentar aqui.

Ah, só pra manter a minha tradição de não respeitar listas, eu indico Medianeras pela terceira vez num único blog do mundo inteiro. Vai ver hoje, velho. Na boa.

 

 

 


Uma noite ótima com Medianeras

Calma!

Não é nada disso que você está pensando.

Ontem fui com a patroa ver um filme, sem pretensão alguma ou grandes expectativas. Como geralmente ocorre, quando não temos expectativas com alguma programação, BUM! Ela nos surpreende.

Foi assim.

Sobre o filme:

Sabe aquela solidão coletiva, dentro do ônibus ou andando na rua ou almoçando só no shopping com fone de ouvido no máximo? Pronto. Medianeras é sobre isso. Sobre como esse mundo tão conectado tornou a comunicação pessoal, face to face (tá bom, bichei) tão difícil.

O filme tem um fotografia linda, poética que combina e muito com o texto super bem escrito. Tudo se encaixa. (dando aqui um pequeno e insignificante spoiler da abertura do filme, onde nela, já descobrimos o causador de todos os males da sociedade argentina). O protagonista nos diz: “estou convencido de que as separações, os divórcios, a violência familiar, o excesso de canais a cabo, a falta de comunicação, a falta de desejo, a apatia, a depressão, o suicídio, as neuroses,os ataques de pânico, a obesidade, as contraturas, a inseguridade, a hipocondria, o estresse e o sedentarismo são responsabilidade dos arquitetos e da construção civil. Destes males, salvo o suicídio, padeço de todos”.

PS.1: Vale ressaltar que esse filme foi indicado aqui no Cultbox por Lusenalto ou seja, esse filme é tão legal que vale receber dois posts no mesmo blog.

PS.2: As ‘medianeras’ são paredes cegas que dão para o prédio vizinho. Essa informação foi só para constar. Fiquei curioso para saber e achei legal deixar essa informação aqui.


Luz, câmera e muita grana para direitos autorais

Pegue uma carraiada de filmes dos anos 80, subistitua o rosto dos protagonistas por uma versão 3D  e tosca de si mesmo e, pronto, você tem um clipe sensacional e digno de um dos maiores processos judiciais de todos os tempos.


Stuck In The Sound – PURSUIT por stuckinthesound

Pursuit é primeiro single do novo álbum da Stuck In The Sound, banda francesa de indie rock.
Ou o agente deles é muito bom, ou é melhor que o advogado seja.


Eu indico, Eu indico, Eu indico

O cara fica um tempão sem postar aí vai acumulando tudo.
Links para compartilhar.
Bandas e músicas para comentar.
Coisas legais que viu, ouviu e leu pra indicar.

Bem, hoje eu vou indicar.
E pelas quantidade de coisas acumuladas, vou indicar logo três filmes.
Dois estão em cartaz. Corram!
O outro ainda vai entrar em cartaz, quando isso acontecer, corram!

Eu indico. Medianeras.
Filme argentino. Blablabla. Trilha sonora bacana. Blablabla.
História moderninha. Blablabla. Atores muito legais.
Assiste logo o trailer.
Aliás, nem perca seu tempo. Vá logo pro cinema.
Preencha os blablablas acima com a sua opinião pessoal.
O resto é verdade.

Eu indico. Além da estrada.
Um road movie uruguaio bem interessante.
Tá. O interessante foi a falta de um adjetivo melhor.
Não é o melhor road movie que já vi. Mas é uma história legal.
E que cativa quem sente essa coisa que dá em quem gosta (muito) de viajar.
Essa coisa de conhecer novas pessoas. De admirar novas paisagens.
De falar várias línguas. E de conhecer lugares que tem algo de especial pra contar.
Pra falar da história vou apelar para o trailer de novo…

Eu indico. As Canções.
Documentário nacional de Eduardo Coutinho.
Tem música pra tudo, né?
Música pra se acordar. Música pra se divertir.
Música pra trabalhar. Música pra se divertir trabalhando.
Música pra amar. Música pra amar (no outro sentido)
E tem música que marca um relacionamento.
“Olha amor, é a nossa música.”
Seja uma música que você cantou para a namorada completamente embriagado.
Seja uma música que conta exatamente a história dos dois.
Em As Canções, ouvimos as histórias que foram marcadas por uma música.
Relatos apaixonados, histórias complicadas…
Para muitos pode não ser o melhor filme de Eduardo Coutinho.
Mas como foi o único que vi, gostei muito.
E indico.


Lixo Extraordinário

Poucas vezes na vida você leva um tapa na cara tão grande. Mas com toda certeza, assistir Lixo Extraordinário é uma dessas exceções.

Você sabe que tem gente que cata lixo pra sobreviver. Você provavelmente sabe o que catar lixo envolve. Você talvez saiba que no meio disso as pessoas acham de tudo, inclusive corpos.

É aí que tudo começa a fazer sentido e você para e pensa: o que eu tô fazendo na minha vida e no meu trabalho pra melhorar de diferente? reclamando?

“99 não é 100. 1 faz a diferença”.

Isso pode parecer bullshit e discurso de Criança Esperança, mas vai lá, assiste a primeira meia hora desse filme e volta aqui pra dizer o quanto já mudou o teu modo de enxergar certas coisas.

Não vale nem a pena dizer que o roteiro é isso, a filmagem é aquilo e as técnicas são aquilo outro. Não vale mesmo.

O filme tem algo maior que isso, que são histórias de pessoas reais, pertinho de você, que a gente não faz a mínima noção que existe. Mentira, a gente sabe que existe, mas tenta ignorar pra viver melhor.

Na boa, adie um pouco algumas indicações de filme que estão na frente desse. O Gato de Botas pode esperar mais um pouquinho.

E justiça seja feita: esse filme não ter levado o Oscar é uma sacanagem sem tamanho. Não, não me importa qual foi o filme que ganhou e quão legal ele era. Esse filme devia ter ganho.

Para terminar, eu não queria dar os parabéns à O2, ao diretor, ao roteirista, nem muito menos a Vik Muniz.

Tião,

Zumbi,

Suelen,

Isis,

Magna,

Valter,

Irmã,

e os outros milhares de catadores de material reciclável,

vocês são foda.

 


senso. [nãoleia].

pela liberdade de usar o clichê, a começar pelo termo ‘clichê’.

dance na sua formatura com we are the champions.

entre na igreja com a marcha nupcial.

mande o soneto da fidelidade para sua amada.

mande uma música da banda-do-momento-da-última-semana.

cante uma música da banda-do-momento-da-última-semana.

cante more than words para sua paquera.

dane-se o jeito cool dela.

assista comédias românticas.

dê gargalhadas das comédias românticas.

conte pros seus amigos que gostou e que veria de novo e iria rir do mesmo jeito.

dane-se aquele cara que vai te recriminar com os olhos.

leia clarice lispector, caio fernando abreu, luis fernando veríssimo.

leia a turma da mônica, leia revistas de fofoca das novelas.

poste nas suas redes sociais. “cinema. partiu. balada. partiu. casa. partiu. facul. partiu”.

use o mesmo estilo de todo mundo. afinal, ninguém é percursor de nada.

continue fã de renato russo.

diga em voz alta “você diz que seus pais não entendem, mas você não entende os seus pais”.

diga em voz alta que você é fã de pagode.

cante em voz alta “que se chama amor, tomou conta do meu ser”.

ria em caixa alta e baixa.

escreva em caixa alta como se estivesse gritando para o mundo.

desconheça tarantino e  scorsese.

pra quê saber pronunciar shyamalan.

woody quem?

assista programa de auditório.

divirta-se com isso.

não esconda o que você gosta de fazer.

danem-se os chatos como eu.


Como foi o seu dia? Como foi o dia do seu mundo?

Vinte e quatro de julho de dois mil e dez.

Três perguntas simples:

o que você tem no bolso?

o que você ama?

do que você tem medo?

Isso gerou 4.500 horas de imagens de 80.000 vídeos enviados de 192 países.

São 90 minutos de volta ao mundo, em apenas um dia, para responder aquelas três perguntas ali em cima.

Esse filme te dá a certeza absoluta de que a vida real é o melhor roteiro de filme que a gente pode ver.

Palmas pra Ridley Scott (do já clássico Blade Runner, de O Gângster e Gladiador) , pra Kevin MacDonald (de O Último Rei da Escócia e Intrigas do Estado), para a LG e para o Youtube que teve “cojones” de colocar o filme disponível lá, legendado para 25 indiomas e com qualidade bem boa, levando em conta que são filmes “amadores”.

Na verdade, o amador fica restrito apenas ao modo de filmar das pessoas, porque o filme mesmo é coisa grande. É algo histórico.

Quando for pensar em algo colaborativo, nivela por cima. Assiste isso aí.

Como eu disse antes, o filme tá disponível no youtube. Você não vai nem precisar catar nos torrents da vida. Conecta o computador na TV, senta no sofá e aproveita.


Red State – Resenha do filme.

[desculpa usar caixa alta]

“I FUCKING LOVE THIS MOVIE”. Quentin Tarantino.

o que eu tenho a dizer sobre o filme?
um abraço pra você, meu amigo.


amor no volume 25.

 

exatos vinte e oito minutos depois de se despedir, ele liga para ela em estado de euforia:

- cabeça, criei uma nova teoria.

- conta, amor.

- sabe o que é…

- me diz.

- então. criei uma nova teoria.

- qual? existe uma maneira de o ciclope ficar sem óculos?

- não.

- uma teoria sobre o capacitor de fluxo?

- não, linda.

- descobriu uma réplica do delorean por uma pechincha?

- também não. me escuta, por favor.

- achou um easter egg naquela frase do harvey dent sobre a hora mais escura da noite?

- não.

- alguma coisa a ver com watchmen?

- não, não.

- filme novo de matheus souza?

- não.

- livro novo de Efraim?

- hmmm… desisto.

- descobri que aquele aparelho do meu carro que chamam de som… sabe? ele mede o volume do meu amor por você.

- como assim?

- então, toda vez que eu saio da sua casa, ligo o som em qualquer música e o volume que eu coloco diz tudo. é incrível como ele me move. me faz dançar ridiculamente – hoje mesmo o motoqueiro riu de mim – e fazer essas coisas que você só faz… amando, né?

- seu nerdinho lindo.

[silêncio]


Retrospectiva Stanley Kubrick

A quarta edição do Janela Internacional de Cinema do Recife (4 a 13 de novembro) vai exibir
a obra completa  de um dos diretores mais admirados da história do cinema.

Além da cópia restaurada de Laranja Mecânica (que eu já vi umas 20 vezes – e vou assistir
a 21ª se o horário permitir), vai ser uma oportunidade de ver filmes fodásticos como Glória Feita
de Sangue, Dr. Fantástico, 2001: Uma Odisséia no Espaço, Barry Lyndon, O Iluminado,
Nascido para Matar.

Os filmes vão ser exibidos no Cinema São Luiz, mas a programação ainda vai ser divulgada.
Vamos todos?

Ah. Essas imagens feitas em “cinemagraph” foram feitas por Gustaf Mantel.

Penny? Penny? Penny?


un cuento chino.

Notícia real:

“Louva-a-Deus é flagrado imitando Daniel San, ao se sentir ameaçado no Chipre”

 

Se você curte notícias bizarras, eu te digo, meu amigo, vale a pena assistir esse filme. Mas se você não curte, também vale.

 

Sinopse livre:

Um chinês que perde a noiva num acidente extremamente bizarro: uma vaca cai do céu em cima do seu barco e mata a moça. Depois da tragédia, ele vai para Buenos Aires encontrar um tio que nunca viu na vida e termina sendo sacaneado por um taxista que o joga na cabeça de Roberto. O ‘china’ não fala absolutamente nada em espanhol e vai ter que se entender com o ranzinza até encontrar algum parente.

__

 

 

Un Cuento Chino (em “argentino” é uma expressão para história de pescador) é um dos filmes mais legais que vi nos últimos tempos por um motivo bem simples e eu vou ter que definir ele com uma expressão que eu odeio: é uma comédia despretenciosa.

Você que tá acostumado com Ricardo Darín em filmes de drama, que fazem você pensar, bla bla bla, esqueça. Mas não perca a esperança na humanidade, porque ele vai fazer você gostar do Wagner Moura argentino ainda mais.

Sério. Esse personagem é aquele seu amigo insuportável, chato, que reclama da cerveja em copo plástico, que você sempre se pergunta “por que eu sou amigo desse cara?”, mas mesmo assim você gosta muito do cara.

Eu não vou dizer “porra, ‘Se eu fosse você. Aprendam!’ “. Não. eu não vou fazer isso.

Quer um filme divertido, bem filmado, bem escrito e com tudo que você precisa pra se divertir num domingo a tarde? Vai por mim.


Ele se chama Massimo Carnevale, mas é mais conhecido por . Ilustrador e amante do cinema. Misturou as duas coisas e olha no que deu.

Nascido em Roma, está ganhando notoriedade no mundo inteiro graças a um hobby: desenhar cenas de seus filmes marcantes. Ligado aos quadrinhos italianos, especialmente ao famoso estúdio Sergio Bonelli (de Dylan Dog), Carnevale chamou a atenção quando passou a desenhar as capas da série de quadrinhos Y-O Último Homem e posteriormente, Vikings, ambos da Vertigo (linha adulta da DC Comics).

Em seu blog, sketchesnatched (uma brincadeira com rascunhos <sketckes> e fragmentos <snatches>), Carnevale expõe o resultado de seu passa-tempo. “Eu não tenho planos para ele, é simplesmente aquilo que se propõe, rascunhos feitos rapidamente, com as cenas de acordo com meu estilo de pintura. Sketchesnathed nasceu para eu brincar e veio de uma paixão que tenho por cinema, nada mais do que isso”, respondeu em entrevista à Claudio Pucci, da revista Alfa.

Saturday Night Fever

Blade Runner

Jaws

Gran Torino

Point Break

Back to The Future

Full Metal Jacket

No Country For Old Man

Reservoir Dogs


Young@Heart

Sabe aquelas coisas que fazem você querer ser uma pessoa melhor? Sabe não, né?

Então, se você não sabe, assista Young at Heart. Filmaço que encanta pela simplicidade da história.

Pra quem não sabe, o Young at Heart é um coral de idosos do Northampton, Massachusetts, que ao invés de ficarem em casa choramingando por causa da idade e das doenças, decidiram cantar o bom e velho rock’n roll.

No meio do filme você vai pensar “queria que fosse meu/minha avô/avó”.

Imagine velhinhos entre 80 e 90 anos cantando Schizofrenia do Sonic Youth, Sedated dos Ramones, Fix You do Coldplay, Stayin Alive, I Feel Good, entre outros clássicos e não clássicos do rock.

Não vale a pena ficar lendo besteirinhas sobre o filme.

Vai logo assistir. O quanto antes.

Documentário, Reino Unido 2007, 108′, 35mm
Argumento: Stephen Walker
Fotografia: Edward Marritz
Som: Mark Mandler
Montagem: Chris King
Com: Bob Cilman, Christopher Haynes, Donald Jones, Eileen Hall, Elaine Fligman, Fred Knittle, Frederick Alexander Johnson, Helen Boston, Jean Florio, Jeanne Hatch, Jim Armenti, Joe Benoit, Len Fontaine, Louise Canady, Norma, Stan Goldman, William E. Arnold Jr.
Produtor: Hannah Beckerman, Jane Villiers, Sally George
Produção: Walker George Films

 

 

 

 


Termômetro: Melancholia

Opiniões democráticas, em forma de drops, sobre filmes, música e tudo o mais.  Isso é o Termômetro, a nova sessão do blog, que surge pra tentar te ajudar a decidir sobre o que pode e o que deve ser conferido.

Gostou de novo filme do Woody Allen ou do novo disco da Lady Gaga? Manda sua opinião pra gente. Basta dizer o que achou em 140 caracteres seguido da hashtag #Termômetro. A cada semana, um novo tema pra vocês. É só ficarem ligados nos nossos perfis nas redes socias. Só cuidado com os spoilers!

E pra começar com o pé esquerdo, Melancholia, o novo filme de Lars Von Trier. Polêmicas sobre nazismo a parte, confiram o que nosso leitores andaram comentando:


Filmes ilustrados por Justin Reed

Adorei as ilustrações de Justin Reed. Vou postar aqui apenas as ilustrações que ele fez de vários filmes.

No site dele você pode conferir mais.


A nota mais triste de um blues

Por Izabela Hinrichsen

Blue Valentine ainda não tem estreia prevista no Brasil. No dia que tiver e chegar, o título em português de péssimo gosto – Namorados para sempre – vai levar uma multidão de casais apaixonados ao cinema. Hollywood sempre investe absurdos dólares em filmes de enredo romântico, e quando o filme não tem açúcar suficiente no título (nem no roteiro), descolam um por aqui. E o porquê disso além de outras coisas, está no fato evidente de que as salas de cinema são verdadeiros viveiros de namorados. Elas constroem casais. Aqueles que vão timidamente pela primeira vez juntos, mãos nervosas, suadas, o risco da aproximação, o momento certo, o beijo com trilha sonora, a saída de mãos dadas. E assim, a partir deste momento, ir ao cinema passa a ser ato ritualístico de qualquer relacionamento: pelo menos uma noite de cada fim de semana está reservada para ele. O cinema é certeiro: barato, prático e oferece entretenimento para os dois. Hollywood sabe que comédia romântica é batata. Sabe que se tem “amor” no título, o filme atrai a namorada, que solta um suspiro pelo ator estampado no cartaz e logo chama o namorado para assistir. Mas o filme também é comédia, lembra? Então os homens não torcem tanto o nariz, engolem as frases melosas e os beijos apaixonados em troca de algumas piadas bem encaixadas.

No entanto, pobres os desavisados que irão ao cinema assistir Namorados para…digo, Blue Valentine. O título mela-cueca é bem traiçoeiro, na verdade. Recomendo uma rápida lida na sinopse do filme para eliminar qualquer dúvida de que não estamos falando de um filme de final feliz. Pelo menos não daquele final feliz que estamos acostumados a assistir na sessão da tarde. Alias, o ponto é justamente esse. É que foi através delas que a nossa geração cresceu. Assistindo a filmes de comédia romântica. E eles bombardearam de finais felizes nossa imaginação. Nós, mulheres, aguardamos tanto uma declaração de amor ao som de “I love you baby” cantada da arquibancada do ginásio do colégio, como em 10 coisas que eu odeio em você. Acreditamos que o nosso pezinho levantaria e que sinos tocariam no primeiro beijo. E que o amor, na verdade, são borboletas saltitantes que habitam nosso estômago. E que cartas de amor anônimas viriam. E que velhos amores se reencontram. E o pior de tudo: que para sermos felizes nessa vida, precisamos encontrar nosso par. Ainda fazem o favor de singularizar. Chamam de “a” alma gêmea, “a” tampa da panela. Esquecem que o tempo afeta a tampa e afeta a panela, altera sua composição química de tal forma que faz dela uma nova panela e dele uma nova tampa que já não são mais feitos um pro outro. É assim com as pessoas, obviamente. Se os anos passam e nós mudamos, é perfeitamente normal que aconteça de algumas pessoas, pouco a pouco, não se encontrarem mais naquele que pensaram ser o homem ou mulher ideal. Mas a pressão de dar o tiro certeiro é muito grande. Filmes românticos sempre constroem encontros fantásticos entre os seus personagens: das trocas de olhares discretos na biblioteca até um acidente envolvendo o piano do vizinho que vai parar coincidentemente no hospital em que você dá plantão. Nos filmes, mesmo que o primeiro tiro saia pela culatra e o relacionamento se mostre desastroso, até os seus minutos finais alguém vai aparecer e deixar aquele gostinho de novo amor no ar para fazer todos saírem do cinema suspirando de esperança.

É por isso que tão importante quanto acreditar no amor é aceitar a possível existência da sua efemeridade. Assistir a filmes de amor pessimista, de desencontros e rupturas. Filmes em que os personagens precisam construir outros pilares na vida e recomeçar sem necessariamente partir da estaca zero de um novo amor. Filmes como Blue Valentine parece ser. “Parece” apenas, porque não vi ainda. Mas li sua sinopse e vou ao cinema assistir não pela apelação romântica do título em português, mas pelo “blue” do original. O blue que não é azul. O blue que é triste. Que deve ser derivado do blues, da nota mais triste de um blues.

 


Vurto

“(s.m.) do popular vurtar-se, ato ou capacidade de aparecer e desaparecer rapidamente. “

É assim que está escrito a apresentação lá no site de Marcelo Pedroso e Felipe Peres Calheiros.

Segundo Marcelo, a proposta do site é uma primeira incursão deles no que seriam vídeos pensados para a internet. A tendência é que esses vídeos flertem com o documentário, a instalação, a vídeo-arte, performance… mas sempre tendo em vista o escoamento via web.

Juro que fiquei de cara quando vi o filme Engravatados hoje. Não fiquei surpreso pela qualidade, conheço o trabalho de Marcelo de outros filmes produzidos pela Símio Filmes, entre eles o KFZ-1348. Mas me surpreendi pela ideia simples e bem executada de movimentar a população e gerar, assim, um protesto e um filme muito inteligentes.

Falando sobre Engravatados, Marcelo diz que, de forma geral, os filmes nascem a partir de inquietações pessoais, buscando um olhar político sobre o mundo. O primeiro vídeo nasceu a partir de uma matéria de jornal que relatava a ação da OAB contra a verba indenizatória. Foram pra rua e deu nisso.

Ele disse que já tem outros quatro vídeos prontos e uns tantos roteiros pra ir filmando. A ideia é que o site seja atualizado periodicamente (mas nao sabem ainda a regularidade).

Bem, para quem ainda não viu…

 

Engravatados from Marcelo Pedroso on Vimeo.


The fell bad movie of christmas

Nada de Harry Potter ou qualquer outra comédia romântica estrelada pela Julia Roberts, o filme de fim de temporada de 2011, período em que os cinemas são invadidos por filmes família e pra se assistir de mãozinha dada, será The Girl With The Dragon Tattoo. E se há alguma outra verdade nisso tudo é que, com certeza, não Nunca ouviu falar? Então aí vão algumas dicas rápidas:

• Se baseia na primeira parte da trilogia de best sellers Millenium, do sueco – e já falecido -  Stieg Larsson.

• Dirigido por ninguém menos que David Fincher. Também não lembrou? É o carinha por trás de Clube da Luta, Seven e A Rede Social.

• Trilha de Trent Reznor e Karen O, do Yeah Yeah Yeahs, que no tralier já dão uma canjinha do que esperar.

E se alguém aí não quiser esperar tanto, basta procurar pelas Bit Locadoras a trilogia de filmes suecos, lançados de 2009 pra cá. Com excelente elenco e uma produção impecável, não fica devendo em nada aos melhores hollywoodianos, só acende a luzinha vermelha do por quê de um remake tão rápido. Ok, a gente até entende e desconfia, mas nas mãos de David Fincher dá pra relaxar e esperar por um murro com soco inglês no estômago. Se você curte um bom thriller investigativo, tem obrigação moral de conferí-los.

No Brasil, The Girl With The Dragon Tattoo estreia em 10 de fevereiro de 2012.


Hobo with a shotgun

Há atores que deviam se dedicar ao exploitation – ou seja, a produções de baixo orçamento que não se levam a sério. Porque, à medida que envelhecem, suas poses e falas vão perdendo o efeito de canastrice que outrora produziam nas massas. Os exemplos estão aí.

Nicolas Cage retomou sua carreira com dignidade depois de ser dirigido por Herzog no remake de Bad Lieutenant. Coroou com espinhos cristãos sua ressurreição cinematográfica em Fúria Sobre Rodas, um filme B com requintes de cafajestagem. Agora, mais um tio iconoclástico resolveu que era hora de encarar os exploitations de frente, em grande estilo: ninguém menos que o replicante caroneiro dos infernos, Rutger Hauer. É ele quem promove uma carnificina catártica em Hobo With a Shotgun.

Visualizem, por um minuto, o título do filme transposto para a tela grande: o bom, velho e já rechonchudo Hauer é um “vagabundo” de “rifle” em punho. Ele caça com afinco um inescrupuloso mafioso que mantém a população sob controle utilizando ameaças e violência extrema.

São litros e mais litros de sangue na tela. Tripas e mais tripas dependuradas de corpos mutilados. E uma gritaria interminável! Tudo isso com efeitos toscos, diálogos sem pé nem cabeça, inserções cômicas gratuitas e atuações bastante duvidosas. Há, inclusive, um discurso do personagem de Hauer que lembra a célebre lição de moral que seu replicante dá no caçador de andróides. Ou seja, é diversão garantida!

Curioso mesmo é saber que o sujeito responsável pela filmagem é Karin Hussaim, a mente pérfida e doentia que assina um dos filmes mais chocantes de todos os tempos, Subconscious Cruelty.

Subconscious Cruelty no IMDB

Infelizmente, sabe-se lá quando Hobo With a Shotgun vai ganhar algum pedaço do circuito. Graças aos deuses do bom cinema, existem torrents disponíveis, com legendas em português já disponibilizadas.

Fico só imaginando o Antônio Fagundes ou o Tarcísio Meira num exploitation… Seria muito mais digno.


Gênero: Drama.

Todo mundo tem seus dramas pessoais e claro, todo mundo acha que o seu drama é mais drama do que o de todo mundo.

Um romance acabado, alguém que morreu, uma prova, ou trânsito que vai pegar no outro dia. Não julgue, porque talvez não exista tamanho de drama. É drama e pronto. Ele vai tirar o seu sono, vai te deixar ansioso, vai fazer você achar que nada na vida tem o menor sentido.

É um saco ver esse tipo de situação.

Ninguém tem paciência pra esse tipo de situação.

Óbvio, você não quer passar por esse tipo de situação.

E claro, é um tipo de situação e história que não tem graça nenhuma. Certo? Errado.

It’s kind of a funny story (tradução livre: É tipo uma história engraçada) prova totalmente o contrário e fala justamente sobre os dramas (entre aspas) difíceis (entre aspas) que as pessoas podem enfrentar.

pergunta retórica: onde diabos esconderam Zach Galifianakis esse tempo todo?

Esse cara é genial pelo mesmo motivo que eu gostei desse filme: um pouquinho de simplicidade e vida real.

Tem muito filme precisando disso.

ps: filme disponível nos melhores torrents.

 


Pode perguntar ao Nielsen

Thor fez com que eu não me sentisse de uma província em duas ocasiões. Uma porque tive o privilégio de assistí-lo antes mesmo da estreia no mercado americano. Outra por, pela primeira vez, participar de uma pesquisa desenvolvida pela The Nielsen Company, encomendada pela própria Marvel para monitorar o desempenho da película do deus do trovão.

Eu que não sou bobo nem nada, vou utilizar a mesma metodologia da planilha que recebi. Pois é, o tal do Nielsen deve ajudar de alguma maneira.

Nielsen me pergunta quais itens influenciaram minha decisão de assistir ao filme. Ok, moleza. Marco as opções “publicidade na internet”, “trailers” – foram muitos. A começar pelo trailer de 5 min exibido na Comic Con, quase um ano atrás – e “críiticas/artigos”. A julgar pelas avaliações do Omelete, Cinema com Rapadura e Cabine Celular, a Marvel, no mínimo, entregou o que prometia.

Beleza, próximo item, Nielsen.

Quais itens foram importantes na minha decisão de de assistir ao filme? Chris Hemsworth? Não conheço. Natalie Portman? Tem beleza, tem carisma, tem talento, mas não carrega um filme como esse sozinha. Anthony Hopkins? Nome de peso, mas é coadjuvante. Direção de Kenneth Branagh? Conheço seu trabalho como ator. Dirigiu um Hamlet, mas o que esperar de uma incursão em blockbusters? Há mais motivos para desconfiança do que para segurança. Mas quer saber mesmo o que me motivou? É um Marvel. É um herói clássico. É um filme-evento. E nessas horas, é o pacotão que conta. E a promessa era boa.

Tá bem, fui lá assistir ao filme.

Viro a folha. Próxima questão.

Como classifico o filme em geral? a) execelente; b) muito bom; c) bom; d) regular; ou e) ruim? Assim, na lata? Diria que vale uma letra “c”, 75% de molho de tomate ou 3 robôs gigantes + uma perna, dependendo da unidade de medida.

Se eu recomendaria esse filme para meus amigos? Ô, Nielsen, ainda bem que a pergunta foi bem clara, porque minha mãe, com certeza, não iria curtir tanto não. É uma mistureba de mitologia com fantasia com um pé na Terra pra deixar as coisas mais realisatas que não deve agradar a todos. Mas só tem um jeito de descobriri isso: indo lá conferir. Na pior das hipóteses, você estará ajudando a bancar o crossover dos Vingadores.

Agora o Nielsen pergunta como o 3D afetou meu prazer em asssistir Thor. “X’ na alternativa “adicionou um pouco”. Se você tiver uma graninha a mais sobrando, assista com os óculos. Asgard e os outros cenários extraterrenos são muito bacanas de se ver com profundidade de campo. Em todo caso, é só mais um detalhe. Quem optar pela projeção normal não estará perdendo nada.

Dentre os personagens/performances, qual eu diria que acrescentou ao filme? Gostei muito do protagonista. Chris Hemsworth tem o carisma e a imponência que Thor exige. De mesquinho e egocêntrico, o personagem se transforma até num bonachão engraçado. Segurou o martelo e carregou o peso todo nas unhas. Muito se falou de Tom Hiddleston, como Loki. Legal, mas não é pra tanto. Anthony Hopkins aparece pouco mas muito bem. O problema maior é Natalie Portman. Quer dizer, não ela, mas sua personagem, Jane Foster. A mocinha está bem e tudo o mais, o roteiro é que não a favoreceu e acabou deixando o romance com o bombadão pra lá de raso. Com certeza, o maior problema do filme.

E pra finalizar, Nielsen, o que tu me mandas?

Quais palavras ou frases melhor descreve Thor, o filme? – Pelo amor de deus, não inventem de colocar esse subtítulo quando o DVD sair. Vou marcar algumas: “ótimos efeitos especiais”, “bom para todas as idades”, “muito lento em algumas partes”, “diferente/original” e, por fim, “uma boa aventura”.

Serviu?


A outra face de Stiller

Bem Stiller é sinônimo de comédia. O ator é um dos maiores nomes do gênero e coleciona atuações e participações em dezenas de filmes que fizeram e fazem o mundo todo rir. Mas bem Stiller tem um outro lado. Um lado ainda pouco explorado pode ser visto em Permanent Midnight ou Uma noite alucinante, em português. O filme é a autobiografia de Jerry Stahl, um conhecido roteirista americano que escreveu para Alf – O E. Teimoso e tem uma história de vi que inclui vício em drogas e relações conturbadas. O filme conta com um elenco de primeira. Além de bem Stiller, estão Elizabeth Hurley, Owen Wilson, Maria Bello e Fred Willard. O filme mostra todo o drama vivido pelo escritor e como as drogas podem ser destrutivas. A premissa pode parecer clichê, mas basta assistir pra ver que ele passa longe de ser só mais uma produção desse tipo. Bom, eu indico sem medo de errar. Assistam.